COLÓQUIOS EM ENSAIO

A revista Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação tem o prazer de convidar para a 8ª edição da série “Colóquios em Ensaio”, que acontecerá no dia 17 de abril, terça-feira, das 14h às 16h, no TEATRO BETH SERPA, da Fundação Cesgranrio, campus Rio Comprido.
Na ocasião a Professora Thereza Penna Firme, mediada pela Professora Fátima Cunha, conversará com o público sobre avaliação.
Pedimos que a sua presença seja confirmada até o dia 13/04/18 através do e-mail ensaioeventos@cesgranrio.org.br, contendo nome, instituição, e-mail.
Fotos: Cláudio Pompeu
Fundação Cesgranrio

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Ensaio convida: VIIIª Edição – Série Colóquios em Ensaio

 

convite e-mail

Thereza Penna Firme

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Foto: Cláudio Pompeu – Fundação Cesgranrio

 

Professora Fátima Cunha

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Foto: Cláudio Pompeu – Fundação Cesgranrio

Educação, formação e pesquisa

A revista Ensaio 98, A1 nas áreas da Educação e do Ensino, já está disponível no site do SciELO.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=0104-403620180001&lng=pt&nrm=iso

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Neste número publicamos 9 artigos – seis em português, um em espanhol e dois em inglês -, e uma página aberta em português. 
São contribuições de pesquisadores nacionais e internacionais que discutem questões de políticas públicas em educação no Brasil,  em Portugal e na América Latina.

Confira abaixo os títulos de cada artigo com seus respectivos autores. Não deixe de acessar o link do SciELO para ler os artigos na íntegra!

Editorial

• Formar e pesquisar para quê?
Érika Dias

Artigos

• Bases normativas e condições político-institucionais da gestão democrática em sistemas municipais de ensino do estado do Piauí
Raimunda Maria da Cunha Ribeiro e Elton Luiz Nardi

• Formação de professores qualificados: enxugando gelo?
Bruno Teles Nunes

• Formação docente no contexto brasileiro das Instituições Federais de Educação Superior
Ailton Paulo de Oliveira Jr., Martha Prata-Linhares e Acir Karwoski

• Percepções dos educadores sobre a inclusão na educação pré-escolar: o papel da experiência e das habilitações
Paulo César Azevedo Dias e Irene Maria Dias Cadime

• A “realidade” de cada escola e a recepção de políticas educacionais
Rodrigo Rosistolato, Ana Pires do Prado e Leane Martins

• Iniciação Científica Júnior: desafios à materialização de um círculo virtuoso
Adriano de Oliveira e Lucídio Bianchetti

• Percepção dos professores sobre a integração das TIC nas práticas de ensino sobre marcos regulatórios para a profissão docente no Chile
Marcelo Herrera, Daniela Fernández e Roberto Seguel

• Educação do Campo no Plano Nacional de Educação: tensões entre a garantia e a negação do direito à educação
Marilene Santos

• Práticas Educacionais Abertas: uma maneira de aprender além do conhecimento de acesso livre
Andrés Chiappe e Silvia Irene Adame

Página Aberta

• Neurociências e formação de professores: reflexos na educação e economia
Diego de Carvalho e Cyrus Antônio Villas Boas

 

acesse a página da ensaio no scielo
e leia os artigos na íntegra:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=0104-403620180001&lng=pt&nrm=iso

Ensaio 98 no Scielo!

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=0104-403620180001&lng=pt&nrm=iso

Formar e pesquisar para quê?

Neste primeiro número de 2018, a revista Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação apresenta aos seus leitores uma gama de artigos que discutem temas e objetos do campo educacional que são de grande importância para a nossa e para outras realidades.

As pesquisas aqui publicadas buscam expor um conjunto de saberes que visam à disseminação de conhecimentos variados – como formação de professores, gestão democrática do ensino público, educação especial, Prova Brasil, formação de pesquisadores, Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs), educação do campo, práticas educacionais abertas e neurociências –, temas cada vez mais complexos e mais pesquisados. Essa multiplicidade de abordagens reforça a pluralidade da Ensaio, linha pela qual a revista tem se pautado e se destacado na área da Educação. Esse destaque foi confirmado com a atribuição de conceito A1 da Capes no último quadriênio (2013–2016), reconhecendo o esforço da equipe editorial e a qualidade dos artigos que publicamos, que visam, sobretudo, colaborar com o debate na área da Educação.

