Ensaio convida: VIIIª Edição – Série Colóquios em Ensaio

 

convite e-mail

Thereza Penna Firme

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Foto: Cláudio Pompeu – Fundação Cesgranrio

 

Professora Fátima Cunha

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Foto: Cláudio Pompeu – Fundação Cesgranrio

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PRESS RELEASE | Bases normativas e condições político-institucionais da gestão democrática em sistemas municipais de ensino do estado do Piauí

logomarca Ensaio

 

 

 

 

Raimunda Maria da Cunha Ribeiro
Doutora em Educação e professora da
Universidade Estadual do Piauí,
Corrente, PI, Brasil

Elton Luiz Nardi
Doutor em Educação e professor do
Programa de Pós-Graduação em Educação
da Universidade do Oeste de Santa Catarina,
Joaçaba, SC. Brasil

 

Pesquisadores da Rede Mapa, da Universidade Estadual do Piauí e Universidade do Oeste de Santa Catarina, evidenciam que a maior parte dos municípios piauienses não conta com sistema de ensino e que, entre os que o institucionalizaram, o quadro geral de princípios e espaços e mecanismos de participação é díspar. Segundo artigo “Bases normativas e condições político-institucionais da gestão democrática em sistemas municipais de ensino do estado do Piauí” publicado no periódico Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação (v. 26, n. 98), há diferenças acentuadas entre as mesorregiões geográficas do estado. Para os pesquisadores, o que está em causa é a disposição para fazer avançar as condições de reforço à participação direta e ativa do cidadão na política e gestão da educação pública (RIBEIRO; NARDI, 2018).

Pesquisadores
Reunião de trabalho de pesquisadores da Rede Mapa do Piauí e de Santa Catarina

Consoante o Parecer CEE/PI nº 54, de 03 de dezembro de 2004, o Conselho Estadual dá indicativos acerca do processo de implementação dos sistemas municipais e respectivos conselhos de educação. De acordo com o levantamento de elementos gerais que caracterizam a institucionalização dos sistemas municipais de ensino no Piauí, dos atuais 224 municípios, somente 38,84% contam com sistemas considerados autônomos pelo CEE/PI.

Os pesquisadores constataram que a presença dos temas da participação e da autonomia, no conjunto das bases normativas dos recentes sistemas municipais de ensino piauienses, indicia esforços por configurações convergentes com o princípio constitucional da gestão democrática do ensino público. Todavia, conforme evidenciam os dados, quando examinados os subconjuntos municipais representados por cada uma das quatro mesorregiões, esses mesmos temas são marcados por contrastes, seja em termos de fixação de princípios que os mobilizam e de garantia de espaços ou mecanismos institucionalizados para promovê-los, seja em termos de alinhamento entre princípios firmados e condições de materialização (ARROYO, 2008; GRACINDO, 2007).

De acordo com os pesquisadores, o cotidiano da prática educativa constitui forte aliado do aperfeiçoamento das diretrizes e das condições afeitas à perspectiva da gestão democrática no âmbito dos sistemas de ensino (RIBEIRO; NARDI, 2018; SOUZA; FARIA, 2004).

Referência

ARROYO, M. G. Gestão democrática: recuperar sua radicalidade política. In: CORREA, B. C.; GARCIA, T. O. (Org.). Políticas educacionais e organização do trabalho na escola. São Paulo: Xamã, 2008. p. 39-56.

GRACINDO, R. V. Gestão democrática nos sistemas e na escola. Brasília, DF: UnB, 2007.

Para ler os artigos, acesse

RIBEIRO, R. M. C. and NARDI, E. L. Bases normativas e condições político-institucionais da gestão democrática em sistemas municipais de ensino do estado do Piauí. Ensaio: aval.pol.públ.Educ. [online]. 2018, vol.26, n.98, pp.7-31. ISSN 0104-4036. [viewed 6 March 2018]. DOI: 10.1590/s0104-40362018002601149. Available from: http://ref.scielo.org/6fxx4w

SOUZA, D. B. and FARIA, L. C. M. Reforma do estado, descentralização e municipalização do ensino no Brasil: a gestão política dos sistemas públicos de ensino pós-LDB 9.394/96. Ensaio: aval.pol.públ.Educ. [online]. 2004, vol.12, n.45, pp.925-944. ISSN 0104-4036. [viewed 6 March 2018]. DOI: 10.1590/S0104-40362004000400002. Available from: http://ref.scielo.org/qzqk8h.

acesse a Ensaio no Scielo:

Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação – ENSAIO: www.scielo.br/ensaio

