II Semana Acadêmica – Faculdade Cesgranrio

A Faculdade Cesgranrio promove entre os dias 5 a 9 de junho a II Semana Acadêmica. Desta feita, a Diretoria Acadêmica e os Coordenadores dos Cursos de Gestão de Recursos Humanos e Gestão da Avaliação convidaram a Professora Fátima Cunha, editora da revista Ensaio e líder do departamento de Projetos Especiais da Fundação Cesgranrio para a palestra inaugural, intitulada: “Cesgranrio: uma história de sucesso”. O evento foi aberto pelo Professor Paulo Alcântara Gomes, diretor acadêmico da Faculdade Cesgranrio,

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Profaª Fátima Cunha e Prof. Paulo Alcântara Gomes.                                                                                                               Foto: Cláudio Pompeu

que agradeceu a presença do público, composto por professores, alunos do mestrado e da faculdade Cesgranrio e por pesquisadores e profissionais da Educação, e em seguida passou a palavra à professora Fátima.

 

A professora Fátima Cunha iniciou sua palestra informando ao público presente que está na casa há mais de 23 anos, e que sua história se confunde com a da Fundação. Contou como o professor Serpa e Nilton Sucupira idealizaram o vestibular unificado e como, aos poucos, a Fundação passou a executar os principais exames de avaliação do país – SAEB, posteriormente Prova Brasil, ENADE, ENEM, e todos os grandes concursos – Petrobrás, Banco do Brasil. Paralelamente a estas atividades, a Fundação promoveu cursos na área da Educação nos Estados, com foco na formação de professores. A professora citou o Estado do Tocantins como exemplo de sucesso, tendo em vista que o curso de formação de professores auxiliou aos profissionais nas salas de aula, mudando o resultado do IDEB daquele Estado. Para além disso, a Fundação sempre esteve presente nos debates sobre a Educação, organizando Seminários Nacionais e fóruns menores a fim de discutir os caminhos para melhoraria da qualidade da Educação brasileira em todos os níveis.

A professora destacou que além de atuar em avaliações nacionais, vestibulares e concursos, a Fundação desenvolveu o programa de aperfeiçoamento e capacitação profissional, criando o Mestrado Profissional em Avaliação, e recentemente, deu mais um passo na área da Educação, criando a Faculdade Cesgranrio, com o objetivo de socializar e disseminar os conhecimentos nas áreas da avaliação e gestão de recursos humanos, nos mais diversos segmentos, como educacional, cultural, hospitalar, empresarial, esportivo e social, entre outros.

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Público atendo no auditório da Faculdade Cesgranrio                                                                                                      Foto: Cláudio Pompeu

A professora citou todas as outras áreas nas quais a Fundação tem investido tempo e recursos. Em sua fala referiu o Projeto Social “Apostando no Futuro”, que beneficia quatro comunidades próximas ao campus da Fundação, e influi positivamente na vida das pessoas destas comunidades. Referiu também o empenho que a Fundação tem feito na área da Cultura. No âmbito da Cultura, a Fundação criou o prêmio de Teatro, um dos mais prestigiados do Brasil, o prêmio de literatura e de talentos na pintura. A construção do teatro Cesgranrio, com 350 lugares, também é motivo de orgulho para a casa, afinal, segundo o professor Serpa, não pode haver educação sem cultura.

 

A professora finalizou sua palestra afirmando que:

– Nunca aprendi tanto quanto aqui. Nós temos a voz e o voto para tomar as decisões sobre a educação brasileira.

Conforme a professora, o projeto da Fundação se construiu e se constrói em passadas firmes, sendo a Faculdade a mais recente iniciativa da família Cesgranrio, visando investir na Educação Superior a fim de contribuir para a construção de uma sociedade inclusiva e de conhecimento diversificado.

Fátima Cunha Ferreira Pinto é uma educadora reconhecida, membro da Academia Brasileira de Educação e das Academias Fluminense de Educação e de Letras. É assessora da Presidência da Fundação Cesgranrio, editora da revista Ensaio: avaliação e políticas públicas em Educação e gestora do setor de Projetos Especiais da Fundação Cesgranrio.

Érika Dias
Coordenadora Editorial – Revista Ensaio

VII Conversa com o autor aborda inclusão de pessoas com deficiência intelectual no mercado de trabalho

“Programa educacional especializado para capacitação e inclusão no trabalho de pessoas com deficiência intelectual” foi o tema da “VII Conversa com o autor”, realizada em 31 de maio, na sede da Fundação Cesgranrio, no Rio Comprido. As autoras do artigo, Rosana Glat e Annie Gomes Redig, explicaram a relevância do assunto não só no âmbito acadêmico, mas também por uma perspectiva do desenvolvimento humano. O evento foi mediado por Donaldo Bello de Souza, membro do Conselho Editorial da Revista Ensaio e professor da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

 

A conversa foi aberta pela professora Fátima Cunha, editora-chefe da Revista Ensaio. Ela agradeceu a presença dos participantes e do público e ressaltou a grande experiência de todos os autores que já abrilhantaram os encontros na produção de conhecimento sobre a educação brasileira.