Contudo, vale frisar que este número acabou por convergir com um tópico recorrente nos periódicos da área: a formação. Trata-se de tema transversal nos campos de investigação que tem contribuído para o amadurecimento de pesquisadores iniciantes e também para aqueles já consagrados por seus trabalhos e legados. E uma das maiores questões sobre esse assunto é: em tempos de crise, formar para quê?

Para oferecer respostas e caminhos a esta indagação, a Ensaio apresenta neste número artigos que tratam de diversos tipos de formação, como de professores e de pesquisadores, além da ampliação do currículo para melhorar o trabalho docente. Também são abordadas as formações específicas para os professores que vão ensinar no campo ou que precisam aprender práticas inclusivas para trabalhar com crianças com necessidades educativas especiais. Sendo assim, o assunto tornou-se o fio condutor que une o conjunto de artigos que constituem este número.

E esta não foi uma escolha aleatória. Os textos se alinham à nossa missão de divulgar pesquisas científicas que visem ampliar o debate e a disseminação de ideias na área educacional, assim como “espelham angústias da nossa época e do nosso espaço” (GOMES, 2017, p. 282).

O conjunto de artigos aqui apresentados está em sintonia com a busca de uma melhor formação acadêmica que permita ao professor melhorar em sala de aula, seja no âmbito da Educação Básica seja no âmbito da Educação Superior, ou mesmo em subáreas tão distintas quanto a da Tecnologia da Informação e da Comunicação e a da Educação Especial. Afinal, conforme Paulo Freire (2002), formação, educação e ensino sempre estiveram lado a lado com a pesquisa:

Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses fazeres se encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho, intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade (p. 14).

Para ler o texto inteiro confira a Ensaio 98 no Scielo:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=0104-403620180001&lng=pt&nrm=iso

Érika Dias
Editora Adjunta da revista Ensaio: avaliação e políticas públicas em Educação. Doutora pela Universidade Nova de Lisboa (UNL), Lisboa, Portugal; investigadora correspondente do Centro de História de Humanidades da UNL. Contato: erikadias@cesgranrio.org.br

 

Aluna de 19 anos passa em 1º lugar em medicina na USP entre cotistas de escola pública

Aos 19 anos e recém-formada no ensino médio, Clara Menegucci Lougon foi aprovada em 1º lugar em medicina na Universidade de São Paulo (USP), entre os cotistas de escola pública. Eram 25 vagas reservadas para essa ação afirmativa, mas somente oito inscritos tinham as notas mínimas exigidas no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para entrar no processo seletivo.

Só poderia concorrer às vagas quem tivesse tirado, no mínimo, 700 pontos em cada uma das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017. Clara conseguiu cumprir o requisito – suas notas foram 920 na redação, 890 em matemática, 740 em linguagens, 720 em ciências da natureza e 715 em ciências humanas.

Na sexta-feira (26), quando foram divulgadas as últimas notas de corte parciais no site do Sisu, a jovem viu que estava em 1º lugar das 25 vagas reservadas a pessoas que tenham feito o ensino médio inteiro em escola pública.

“Não tinha nota de corte, então fiquei com medo de ter acontecido algum erro. Como não teria gente interessada em fazer medicina na USP?” – Clara Menegucci

“Mas depois descobri que é porque não houve número suficiente de candidatos com a nota mínima exigida. Aí fiquei mais tranquila e tentei segurar a ansiedade até a divulgação das listas”, completa.

Ainda durante o período do Sisu, levantamento do G1 mostrava que, em outros cursos, a exigência de até 800 pontos de nota mínima deixava cotistas de fora da USP.

