Ensaio 109

Ensaio 109 no Scielo!https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc…O número da Ensaio que encerra o ano de 2020 traz um releitura de um artigo antigo do professor Cândido Gomes, bastante acessado no Scielo: “Escola de qualidade para todos revisitada: desfolhando as camadas da cebola”. O novo texto atualiza o primeiro e traz considerações relevantes sobre o tipo de Educação que queremos. Além de textos sobre os Planos municipais de Educação do Estado do Rio de Janeiro (Jorge Najjar, Marcelo Mocarzel e Karine Morgan); Educação superior na China; rendimento escolar entre alunos de áreas urbanas e áreas rurais, a eficiência dos gastos públicos no Ensino Superior e por último, mas não menos relevante, o texto da professora Ana Maria Eyng e do professor João Casqueira “Direitos da infância em contextos de necessidades humanitárias: fatores de risco e demandas educativas”Boa leitura!

Formação de professores e currículo: questões em debate

Antonio Flavio Barbosa Moreira

O artigo traz uma análise teórica sobre a formação inicial docente e suas relações com o currículo. Busca-se, a partir dos argumentos levantados, configurar uma concepção de qualidade na escola e na formação docente, analisando a formação inicial de modo abrangente, para que se evitem parcialidades e fracionamentos. Como conclusões, aponta-se que essa formação não pode ser vista apenas como uma atividade prática, baseada na racionalidade instrumental, mas como atividade intelectual, pautada pelo exercício consciente da crítica e por uma postura humanista.

Deficiência visual: caminhos legais e teóricos da escola inclusiva

O artigo de Fabiane Maia Garcia e Aissa Thamy Alencar Mendes Braz apresenta resultados de uma pesquisa sobre a cegueira e a baixa visão no contexto da democratização do acesso e permanência escolar. A pesquisa parte dos aspectos históricos e legais, que marcam os caminhos da política pública da área, a partir do mote da análise da cegueira, com foco na acessibilidade. Leia o artigo na Ensaio 108:

https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-40362020000300622&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

O que mudou no Ensino Médio?

Paulo Romualdo Hernandes analisa a Lei nº 13.415, no que se refere à problemática determinação de ampliação da carga horária e, também, à proposta de inovações para o currículo sem que tivesse sido feito diagnóstico para essas impactantes alterações. Estudou o conteúdo da lei, tendo como base teórico-metodológica, a Pedagogia Histórico-Crítica, corrente pedagógica elaborada pelo professor Saviani, em seus pressupostos de pesquisa, apoiados pelo materialismo histórico e dialético e em seu entendimento sobre a razão de ser da Educação Escolar: o Ensino e a aprendizagem de conhecimentos complexos, elaborados, sistematizados.

Leia mais na Ensaio 108:
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-40362020000300579&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Evento Adiado_Avanços da tecnologia no século XXI: novos paradigmas da Educação

Em virtude da pandemia covid-19, que assola o mundo, a revista Ensaio decidiu adiar a XI conversa com o autor que ocorreria dia 02 de abril na Fundação Cesgranrio. Oportunamente informaremos a nova data do evento. Sejam responsáveis e sigam todas as recomendações da OMS, a fim de se protegerem e protegerem os outros.

Atenciosamente,

Revista Ensaio

Avanços da tecnologia no século XXI: novos paradigmas da Educação

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Os últimos 50 anos evidenciaram mais de 80% de todo progresso científico ocorrido em três séculos de história contemporânea. As novas tecnologias dominam indústrias, serviços, informação, comunicação e sociedade, criando o que hoje é reconhecida como a quarta revolução industrial. A velocidade, amplitude e profundidade desses avanços têm exigido repensar valores sociais e propor novos paradigmas da educação. Atuais modelos educacionais e escolas precisam entrar em consonância com habilidades e competências requeridas para a era da inteligência artificial, aprendizado de máquina, internet das coisas e computação em nuvem. Uma era de rápidas mudanças na ciência, tecnologia e mercado de trabalho, que impõe capacitar professores e formar estudantes para uma sociedade cambiante. Neste cenário, o professor assume papel preponderante de orientador e estimulador do processo de apredizagem. As grades curriculares ganham uma estrutura flexível e aberta, em que cada aluno pode traçar seus próprios caminhos. O aluno se torna um estudioso autônomo capaz de acessar sistemas especialistas em busca de conhecimentos e formar seus próprios conceitos e opiniões. A escola, conectada com o mundo, figura mais como um ambiente para troca de conhecimentos e experiências entre professor/aluno e aluno/aluno. A avaliação, de forma contínua e individualizada, facilita a aprendizagem.  A aprendizagem é percebida para a vida, além de conteúdos e currículos,  proporcionando bases para uma busca permanente por conhecimentos coletivos, pessoais e profissionais.