 

Fonte:

RIBEIRO, R. M .C. and NARDI, E. L. Quais as bases normativas e as condições político-institucionais da gestão democrática em sistemas municipais de ensino? [online]. SciELO em Perspectiva: Humanas, 2018 [viewed 15 March 2018]. Available from:
http://humanas.blog.scielo.org/blog/2018/03/14/quais-as-bases-normativas-e-as-condicoes-politico-institucionais-da-gestao-democratica-em-sistemas-municipais-de-ensino/

PRESS RELEASE | Contradições da valorização da “realidade” das escolas

logomarca Ensaio

 

 

 

Rodrigo Rosistolato
Professor da Faculdade de Educação da UFRJ
Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Ana Pires do Prado
Professora da Faculdade de Educação da UFRJ,
Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Leane Martins
Mestre em Educação e
Professora da Educação Básica,
Rio de Janeiro, RJ, Brasil

 

O periódico Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação, da Fundação Cesgranrio, publicou estudo sobre a recepção de políticas públicas nacionais em contextos locais, realizado por pesquisadores da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ROSISTOLATO; PRADO; MARTINS, 2018). O artigo dialoga diretamente com o debate contemporâneo sobre avaliações em larga escala (BAUER; ALAVARSE; OLIVEIRA, 2015; GRAMANI, 2017).

Rodrigo Rosistolato e Ana Pires do Prado são antropólogos e integram a equipe do LaPOpE – Laboratório de Pesquisa em Oportunidades Educacionais. Leane Martins escolheu o mesmo Laboratório para a realização de sua pesquisa de mestrado e foi orientada pelos dois antropólogos. A investigação foi financiada pela CAPES, pelo programa de pesquisa Observatório da Educação e tem relação com pesquisas anteriores realizadas pelos autores em parceria com Silvina Fernández (ROSISTOLATO; PRADO; FERNÁNDEZ, 2015).

O artigo “A “realidade” de cada escola e a recepção de políticas educacionais” analisa os processos de recepção da Prova Brasil e dos dados oriundos do Sistema de Avaliação da Educação Básica – SAEB em um município da região metropolitana do Rio de Janeiro. Os pesquisadores descobriram que as representações e as opiniões sobre as políticas públicas – apresentadas por gestores e sindicalistas – não são necessariamente sustentadas por conhecimento técnico com relação à própria política. Os entrevistados, no decorrer da investigação, apresentaram posicionamentos contrários às avaliações em larga escala – como a Prova Brasil – e defenderam seus argumentos afirmando que esse tipo de avaliação não considera a “realidade” de cada escola avaliada. A valorização da “realidade das escolas”, segundo os entrevistados, transformaria as avaliações externas, tornando-as menos injustas. Os autores do estudo, no entanto, argumentam que essa valorização, embora tenha uma conotação positiva relacionada ao reconhecimento das diferenças e da estratificação inerente aos sistemas educacionais, acaba por criar um cenário contraditório, em que parte dos estudantes matriculados em uma rede pública municipal de educação podem vir a ser sentenciados a uma educação reduzida porque seria mais “adequada” à sua “realidade”.

Os resultados apontam um conjunto de desafios para as políticas educacionais. O principal é a formação de gestores públicos para o entendimento e o uso efetivo dos dados produzidos por avaliações em larga escala. Considerando que as percepções e opiniões sobre qualquer política pública são independentes de conhecimento técnico relacionado à mesma, o primeiro passo desse processo de formação de gestores parece ser a relativização de visões e preconceitos sobre as ações do Estado para a organização dos sistemas educacionais brasileiros.

 

Referência

ROSISTOLATO, R.; PRADO, A. P. do and FERNÁNDEZ, S. J. Cobranças, estratégias e “jeitinhos”: avaliações em larga escala no Rio de Janeiro. Est. Aval. Educ., São Paulo, vol. 25, no. 59, p. 78-107, set./dez. 2014. ISSN: 0103-6831 [viewed 23 February 2018}. Available from: http://www.fcc.org.br/pesquisa/publicacoes/eae/arquivos/1940/1940.pdf

Para ler os artigos, acesse

BAUER, A.; ALAVARSE, O. M. and OLIVEIRA, R. P. de. Avaliações em larga escala: uma sistematização do debate. Educ. Pesqui. [online]. 2015, vol.41, no.spe, pp.1367-1384, ISSN 1517-9702 [viewed 26 February 2018]. DOI: 10.1590/S1517-9702201508144607. Available from: http://ref.scielo.org/pwbytx