 

Em seguida, ela passou a palavra às autoras. A primeira a falar foi Rosana Glat, que enunciou algumas leis brasileiras que regulamentam programas e processos de inclusão de pessoas com deficiência. Ela explicou que a preocupação em adaptar o ambiente escolar vem sendo ampliada desde a década de 1990, mas ressaltou que o ambiente profissional não acompanhou essa evolução, principalmente em relação à pessoa com deficiência intelectual: 

– Há muita discussão sobre a inclusão escolar, mas pouca sobre profissionalização e inserção desses indivíduos no mercado de trabalho. Por isso, é importante debatermos estratégias para uma inserção laboral efetiva, que traga benefícios ao empregador e ao trabalhador com deficiência intelectual – disse.

 

Em seguida, Annie Redig, que foi orientada por Rosana durante o doutorado, apresentou resultados de sua pesquisa. Ela explicou que desenvolveu, no ambiente da Uerj, um programa de estágio em convênio com a escola especial da Faetec. Com isso, foram criados grupos de estagiários integralmente constituídos por pessoas com deficiência intelectual, os quais trabalharam segundo a metodologia do trabalho customizado. Segundo ela, as atividades a ser realizadas são definidas conforme o perfil de cada indivíduo, mas também seguindo as necessidades da empresa:

 

– Por meio desse trabalho, evidenciamos que a empresa não só deve contratar pessoas com deficiência para cumprir a lei, mas pode se beneficiar de um funcionário produtivo  ao mesmo tempo em que contribui para o desenvolvimento humano da pessoa com deficiência – declarou.

 

Professora associada e diretora da Faculdade de Educação da Uerj, Rosana Glat atua no Programa de Pós-graduação em Educação (PROPEd) e no Curso de Pedagogia, nas modalidades presencial e à distância. É graduada em Psicologia pela University of the Pacific, Califórnia, com Mestrado em Psicologia com ênfase em Análise Aplicada do Comportamento e Deficiência Intelectual pela Northeastern University de Boston e Doutorado em Psicologia Social e da Cultura pela Fundação Getúlio Vargas-RJ.

 

Annie Gomes Redig é graduada em Pedagogia pela Uerj. Fez especialização em Orientação Educacional e Pedagógica na Universidade Candido Mendes. Tornou-se mestre e doutora em Educação pelo PROPEd/Uerj. Já atuou como professora de atendimento educacional especializado na rede pública do município do Rio de Janeiro e, atualmente, exerce as funções de professora adjunta e subchefe do Departamento de Educação Inclusiva e Continuada da Faculdade de Educação da Uerj.

II Semana Acadêmica

Prezados,

 A Diretoria Acadêmica e os Coordenadores dos Cursos de Gestão de Recursos Humanos e Gestão da Avaliação têm a satisfação de convidá-los para a II Semana Acadêmica da Faculdade Cesgranrio que será realizada no período de 5 a 9 de junho de 2017.

Local do Evento: Auditório da Faculdade Cesgranrio, rua Cosme Velho, 155 – Cosme Velho – RJ.

Horário: 19h às 21h

Programa completo:

Programa 2a Semana Acadêmica

Professor Serpa participa de seminário na ABL sobre nova base nacional curricular

O presidente da Fundação Cesgranrio, professor Carlos Alberto Serpa, ministrou, no dia 25 de maio, uma palestra sobre o novo currículo da educação brasileira, a qual integra o seminário “Brasil, brasis”, promovido pela Academia Brasileira de Letras. O professor Carlos Artexes, vice-diretor da Escola Sesc do Ensino Médio, debateu o assunto junto ao professor Serpa. A mesa de discussão foi composta ainda pelos acadêmicos Domício Proença Filho, presidente da ABL, e Arnaldo Niskier.

O primeiro a falar foi Carlos Artexes, que se encarregou de apresentar um panorama da atual situação da educação básica no Brasil, ressaltou que o acesso foi intensamente ampliado nos últimos 30 anos, embora a qualidade de ensino esteja longe do ideal:

– O Brasil, por alguma razão na sua história, excluiu uma parte significativa da sua população do direito à educação e tem feito um esforço extraordinário para pagar essa dívida com seu povo. O país, que já foi a sétima maior economia do mundo e hoje é a nona, tem um dos piores indicadores de escolarização, comparativamente aos países de mesmo avanço econômico. Então, a educação básica se configura hoje como uma perspectiva fundamental de recuperação do nosso direito de educar nossa população de mais de 200 milhões de habitantes. Nós enxergamos com clareza que é necessário discutir o currículo para alcançar o que pretendemos. Esse é um debate antigo, que enfoca a universalização da educação das pessoas, prevendo a formação humana ampliada e integrada em suas múltiplas dimensões, mantendo a fixa ideia de que nosso objetivo é educar todos, em todas as coisas, de uma forma total. Isso me parece uma “utopia” importante, nós precisamos insistir nessa busca por garantir a formação integral de todas as pessoas – declarou.

Em seguida, o professor Serpa também abordou o valor do novo currículo para a formação do estudante. Ele comentou sobre a importância de unir a cultura como instrumento para estimular o interesse e o aprendizado, além de destacar a importância de fomentar a consciência cidadã:

– Eu vou focar minha fala no Ensino Médio, porque não só é a área onde tenho mais experiências, mas também onde penso que a revolução no modelo ensino-aprendizagem será maior nos próximos anos. Nós estamos vivendo um momento na sociedade brasileira em que se percebe que a ética, os valores estão caindo por terra. Esse é o momento de fazer com que os nossos jovens possam valorizar esses comportamentos éticos tão fundamentais para a figura humana. E também nós temos que fazer o desenvolvimento cultural, intelectual e político desses jovens. Essa é a missão do Ensino Médio. Para tal, nós temos que formar, é claro, para a cidadania e fazer que o indivíduo possa começar a discernir, a pensar com mais liberdade sobre os temas que lhes são colocados e aprender a fazer escolhas. Nós temos que obter, desses jovens, competências cognitivas, mas também habilidades socioemocionais – afirmou.

A apresentação aconteceu no teatro da Academia, no Centro do Rio, e contou com a presença de docentes e estudantes de diferentes instituições. O evento também foi transmitido, ao vivo, pela Internet.

Press Release: O acesso às tecnologias digitais como estratégia para a redução das desigualdades sociais? O PROUCA

Adda Daniela Lima Figueiredo Echalar, docente PPGECM-UFG. Goiânia, Goiás, Brasil. docenciaonline2012@gmail.com

Joana Peixoto, docente PPGECM-IFG e PPGE-PUC Goiás. Goiânia, Goiás, Brasil. joanagynn@gmail.com

O Programa Um Computador por Aluno (Prouca) – política pública para a inclusão digital via ambiente escolar, renova a utopia técnica de que a sociedade evolui qualitativamente com a aquisição de TIC. Problemas e deficiências na infraestrutura para a sua implantação, na gestão de seus processos e na formação dos professores não se constituem aspectos pontuais, mas estruturantes deste Programa, que é alinhado as orientações internacionais de cunho neoliberal.

A pesquisa realizada para compreensão do processo lógico-histórico da implementação do PROUCA no Brasil foi realizada por meio de análise documental e entrevistas com 55 profissionais das nove escolas contempladas com o Programa em Goiás.

Foram identificados três elementos vitais a este percurso, que serão melhor apresentados nos parágrafos subsequentes: 1. Há uma debilidade inerente à conceituação de inclusão/exclusão digital. 2. A abordagem instrumental é alicerce do processo formativo docente. 3. É a lógica econômica que determina a concepção e a forma de implementação desse Programa.

O exame do processo de implantação do PROUCA em Goiás e no Brasil permitiu explorar a noção de inclusão digital compreendendo-a como uma inclusão excludente que resulta na apologia a utopia digital, logo que privilegia o acesso à informação em detrimento de uma política social. Esse processo é inerente ao capitalismo e à política neoliberal, pois trata-se de um projeto de remodelação social, que se apoia no ideal de um homem digital e autônomo, mas também flexível e reificado que atenderia ao mercado de trabalho.

No que tange a base instrumental no processo formativo docente, percebe-se que ele é fragmentado, hierárquico e imputa ao docente um modo de pensar e agir baseado nas leis do mercado e do capital, que se fundamenta muito mais na lógica do resultado e na reprodução de normas e leis do que no desenvolvimento intelectual autônomo.

Como base para o processo supracitado temos as diretrizes para inserção das tecnologias de informação e comunicação no ambiente escolar dos organizamos multilaterais, como o Banco Mundial, a Unesco e a OCDE que ratificam a aquisição de equipamentos tecnológicas para as escolas como fator importante na parceria Estado e organismo.

As pesquisadoras no bojo do contexto apresentado salientam que é por meio da resistência a essa forma precária de inclusão e de processo formativo que podemos buscar a superação de uma sociedade tão injusta e desigual para a emancipação dos sujeitos.