 

Quais as convergências e divergências da BNCC com as demais políticas públicas educacionais brasileiras?

 

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Ieda Pertuzatti, Professora efetiva na rede municipal de ensino de Nova Erechim, Nova Erechim, SC, Brasil.

Ivo Dickmann, Professor Titular no Mestrado em Educação da Unochapecó – Universidade Comunitária da Região de Chapecó, Chapecó, SC, Brasil.

https://humanas.blog.scielo.org/blog/2020/02/04/quais-as-convergencias-e-divergencias-da-bncc-com-as-demais-politicas-publicas-educacionais-brasileiras/

O artigo “Alfabetização e letramento nas políticas públicas: convergências e divergências com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC)”, publicado no periódico Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação (v. 27, n. 105), apresenta uma análise das convergências e divergências entre os principais documentos que normatizam a educação brasileira, e que se referem à fase responsável pela alfabetização dos alunos (Ensino Fundamental I). Na pesquisa foi possível estabelecer mais pontos divergentes entre os documentos analisados, do que pontos convergentes, sendo estes restritos a poucos detalhes. As fases distintas em que cada documento foi pensado, elaborado e aprovado, sustentam os interesses políticos vigentes no período e não a continuidade e a qualidade educacional, colaborando para a construção de pontos divergentes. Os resultados encontrados confirmam a política cíclica que a educação brasileira apresenta desde o início insistente da construção de uma educação democrática que rasteja a décadas no país (MAINARDES, 2006; TRICHES; ARANDA, 2016).

A pesquisa envolveu um estudo teórico sobre a história da educação do Brasil e sobre a elaboração e construção destes documentos. Uma leitura minuciosa e atenta foi realizada dos cinco documentos que se referem diretamente à etapa do Ensino Fundamental I, condizente ao processo de alfabetização e letramento do educando, a LDB (Lei de Diretrizes e Bases, 1996); as Diretrizes Nacionais da Educação Básica (2013) e o Plano Nacional de Educação (2014). O momento da escolha foi propício para acrescentar à pesquisa outros documentos que estão sendo apresentados no decorrer do caminho para se tornar um normatizador do currículo nacional (documento base de um currículo nacional, sinalizado em diferentes momentos da história nacional, no Manifesto dos Pioneiros da Educação (AZEVEDO et al., 2010), na Constituição Federal (BRASIL, 1988). Nesse viés, analisou-se também o documento preliminar da Base Nacional Comum Curricular (BRASIL, 2017), posteriormente quando apresentada a segunda versão e a versão final. Lembramos que a BNCC se credenciou como o mais atual regramento curricular da educação brasileira.

O cruzamento dos documentos deu-se a partir de palavras selecionadas e comprometidas com os conceitos de alfabetização e letramento. Estas palavras (conceitos) foram garimpadas nos documentos. Os trechos em que foram encontradas, foram analisados e na sequência tabelados em um quadro síntese. A construção deste quadro permitiu o cruzamento dos dados individuais de cada documento.

A partir da síntese, e após a análise individual de cada documento, foi possível destacar as seguintes convergências e divergências entre eles:

Convergências:

  • BNCC (versão final) e Diretrizes Nacionais percebem a leitura e a escrita como elementos técnicos que auxiliam a descoberta do mundo por meio dos conteúdos, focados, portanto, no aprendizado da leitura e escrita da palavra como elemento constitutivo da escolarização, independentemente de sua conexão com o contexto, muito menos com a intencionalidade de transformar o mundo de vivência dos alfabetizandos;
  • O tempo necessário para a alfabetização nas Diretrizes Nacionais, no PNE e na BNCC (segunda versão) é de três anos (três primeiros anos do Ensino Fundamental);
  • BNCC segunda versão e BNCC versão final concordam com o processo de interdisciplinaridade para a alfabetização e também enfatizam a aprendizagem das normas ortográficas.

Divergências:

  • Não se estabeleceu consenso entre os documentos sobre o conceito de alfabetização, cada um deles parece estar embasado em teorias pedagógicas distintas;
  • A intencionalidade, a finalidade e a importância do termo alfabetização não estão dialogando entre os documentos, falam de coisas distintas, a partir do mesmo termo, às vezes com proximidade e outras com distanciando;
  • O termo letramento, além de não aparecer em todos os documentos, os que o citam não acordam entre si sobre o conceito e a sua intencionalidade;
  • Conceito de leitura e escrita aparecem com diferentes expectativas e entendimento, muito aquém do que se espera para uma leitura do mundo, além da palavra, da escrita da própria história;
  • BNCC (versão final) considera até o segundo ano do Ensino Fundamental como tempo suficiente para o processo de alfabetização, enquanto os outros documentos sinalizam até o terceiro ano do Ensino Fundamental, sinalização que apareceu inclusive até a segunda versão da BNCC.

Leia mais em:

https://humanas.blog.scielo.org/blog/2020/02/04/quais-as-convergencias-e-divergencias-da-bncc-com-as-demais-politicas-publicas-educacionais-brasileiras/

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=0104-403620190004&lng=pt&nrm=iso

O Programa “Ciência sem fronteiras” faz diferença na vida dos jovens universitários brasileiros?

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O Programa “Ciência sem fronteiras” faz diferença na vida dos jovens universitários brasileiros?

A pesquisa “A qualidade da mobilidade de estudantes de graduação no Ciência sem Fronteiras”, publicado no periódico Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação (v. 27, n. 105), evidenciou que o Programa Ciência sem Fronteiras (CsF) atendeu às expectativas relacionadas à valorização profissional e à empregabilidade de jovens universitários brasileiros.

Foi realizado um estudo quali-quantitativo, a partir das respostas de 367 estudantes egressos do Programa a um questionário aplicado no ano de 2015, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Com isso, foram identificadas seis dimensões associadas à qualidade da mobilidade: (1) aquisição de experiência acadêmica internacional: ampliar conhecimentos em novos contextos de aprendizagem; (2) investimento no currículo profissional: melhorar a empregabilidade; (3) apoio da coordenação do curso de graduação; (4) apoio do setor de relações internacionais da universidade; (5) recurso para as despesas com alimentação; e (6) adaptação ao local de estudos.

Estas dimensões foram formuladas a partir do que indicam e do que dizem os estudantes sobre sua experiência acadêmica no exterior, financiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no escopo de uma política pública para internacionalização da ciência e tecnologia, visando fomentar a inovação e a competitividade brasileira.

Leia mais em:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=0104-403620190004&lng=pt&nrm=iso

 

 

Ensaio 106 no Scielo!

A Ensaio 106 está no Scielo!
“O número 106 da revista Ensaio apresenta a possibilidade de discussão a respeito da pesquisa e da avaliação de políticas educacionais na confluência de perspectivas macro, quantitativas, de larga escala e aquelas mais qualitativas, voltadas aos espaços micro, do cotidiano das experiências educacionais provisórias e locais.” Artigos sobre Ensino Médio, remuneração docente, Educação Profissional, PNEM, autoridade docente e a sociedade da informação, EaD, gestão e desempenho escolar, e a concepção sumak Kausay e sua confluência com a Educação, Ética e política. Boa leitura!

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=0104-403620200001&lng=pt&nrm=iso

 

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O que há de comum entre D. Quixote e o movimento escola sem partido?

O que permite que o Movimento Escola sem Partido dê valor de realidade ao que ele difunde por meio de suas páginas na internet? A que regras estruturais este subuniverso fechado de sentidos atende ao produzir conteúdos contra um “professor-doutrinador”?  O artigo “D. Quixote contra os moinhos: um ensaio sobre o Movimento Escola Sem Partido”, publicado no periódico Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação (v. 27, n. 105), procura responder a estas perguntas, tornando visível a forma quixotesca, convencional e binária de pensamento que estrutura o discurso propagandista do MESP.

Para ler mais sobre o texto acesse:

O que há de comum entre Don Quixote e o Movimento Escola Sem Partido?

 

 

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