GRAMANI, M. C. Análise dos determinantes de eficiência educacional do estado do Ceará. Ensaio: aval.pol.públ.Educ. [online]. 2017, vol.25, no.95, pp.507-526, ISSN 0104-4036 [viewed 26 February 2018]. DOI: 10.1590/s0104-40362017002500811. Available from: http://ref.scielo.org/wbvp89

ROSISTOLATO, R.; PRADO, A. P. do and MARTINS, L. R. A “realidade” de cada escola e a recepção de políticas educacionais. Ensaio: aval.pol.públ.Educ., vol. 26, no. 98, p. 112-132, 2018. ISSN: 0104-4036 [viewed 21 February 2018]. DOI: 10.1590/s0104-40362018002601074. Available from: http://ref.scielo.org/3dq7zz

Acesse a Ensaio no Scielo:

www.scielo.br/ensaio

 

FONTE: ROSISTOLATO, R., PRADO, A. P. and MARTINS, L. Contradições da valorização da “realidade” das escolas [online]. SciELO em Perspectiva: Humanas, 2018 [viewed 07 March 2018].
Available from:
http://humanas.blog.scielo.org/blog/2018/03/07/contradicoes-da-valorizacao-da-realidade-das-escolas/

Educação, formação e pesquisa

A revista Ensaio 98, A1 nas áreas da Educação e do Ensino, já está disponível no site do SciELO.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=0104-403620180001&lng=pt&nrm=iso

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Neste número publicamos 9 artigos – seis em português, um em espanhol e dois em inglês -, e uma página aberta em português. 
São contribuições de pesquisadores nacionais e internacionais que discutem questões de políticas públicas em educação no Brasil,  em Portugal e na América Latina.

Confira abaixo os títulos de cada artigo com seus respectivos autores. Não deixe de acessar o link do SciELO para ler os artigos na íntegra!

Editorial

• Formar e pesquisar para quê?
Érika Dias

Artigos

• Bases normativas e condições político-institucionais da gestão democrática em sistemas municipais de ensino do estado do Piauí
Raimunda Maria da Cunha Ribeiro e Elton Luiz Nardi

• Formação de professores qualificados: enxugando gelo?
Bruno Teles Nunes

• Formação docente no contexto brasileiro das Instituições Federais de Educação Superior
Ailton Paulo de Oliveira Jr., Martha Prata-Linhares e Acir Karwoski

• Percepções dos educadores sobre a inclusão na educação pré-escolar: o papel da experiência e das habilitações
Paulo César Azevedo Dias e Irene Maria Dias Cadime

• A “realidade” de cada escola e a recepção de políticas educacionais
Rodrigo Rosistolato, Ana Pires do Prado e Leane Martins

• Iniciação Científica Júnior: desafios à materialização de um círculo virtuoso
Adriano de Oliveira e Lucídio Bianchetti

• Percepção dos professores sobre a integração das TIC nas práticas de ensino sobre marcos regulatórios para a profissão docente no Chile
Marcelo Herrera, Daniela Fernández e Roberto Seguel

• Educação do Campo no Plano Nacional de Educação: tensões entre a garantia e a negação do direito à educação
Marilene Santos

• Práticas Educacionais Abertas: uma maneira de aprender além do conhecimento de acesso livre
Andrés Chiappe e Silvia Irene Adame

Página Aberta

• Neurociências e formação de professores: reflexos na educação e economia
Diego de Carvalho e Cyrus Antônio Villas Boas

 

acesse a página da ensaio no scielo
e leia os artigos na íntegra:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=0104-403620180001&lng=pt&nrm=iso

Ensaio 98 no Scielo!

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=0104-403620180001&lng=pt&nrm=iso

Formar e pesquisar para quê?

Neste primeiro número de 2018, a revista Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação apresenta aos seus leitores uma gama de artigos que discutem temas e objetos do campo educacional que são de grande importância para a nossa e para outras realidades.

As pesquisas aqui publicadas buscam expor um conjunto de saberes que visam à disseminação de conhecimentos variados – como formação de professores, gestão democrática do ensino público, educação especial, Prova Brasil, formação de pesquisadores, Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs), educação do campo, práticas educacionais abertas e neurociências –, temas cada vez mais complexos e mais pesquisados. Essa multiplicidade de abordagens reforça a pluralidade da Ensaio, linha pela qual a revista tem se pautado e se destacado na área da Educação. Esse destaque foi confirmado com a atribuição de conceito A1 da Capes no último quadriênio (2013–2016), reconhecendo o esforço da equipe editorial e a qualidade dos artigos que publicamos, que visam, sobretudo, colaborar com o debate na área da Educação.

Contudo, vale frisar que este número acabou por convergir com um tópico recorrente nos periódicos da área: a formação. Trata-se de tema transversal nos campos de investigação que tem contribuído para o amadurecimento de pesquisadores iniciantes e também para aqueles já consagrados por seus trabalhos e legados. E uma das maiores questões sobre esse assunto é: em tempos de crise, formar para quê?

Para oferecer respostas e caminhos a esta indagação, a Ensaio apresenta neste número artigos que tratam de diversos tipos de formação, como de professores e de pesquisadores, além da ampliação do currículo para melhorar o trabalho docente. Também são abordadas as formações específicas para os professores que vão ensinar no campo ou que precisam aprender práticas inclusivas para trabalhar com crianças com necessidades educativas especiais. Sendo assim, o assunto tornou-se o fio condutor que une o conjunto de artigos que constituem este número.

E esta não foi uma escolha aleatória. Os textos se alinham à nossa missão de divulgar pesquisas científicas que visem ampliar o debate e a disseminação de ideias na área educacional, assim como “espelham angústias da nossa época e do nosso espaço” (GOMES, 2017, p. 282).

O conjunto de artigos aqui apresentados está em sintonia com a busca de uma melhor formação acadêmica que permita ao professor melhorar em sala de aula, seja no âmbito da Educação Básica seja no âmbito da Educação Superior, ou mesmo em subáreas tão distintas quanto a da Tecnologia da Informação e da Comunicação e a da Educação Especial. Afinal, conforme Paulo Freire (2002), formação, educação e ensino sempre estiveram lado a lado com a pesquisa:

Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses fazeres se encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho, intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade (p. 14).

Para ler o texto inteiro confira a Ensaio 98 no Scielo:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=0104-403620180001&lng=pt&nrm=iso

Érika Dias
Editora Adjunta da revista Ensaio: avaliação e políticas públicas em Educação. Doutora pela Universidade Nova de Lisboa (UNL), Lisboa, Portugal; investigadora correspondente do Centro de História de Humanidades da UNL. Contato: erikadias@cesgranrio.org.br

 

PRESS RELEASE – Pesquisadores refletem sobre heranças e limitações do Conselho Estadual de Educação do Rio de Janeiro

“Conselho Estadual de Educação do Rio de Janeiro: heranças, marcos legais e limites políticos de um órgão do Estado”

Maria Celi Chaves Vasconcelos
Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ,
Programa de Pós-graduação em Educação.
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil.

Nival Nunes Almeida
Escola de Guerra Naval da Marinha do Brasil – EGN/MB,
Programa de Pós-graduação em Estudos Marítimos – PPGEM/EGN.
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil.
 

Leonardo Ferreira Peixoto
Universidade do Estado do Amazonas – UEA.
Manaus, Amazonas, Brasil.

Em 28 de abril de 1975 começava a trajetória do Conselho Estadual de Educação do Rio de Janeiro, órgão normativo e recursal do Sistema Estadual de Educação. Diante dos mais de 40 anos de existência da entidade e sua importância dentro do contexto histórico na construção de políticas públicas voltadas ao aperfeiçoamento do ensino fluminense, Maria Celi Chaves Vasconcelos, professora do programa de Pós-graduação em Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, ao lado dos também professores Nival Nunes Almeida, da Escola de Guerra Naval da Marinha do Brasil, e Leonardo Ferreira Peixoto, da Universidade do Estado do Amazonas, produziu um artigo que trata sobre as heranças, marcos legais e limites políticos do CEE/RJ, criado logo após a fusão dos governos do estado da Guanabara e do Rio de Janeiro.

O artigo destaca a constante interferência política sofrida pelo Conselho, especialmente após os anos 2000, quando a instituição sofreu importantes perdas. Tanto de espaço físico quanto de material humano. Apesar de ter sido elevado a órgão oficial do Estado, a legislação ainda não oferece garantias aos membros do conselho. Muito menos autonomia completa, tanto na composição do colegiado, como em qualquer assunto que diga respeito ao órgão normativo da educação fluminense. Os pesquisadores concluem que a trajetória do colegiado é profundamente marcada pela descontinuidade de políticas específicas para este setor normativo, fazendo com que a condição de órgão de estado seja imperceptível no cotidiano e nas proposições que, hoje, regem a educação fluminense.

O trabalho, na íntegra, foi publicado na mais recente edição da Revista Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação [v. 25, n. 96 (2017)], da Fundação Cesgranrio, do Rio de Janeiro, e na plataforma eletrônica da Scielo (Scientific Electronic Library Online).