KADJÓT – Grupo Interinstitucional de estudos e investigações sobre as relações entre as tecnologias e a educação (https://sites.google.com/site/grupokadjotgoiania/)

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Confira a Ensaio n. 95!

capaensaio95· EDITORIAL
Gomes, Cândido Alberto da Costa

· A Universidade Aberta do Brasil e a democratização do Ensino Superior público
Hernandes, Paulo Romualdo

· Percurso na educação superior: o ProUni em foco
Felicetti, Vera Lucia; Cabrera, Alberto F.

· Programa educacional especializado para capacitação e inclusão no trabalho de pessoas com deficiência intelectual
Redig, Annie Gomes; Glat, Rosana

· Educação Profissional e evasão escolar em contexto: motivos e reflexões
Figueiredo, Natália Gomes da Silva; Salles, Denise Medeiros Ribeiro

· Programa Um Computador por Aluno: o acesso às tecnologias digitais como estratégia para a redução das desigualdades sociais
Echalar, Adda Daniela Lima Figueiredo; Peixoto, Joana

· Aprendizagens e tempo integral: entre a efetividade e o desejo
Souza, Maria Celeste Reis Fernandes

· A avaliação no Ensino de Ciências Naturais nos documentos oficiais e na literatura acadêmica: uma temática com muitas questões em aberto
Dantas, Claudio Rejane da Silva; Massoni, Neusa Teresinha; Santos, Flávia Maria Teixeira dos

· Avaliação multidimensional da liderança educacional: chaves para a melhoria da escola
Botía, Antonio Bolívar; Rodríguez, Katia Caballero; García-Garnica, Marina

· Análise dos determinantes de eficiência educacional do estado do Ceará
Gramani, Maria Cristina

· Avaliação das estratégias de educação sexual não formal para as meninas adolescentes: o caso da Tanzânia
Cardoso, João Casqueira; Mwolo, Martha Peter

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PRESS RELEASE: APRENDIZAGENS NA ESCOLA EM TEMPO INTEGRAL: O PESO DAS APRENDIZAGENS ESCOLARES

Maria Celeste Reis Fernandes de Souza

Docente do Programa Pós-Graduação Stricto Sensu em Gestão Integrada do Território – Universidade Vale do Rio Doce – UNIVALE

Governador Valadares, Minas Gerais, Brasil

celeste.br@gmail.com

O estudo realizado pela Prof.ª Dr.ª Maria Celeste Reis Fernandes de Souza, e concluído em 2015, tem como cenário a Escola em Tempo Integral (ETI), implantada em um município de médio porte para todas as crianças e todos os adolescentes matriculados em uma jornada diária de 8 horas de atividades escolares. Os resultados apresentam uma novidade no debate sobre a ampliação da jornada escolar no cenário brasileiro que é a valorização, por parte dos estudantes, na ETI, das aprendizagens decorrentes das disciplinas escolares, as quais esses sujeitos valoram e atribuem diferentes sentidos. Nos resultados, publicados pela revista Ensaio, pode se conferir o artigo na integra e os desejos expressos pelos (as) estudantes de poderem, no tempo integral, aprenderem mais sobre História, Geografia, Matemática, Língua Portuguesa…  Ao mesmo tempo, o peso conferido por eles e elas a essas aprendizagens expõe tensões no tempo integral entre a racionalidade de matriz cartesiana e a corporeidade.

O referencial teórico e metodológico que subsidiou o estudo são as contribuições de Bernard Charlot sobre a relação com o saber. O material empírico analisado foi produzido por meio do balanço de saber e consistiu na elaboração de um texto sobre a experiência de cada sujeito na ETI.  Os balanços de saber foram lidos como um texto único, e considerou-se que eles trazem um discurso do (a) estudante sobre suas experiências no tempo integral. A análise concentrou nas aprendizagens dos (das) estudantes na ETI, e o que gostariam de aprender no tempo a mais que permanecem na escola.

Os resultados do estudo provocam a reflexão sobre o que se deseja ensinar no tempo integral, “o que se espera que os (as) estudantes aprendam e o acesso ao conhecimento que nomeamos científico (conteúdos de saber, normas, habilidades, encadeamento de determinados conhecimentos, resoluções de problemas, modos de raciocínio, análises textuais, aplicações (ou não) no cotidiano…). O tempo integral é mais uma oportunidade de tratar da especificidade do conhecimento escolar para que ela não fique escamoteada pela discussão, importante, do acesso a outros saberes, espaços e tempos, presente na discussão sobre a ampliação da jornada escolar”.  A temática do tempo integral é o objeto de reflexão deste artigo que apresenta resultados de uma pesquisa, cujo objetivo foi compreender as relações que estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental estabelecem com saber e a Escola em Tempo Integral. A pesquisa contou com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq – e foi realizada durante estágio de pós-doutorado realizado pela autora sob a supervisão de Bernard Charlot.