Vestibular da Faculdade Cesgranrio

 

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Vestibular da Faculdade Cesgranrio em 28 de janeiro de 2018

*Gestão da Avaliação

*Gestão de RH

Cursos de 2 anos.

Inscrições pelo site:

http://www.facesg.edu.br/

 

 

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Histórias escritas por crianças refugiadas viram coleção de livros infantis

O primeiro livro escrito por Valentina Streeter Botero tem apenas 130 palavras e conta a história de uma princesa chamada Valentina. Ilustrado com sete desenhos feitos pela própria autora mirim, prestes a completar seis anos de idade, o livro “A princesa Valentina” é uma de 22 obras de uma coleção de livros infantis criados por crianças refugiadas vivendo na cidade de São Paulo. Eles foram publicados como parte de um projeto desenvolvido pelo Instituto Adus, em parceria com as empresas Estante Mágica e Alphagraphics.

Em novembro, as crianças participaram de dois dias de oficinas com facilitadores e psicólogos, onde foram incentivadas a falar sobre seus sonhos. Além de escreverem as histórias, elas mesmas ilustraram a obra que, depois, foi transformada em livros de capa dura e entregues de presente aos pequenos escritores e escritoras. A ideia para 2018 é coordenar a produção de exemplares da coleção para a venda ao público em geral, como formar de gerar renda às famílias das crianças.

https://g1.globo.com/educacao/noticia/historias-escritas-por-criancas-refugiadas-em-sao-paulo-viram-colecao-de-livros-infantis.ghtml

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Escolas do Rio recebem recurso extra para enfrentar evasão de alunos

 

A verba, que será liberada na segunda quinzena de janeiro, varia de acordo com a quantidade de alunos da escola, e vai de R$ 16 mil a R$ 91 mil, somando R$ 27,6 milhões. Serão beneficiadas 445 escolas estaduais, de 28 municípios, além de 340 da rede municipal da capital. De acordo com o ministro da Educação, Mendonça Filho, os recursos serão administrados pelos diretores das unidades, escolhidas segundo critérios técnicos como número de alunos e necessidades da escola.

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Para o ministro Mendonça Filho, escolas bem conservadas e com atividades em turno complementar evitam a evasão.

“São necessidades em termos de pequenos investimentos, tipo uma pintura, muro, parte elétrica danificada. E outra parte é para custear atividades que estendem a carga horária da escola. Dessa forma, a gente combate a evasão escolar, até porque ataca duas causas da evasão: se a gente tem uma escola mais agradável, que acolha melhor os alunos, evidentemente será um ambiente mais atrativo como um todo. De outro modo, atividades que se estendem além das atividades regulares de uma escola são muito importantes para que a gente possa reter o aluno dentro da sala de aula e da escola”, disse o ministro.

De acordo com o secretário de estado de Educação, Wagner Victer, o objetivo é oferecer melhorias nas escolas e atividades extras para que os alunos não abandonem os estudos. “Foram seis meses para escolher as escolas, em função da necessidade de reduzir o processo de evasão. A rede tem 1.249 [unidades], então essas 445 contempladas é um número elevado”.

Artes e esportes

Segundo Victer, além de matemática e português, serão contratados monitores para atividades artísticas e esportivas, como taekwondo, judô, dança, teatro, “quem sabe até uma dança do passinho”. De acordo com ele, os monitores de matemática serão escolhidos prioritariamente entre alunos da rede que foram premiados na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas [Obmep]. “Foram 600 garotos premiados com medalha de ouro, prata, bronze ou menção honrosa. É uma forma de aproximar um aluno de outro aluno que é referência na matéria”.

As atividades lúdicas para cada escola estão em fase de planejamento e os monitores contratados receberão uma bolsa. “Tem o valor estabelecido, normalmente paga ao monitor R$ 130 mais os gastos de transporte e alimentação, mas ainda vai ser definido pelo MEC. Mas é uma oportunidade de um estudante, por exemplo, que esteja fazendo licenciatura em português, estar exercendo como treinamento a sua disciplina, um aluno trabalhando como monitor”, explica o secretário.

Também participou da cerimônia de assinatura da liberação dos recursos, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

 

FONTE: Agência Brasil / Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil
http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2017-12/escolas-do-rio-recebem-recurso-extra-para-enfrentar-evasao-de-alunos

Escola municipal mais procurada da cidade tem 42 inscritos para cada vaga

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Crianças fazem fila na entrada da aula da Escola municipal Roberto Burle Marx Foto: Divulgação

Mário Mamed, de 44 anos, quer botar o filho, de 4 anos, na Escola Municipal Roberto Burle Marx, em Curicica, Zona Oeste do Rio. Mas ele não é o único. São 1.270 crianças tentando entrar na unidade, a quarta melhor da rede, segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) no 5º (nota 7.8) e no 9º ano (6.5), e a que mais teve pedido de matrículas para o ano letivo de 2018.

— Todo mundo fala bem dessa escola. Entra prefeito e sai prefeito e é a mesma diretora que continua. Além disso, quando eu visitei o colégio, ela chamava cada aluno pelo nome. Isso mostra comprometimento. Além disso, a estrutura física é muito boa — diz Mário, que aguarda o resultado da segunda chamada: — Se não conseguir vaga para o Arthur lá, vou botar numa particular.

O problema é que a unidade só tem cerca de 30 vagas disponíveis. A escola começa a receber estudantes no 1º ano do ensino fundamental. São 60 alunos que entram no começo do ano, mas todas essas crianças vêm da creche que fica ao lado, a Maria da Conceição Silveira. As vagas disponíveis, portanto, são de crianças que saíram da escola entre o 2º e o 8º ano por diferentes motivos. A proporção é de que, para cada vaga, há 42 crianças interessadas, em média.

— O Ideb é um indicador público. E graças a Deus os pais têm acessos a esses números, que demonstram a qualidade da Burle Marx. Eu brinco com os pais que eu tinha que construir três andares nessa escola e não conseguiria atender todo mundo. Essa escola vem construindo uma imagem muito boa, o que outras unidades estão fazendo também – diz Mariana Grola, responsável pela 7ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), que administra a área onde fica a unidade: — Todas as crianças que nos procuram conseguem vaga, não necessariamente na escola que escolheu. Mas temos outras escolas boas como a Burle Marx. Eles visitam as unidades e ficam satisfeitos.

Todas as cinco escolas com mais pedidos de matrícula estão na região da 7ª CRE. O Ciep Governador Roberto da Silveira, a Creche municipal Otávio Henrique de Oliveira e o Ciep Professor Lauro de Oliveira Lima, todos em Rio das Pedras, tiveram 1.158, 924 e 793 pedidos, respectivamente. O EDI Medalhista Paralímpico Felipe de Souza Gomes, na Taquara, completa a lista com 779 requisições.

— A região tem muita criança. Rio das Pedras, por exemplo, é um local onde chega muita gente, especialmente do Nordeste. E é uma comunidade que vem ampliando. Essa demanda sempre é muito grande, sempre foi. E as escolas também são muito boas. A população matricula por esses dois motivos: está aumentando o número de pessoas na região e são escolas muito boas — afirmou Mariana.

Os alunos são escolhidos, segundo a Secretaria municipal de Educação, através de um sorteio aleatório.

Qualidade à moda antiga

A diretora Sara de Carvalho Castro, de 68 anos, comanda a Escola municipal Roberto Burle Marx desde a criação, em 2004. Ela se define de modo claro: “ri-go-ro-sa”, soletrando as sílabas. Para ela, o sucesso da unidade de cerca de 600 estudantes vem da educação à moda antiga.

— Sou uma gestora do tempo antigo. Eu mantenho disciplina, um padrão de ensino, do prédio escolar, de limpeza e do sabor da merenda. Eles chegam com 4 aninhos e só saem aos 14. Então, a gente conhece cada família, cada problema de cada aluno. Conhece quem come, se não come porque não está comendo… A gente chama as crianças pelo nome. E eles se sentem acolhidos, o que faz eles estudarem — conta a diretora.

Quase a metade dos estudantes da unidade vem da comunidade Asa Branca, em Curicica. Cerca de 15% moram nos condomínios ao redor, como o Rio II e o Cidade Jardim. O restante vem de diferentes bairros do entorno. A diretora afirma que 85% dos 60 estudantes do 9º ano que se formaram em 2017 conseguiram bolsa em colégios particulares para o ensino médio.

— O nosso foco é prepará-los para o ensino médio. E eu sou conteudista mesmo. Não tem outra coisa: é conteúdo, sim; é matéria, sim. A gente não fica floreando muito porque se colocar muita coisa o aluno se perde. São alunos que me orgulham. Porque o que eu escuto é que eles não são só bons no conteúdo, são educados, sabem falar, e o colégio particular meio que estranha isso da conduta irrepreensível deles. Isso me traz um orgulho enorme porque os colégios chegam a brigar por eles.

Disciplina é fundamental na unidade. No começo do dia, todas as crianças ficam em fila para entrar, em silêncio, nas salas de aula. A professora Sara exige que, neste momento, os professores já estejam em sala para começar a aula. Ela conta que é tão rigorosa com os alunos, quanto com os docentes.

— Eu costumo dizer que eu brigo muito com eles porque eu também brigo muito por eles — diz.

 

FONTE: O Extra / Bruno Alfano
https://extra.globo.com/noticias/educacao/escola-municipal-mais-procurada-da-cidade-tem-42-inscritos-para-cada-vaga-22260689.html

Palestra ABEC: A Construção de Periódicos Autossuficientes

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Essa semana (6 a 9 de novembro de 2017),  aconteceu, no Paraná, a reunião da Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC). Assista abaixo a palestra, que foi transmitida ao vivo, do professor  Charles Pessanha sobre a construção de periódicos autossuficientes:

PELO FUTURO DAS NOSSAS CRIANÇAS

Folha de S. Paulo – Artigo de Yusiff Ali Mere Jr

 

A crise que o país atravessa exige uma nova postura da sociedade. Para colocar o Brasil nos trilhos do desenvolvimento e garantir um futuro mais digno às próximas gerações, precisamos de boas políticas públicas, principalmente nas áreas de educação e saúde.

 

O Brasil possui cerca de 190 mil escolas de ensino básico. Desse total, mais de 150 mil são públicas.

 

A maioria com infraestrutura precária, o que impacta no desempenho escolar e na saúde dos estudantes. Segundo dados do Instituto Anísio Teixeira, tabulados pela Fundação Lemann e pela Meritt, mais da metade das escolas não tem esgoto; um terço não possui rede de água, e um quarto não conta com coleta de lixo.

 

Sem planejamento e gestão eficientes, continuaremos a ver muitos jovens abandonando a educação em prol do sempre perigoso atalho do dinheiro fácil.

 

Paralelamente, outros indicadores de saúde, ligados ao desempenho escolar, preocupam. Dados do IBGE mostram que cinco milhões de crianças brasileiras abaixo dos cinco anos de idade ainda apresentam algum grau de desnutrição, na proporção de uma em cada três.

 

Mesmo com todos os esforços dos últimos anos, de cada quatro lares um sofre com a insegurança alimentar -ou seja, falta, restrição ou preocupação com a quantidade de alimentos. Isso atinge mais de sete milhões de brasileiros.

 

Do lado oposto, a obesidade infantil avança a passos largos e será um dos problemas mais graves de saúde pública deste século, segundo a Organização Mundial da Saúde.

 

Estudo recente publicado pelo “New England Journal of Medicine” mostra que já há no mundo 107,7 milhões de crianças e 603,7 milhões de adultos obesos; o problema respondeu por 7% do total de mortes em 2015, superando as causadas por acidentes de carro e Alzheimer.

 

Há relação direta entre alimentação saudável e o desenvolvimento da criança e o rendimento na escola.

A desnutrição dificulta o aprendizado e a concentração, e a obesidade traz barreiras comportamentais, ansiedade e também baixo desempenho escolar.

 

Por ser o local onde crianças e adolescentes passam grande parte do tempo, as escolas precisam oferecer merendas que promovam a saúde, introduzindo hábitos de vida e alimentares saudáveis para formar adultos conscientes e preocupados com o seu bem-estar.

 

Para milhares de crianças da rede pública, a refeição feita na escola é a principal, senão a única. Exatamente por isso, dias sem aula preocupam as famílias de baixa renda, que precisam garantir a alimentação dos filhos.

 

Uma boa alternativa seria estender a merenda nos dias de folga, fazendo com que as comunidades fossem responsáveis pela sua preparação.

 

Caberia ao Estado oferecer os ingredientes. Além de combater a desnutrição e a obesidade, aproximaria as famílias das escolas, contribuindo, inclusive, para evitar a depredação dos prédios e para tentar frear o assédio do tráfico.

 

Apesar da deficitária infraestrutura das escolas, mais de 60% delas já têm acesso à internet.

Em contrapartida, só 32% possuem quadra esportiva. É com esse paradoxo que convivemos. Precisamos direcionar mais recursos financeiros e humanos aos ensinos fundamental e médio. É na infância que conseguiremos formar cidadãos saudáveis e preparados para os desafios.

 

YUSSIF ALI MERE JR. é presidente do Sindicato e da Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (Sindhosp e Fehoesp)

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Retratos da Escola

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Retratos da Escola comemora em 2017 o seu décimo ano como veículo de diálogo permanente entre os profissionais da educação, estudantes, pais, mães, entidades acadêmicas e sindicais, poderes públicos e demais interessados na temática educacional. O periódico tem sido amplamente disseminado entre esses diferentes atores. Desde o início a revista dedicou-se à publicação de dossiês temáticos com a intenção de aprofundar os temas relevantes e emergentes para a educação escolar no País, particularmente aqueles que dizem respeito às políticas públicas vinculadas à educação básica e aos profissionais da educação. Professores, gestores educacionais, pesquisadores, sindicalistas e autoridades convidados a manifestar análise sobre as temáticas apresentadas na Revista prestaram e prestam sua colaboração de forma prestimosa, gratuita e compromissada com o trabalho que desenvolvemos na iniciativa da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), responsável pela publicação deste periódico. Hoje, permanece a intenção de continuar a publicar dossiês, análises críticas, no sentido da construção de uma sociedade democrática, republicana, mais justa e menos desigual. Temos certeza que a revista tem servido para clarear o cenário educacional em toda sua complexidade, propiciando aos leitores uma visão cada vez mais engajada com as lutas dos movimentos da sociedade civil em prol da melhoria educacional. O Dossiê A Reforma do Ensino Médio em Questão é mais um tema que não poderíamos deixar de aprofundar.

Aos interessados, boa leitura!

Leda Scheibe EDITORA

http://retratosdaescola.emnuvens.com.br/rde