O artigo, na íntegra, está acessível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0104-40362017000300701&lng=en&nrm=iso

 

FONTE: ABEC

https://www.abecbrasil.org.br/novo/2017/09/pesquisadores-refletem-sobre-herancas-e-limitacoes-do-conselho-estadual-do-rio-de-janeiro/

Igor Medeiros (4toques comunicação)
comunicacao@abecbrasil.org.br

Press Release – Aprendizagens na escola em tempo integral: o peso das aprendizagens escolares

Maria Celeste Reis Fernandes de Souza
Docente do Programa Pós-Graduação
Stricto Sensu em Gestão Integrada do Território
Universidade Vale do Rio Doce – UNIVALE,
Governador Valadares, MG, Brasil

 

O estudo realizado pela profa. Dra. Maria Celeste Reis Fernandes de Souza, e concluído em 2015, tem como cenário a Escola em Tempo Integral (ETI), implantada em um município de médio porte para todas as crianças e todos os adolescentes matriculados em uma jornada diária de 8 horas de atividades escolares. Os resultados apresentam uma novidade no debate sobre a ampliação da jornada escolar no cenário brasileiro que é a valorização, por parte dos estudantes, na ETI, das aprendizagens decorrentes das disciplinas escolares, as quais esses sujeitos valoram e atribuem diferentes sentidos. Nos resultados, publicados pelo periódico Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação, volume 25, número 95 de 2017, a pesquisa “Aprendizagens e tempo integral: entre a efetividade e o desejo”, aborda os desejos expressos pelos (as) estudantes de poderem, no tempo integral, aprenderem mais sobre História, Geografia, Matemática, Língua Portuguesa…  Ao mesmo tempo, o peso conferido por eles e elas a essas aprendizagens expõe tensões no tempo integral entre a racionalidade de matriz cartesiana e a corporeidade.

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FOTO: Arquivo Google

O referencial teórico e metodológico que subsidiou o estudo são as contribuições de Bernard Charlot (2009) sobre a relação com o saber. O material empírico analisado foi produzido por meio do balanço de saber e consistiu na elaboração de um texto sobre a experiência de cada sujeito na ETI.  Os balanços de saber foram lidos como um texto único, e considerou-se que eles trazem um discurso do (a) estudante sobre suas experiências no tempo integral. A análise concentrou nas aprendizagens dos (das) estudantes na ETI, e o que gostariam de aprender no tempo a mais que permanecem na escola.

Os resultados do estudo provocam a reflexão sobre o que se deseja ensinar no tempo integral, “o que se espera que os (as) estudantes aprendam e o acesso ao conhecimento que nomeamos científico (conteúdos de saber, normas, habilidades, encadeamento de determinados conhecimentos, resoluções de problemas, modos de raciocínio, análises textuais, aplicações (ou não) no cotidiano…). O tempo integral é mais uma oportunidade de tratar da especificidade do conhecimento escolar para que ela não fique escamoteada pela discussão, importante, do acesso a outros saberes, espaços e tempos, presente na discussão sobre a ampliação da jornada escolar”.  A temática do tempo integral é o objeto de reflexão deste artigo que apresenta resultados de uma pesquisa, cujo objetivo foi compreender as relações que estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental estabelecem com saber e a Escola em Tempo Integral. A pesquisa contou com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq – e foi realizada durante estágio de pós-doutorado realizado pela autora sob a supervisão de Bernard Charlot.

 

Referência

CHARLOT, B. A Relação com o saber nos meios populares. Uma investigação nos liceus profissionais de subúrbio. Porto: Livpsic, 2009.

Para ler o artigo, acesse

SOUZA, M. C. R. F. Aprendizagens e tempo integral: entre a efetividade e o desejo. Ensaio: aval.pol.públ.Educ. [online]. 2017, vol.25, n.95, pp.414-439. [viewed 2 August 2017]. ISSN 0104-4036. DOI: 10.1590/s0104-40362017002500483. Available from: http://ref.scielo.org/sq74kw

Link externo

Ensaio – Avaliação e Políticas Públicas em Educação – ENSAIO: www.scielobr/ensaio

FONTE

SOUZA, M. C. R. F. de Aprendizagens na escola em tempo integral: o peso das aprendizagens escolares [online]. SciELO em Perspectiva: Humanas, 2017 [viewed 11 August 2017]. Available from: http://humanas.blog.scielo.org/blog/2017/08/11/aprendizagens-na-escola-em-tempo-integral-o-peso-das-aprendizagens-escolares/