‘Cotas são mais do que justas’

O clima na casa de Clara é de comemoração e de uma pontinha de ansiedade: ela ainda aguarda o resultado do vestibular da Unicamp para decidir se estudará na capital paulista ou em Campinas, no interior. De qualquer forma, vai precisar sair de Vitória, onde mora, e se mudar para o estado de São Paulo.

“Vou tentar ficar em alguma república ou dividir apartamento com uma amiga. Várias meninas que estudavam comigo passaram na USP, só que em outros cursos. Isso já ajuda bastante”, conta Clara.

A jovem estudou em escola privada durante o ensino fundamental e fez o ensino médio no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes). Nesta etapa conciliou o instituto federal com as aulas de um cursinho privado, onde conseguiu uma bolsa de estudos integral por seu desempenho.

“O Ifes é uma das melhores escolas públicas do país e eu sempre tive ótimas notas. Mesmo assim, minha nota final na USP ficou uns 20 pontos abaixo da nota de corte da ampla concorrência. Ou seja: a cota é necessária e mais do que justa.”

O sucesso nos estudos também é atribuído ao apoio que Clara recebeu da família. Durante sua vida escolar, a menina se viu dividida entre engenharia (profissão da mãe) e medicina (carreira do pai).

“Sempre fui muito incentivada a desenvolver o raciocínio matemático e isso me ajudou muito. Fiz o curso de edificações e não gostei, então escolhi a medicina no último ano”, afirma. “Acho que passei na USP logo após terminar a escola porque meu conhecimento foi construído aos poucos, não foi nada de última hora”, diz.

As expectativas de Clara começaram a aumentar quando sua avó espalhou para os amigos que a neta estava em primeiro lugar na classificação parcial. Agora, com a confirmação, ela já começou a receber mensagens de veteranos de medicina da USP.

“Sempre estudei tranquila, então agora tento controlar a ansiedade. É tentar esquecer e aproveitar o restinho das férias”, brinca.

https://g1.globo.com/educacao/noticia/aluna-de-19-anos-passa-em-1-lugar-em-medicina-na-usp-entre-cotistas-de-escola-publica.ghtml

Por Luiza Tenente, G1

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Sisu 2018: resultado é divulgado

O resultado do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) foi divulgado nesta segunda-feira (29), no site http://sisu.mec.gov.br/. Estão disponíveis as listas de aprovados de cada curso das 130 instituições participantes.

Em minutos, o sistema já apresentava instabilidade, como é possível ver no aviso abaixo, que apareceu às 9h07. O MEC afirmou que a equipe de manutenção está resolvendo o problema e que é possível acessar os resultados pelo link http://sisualuno.mec.gov.br. Basta preencher com o número de inscrição e a senha de acesso.

A primeira chamada também pode ser consultada nas páginas das universidades que integram o programa e na central de atendimento do Ministério da Educação (MEC), pelo número 0800-616161.

Aqueles que forem selecionados devem verificar, junto à instituição em que foram aprovados, qual o local, o horário e os documentos necessários para a matrícula. O prazo para efetivá-la vai do dia 30 de janeiro ao 7 de fevereiro.

Listas de espera

Podem tentar participar da lista de espera aqueles que:

  • não forem selecionados em nenhuma das duas opções de curso na chamada regular;
  • ou os que tenham sido convocados para a segunda opção.

Caso o candidato queira tentar, deve entrar em seu boletim de notas entre os dias 29 de janeiro e 7 de fevereiro e clicar no botão correspondente à “confirmação de interesse em participar da lista de espera”. O sistema irá emitir uma notificação avisando que a solicitação deu certo.

Os resultados serão publicados pelas próprias instituições de ensino a partir do dia 9 de fevereiro – e não pelo site do Sisu. É importante, portanto, que cada candidato acompanhe as convocações feitas pela universidade em que busca estudar.

Calendário do Sisu 2018

  • Inscrições: de 23 de janeiro até as 23h59 de 26 de janeiro
  • 1ª chamada: 29 de janeiro
  • Matrículas dos aprovados na 1ª chamada: de 30 de janeiro a 7 de fevereiro
  • Manifestação de interesse na lista de espera: de 2 de fevereiro até as 23h59 de 7 de fevereiro
  • Resultados das listas de espera: a partir de 9 de fevereirosisu

https://g1.globo.com/educacao/noticia/sisu-2018-resultado-e-divulgado-listas-de-aprovados-podem-ser-consultadas.ghtml

Desafios à atratividade, formação, retenção e avaliação de professores no Brasil

scielo

 

Pesquisadores da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo revisitam publicações nacionais e internacionais que discutem a qualidade dos docentes como cerne da qualidade de ensino e, consequentemente, propõem ações para a melhoria dessa qualidade em três dimensões: atratividade da carreira, formação e retenção de professores. A essas dimensões, os autores somam uma quarta: a avaliação dos docentes, e passam a sintetizar as principais ações que deveriam ser realizadas em cada um desses aspectos no Brasil.

Os autores partem do reconhecimento de que a profissão docente tem atraído uma camada da população com o menor background cultural e econômico e da constatação de que esse é um aspecto a ser equalizado a partir dos cursos de formação. Bauer, Cassettari e Oliveira afirmam que o aumento da atratividade da profissão docente está atrelado “ao aumento dos recursos financeiros alocados no magistério, ou seja, depende de uma consistente decisão de política pública” (p. 948) que busque a melhoria do salário, das condições de trabalho e da aposentadoria.

Em relação às políticas de formação, o estudo aponta que, apesar dos inegáveis avanços em termos de investimento financeiro, pelo governo federal e pelos estados subnacionais, na formação de docentes, a expansão dos cursos ainda é muito desigual no Brasil. Regiões como Norte e a Nordeste ainda enfrentam dificuldades em atender os requisitos mínimos de formação exigidos pela legislação vigente. Nas demais regiões, a expansão dos cursos de formação inicial se dá pelo setor privado, sendo necessário produzir estudos que permitam aquilatar a qualidade de tal formação.

Reter professores, segundo os autores, permanece um desafio. A abertura a formas de contratação precária e temporária de docentes, aliada a pouca atratividade da carreira nas redes públicas de ensino, são fatores apontados como dificultadores da retenção dos formados no magistério. Tais dados são reforçados por pesquisa de José Marcelino Pinto de Resende (2014), que aponta que o foco da política deve ser fazer com que os licenciandos que se formam permaneçam no magistério, já que a quantidade de egressos dos cursos de formação relacionados ao magistério tem sido suficiente. A retenção dos profissionais na carreira do magistério relaciona-se a fatores como o salário, mas também, e fortemente, às condições de trabalho dos professores. Uma das medidas apontadas no texto seria propor ações que permitissem os professores preencherem sua jornada de trabalho em apenas uma escola.

Sobre a dimensão da avaliação, os autores apontam que as iniciativas em voga no território nacional, ainda esparsas, pouco dialogam com as especificidades do trabalho docente, sendo pautadas por critérios presentes em avaliação de funcionários públicos de qualquer setor, tais como assiduidade, pontualidade, etc. Observam que práticas em voga no território nacional não constituem realmente estratégias de avaliação de docentes, mas sim políticas de bonificação, que pouco informam sobre a qualidade dos docentes.

Os dados analisados são provenientes de análise bibliográfica de estudos produzidos no Brasil e no exterior, cujos principais achados foram sistematizados pelos autores e organizados em subitens relativos a cada uma das dimensões analisadas.

Essa organização e mapeamento das principais tendências da literatura especializada permite propor uma agenda de pesquisas futuras para os interessados nas temáticas da atratividade, formação, retenção e avaliação de docentes.

Ver mais em:

 

http://humanas.blog.scielo.org/blog/2018/01/17/desafios-a-atratividade-formacao-retencao-e-avaliacao-de-professores-no-brasil/

 

Artigo de :

Adriana Bauera 

Nathalia Cassettarib 

Romualdo Portela de Oliveiraa 

aUniversidade de São Paulo. São Paulo, São Paulo, Brasil.

bUniversidade de Brasília. Brasília, Distrito Federal, Brasil.

Políticas docentes e qualidade da educação: uma revisão da literatura e indicações de política

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-40362017000400943&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt