Resultado do Enade é antecipado e revela que instituições federais superaram as particulares

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, nesta sexta-feira, 1º de setembro, em coletiva de imprensa, os resultados do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) 2016. O exame é realizado para aferir o desempenho dos estudantes em relação a conhecimentos, competências e habilidades desenvolvidas ao longo do curso de graduação. No total, 195.757 inscritos fizeram a prova e 4,3 mil cursos foram avaliados.

Segundo a presidente do Inep, Maria Inês Fini, a instituição fez melhorias na forma de divulgação dos dados referentes a 2016 e, pela primeira vez, antecipou o resultado – que anteriormente só era tornado público após a realização do exame. “Mesmo sendo o maior Enade já realizado, tanto em número de cursos quanto de participantes, estamos divulgando os resultados antes do prazo previsto, o que demonstra a responsabilidade e o profissionalismo das equipes de logística e pedagogia do nosso órgão”, afirmou Maria Inês Fini.

Para Maria Inês, o desempenho dos estudantes precisa melhorar. A maior parte dos inscritos alcançou resultado mediano nos conceitos avaliados no exame. “Em relação ao conceito do exame, a maioria está em torno do conceito médio, regular. Isso é um indicador de que precisamos de um empenho e de um esforço muito maior para prover educação de qualidade”, finalizou.

c_interna1

Ainda sobre os dados revelados, os indicadores de qualidade da educação superior demonstraram que o desempenho das universidades federais foi melhor que o da rede privada, numa escala crescente de 1 a 5. As federais tiveram 43% das instituições com conceito 4 e 16% com o conceito 5. Enquanto isso, nas particulares, os percentuais foram, respectivamente de 19% e 3%.

Na ocasião, também foram anunciados outros dois indicadores: o conceito Enade e o indicador de diferença entre os desempenhos observado e esperado (IDD). São informações detalhadas a respeito da composição das provas, do desempenho e do perfil dos estudantes, da distribuição dos cursos no país, além de uma visão sobre o desempenho das instituições brasileiras no Enade.

Para o secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação, Henrique Sartori, os indicadores possibilitam que o MEC aplique as questões regulatórias, de acompanhamento e avaliação dos cursos e instituições que devem prezar por uma educação de qualidade em todo o país. “Se a nota é alta, consequentemente, o conceito vai crescer. Se a nota é baixa, ou há uma queda nesse desempenho, possivelmente você poderá ser atingido. E ao passo que isso ocorra, a Seres toma cuidado, chama a instituição para um ajuste e começa a aplicar medidas de supervisão, de for o caso”, explicou Sartori.

A partir de novembro, o Governo Federal deve divulgar outros dois índices que tomam a prova do Enade como base, que são o conceito preliminar do curso (CPC) e índice geral de cursos (IGC). Eles ainda estão em processamento e vão incluir, além do desempenho dos alunos, questões como corpo docente, infraestrutura, recursos didático-pedagógicos e ainda a avaliação dos cursos de pós-graduação de cada instituição junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

c_interna2

Foram avaliados os concluintes de cursos das áreas de agronomia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social e zootecnia. No grau de tecnólogo, o exame foi destinado a concluintes de agronegócio, estética e cosmética, gestão ambiental, gestão hospitalar e radiologia.

A prova é composta por 40 questões, divididas em duas partes: formação geral (FG) e componente específico (CE). A primeira tem 10 questões, sendo oito de múltipla escolha e duas discursivas, que contempla temas como sociodiversidade, biodiversidade, globalização, cidadania e problemas contemporâneos. Essas perguntas equivalem a 25% da nota do exame. A segunda visa aferir as competências, habilidades e o domínio de conhecimentos necessários para o exercício da profissão e é composta por 30 questões, sendo 27 de múltipla escolha e três discursivas, o que equivale a 75% da nota.

Exame – O Enade, realizado pelo Inep, é um dos componentes curriculares obrigatórios dos cursos de graduação. Fazem parte do Enade a prova para avaliação individual de desempenho e o questionário do estudante. Devem ser inscritos os estudantes de graduação ingressantes e concluintes dos cursos avaliados na edição, bem como estudantes irregulares. No histórico escolar, ficará registrada a situação de regularidade em relação à obrigação de participação do Enade.

Números – Nessa edição, o total de estudantes concluintes regulares e que foram inscritos totalizou 216.064, sendo que 195.757 realizaram a prova. O Enade foi aplicado em todas as unidades da Federação, distribuído em 942 municípios, com 1.009 locais de prova e 7.388 de salas. No total, foram avaliados 4.300 cursos, com 997 instituições de ensino superior e as áreas de avaliação somaram 18.

Perfil – O questionário do estudante é um dos instrumentos de coleta de informações do Enade, de caráter obrigatório, que tem por objetivo subsidiar a construção do perfil socioeconômico do estudante e obter a percepção quanto ao seu processo formativo. Com base no exame realizado no ano passado, entre os estudantes concluintes regulares 46,9% são jovens de até 25 anos e 54,6% vivem com os pais.

Em relação às características predominantes: 51,7% são da cor branca e 36,1% são pardos; 74,4% são solteiros; 47,6% têm renda familiar mensal de 1,5 a 4,5 salários mínimos. Em relação ao mercado de trabalho: 54,4% não estão trabalhando e 42,8% dedicam de uma a três horas de estudos por semana. Em relação à bolsa de estudos e financiamentos, 36,5% do total receberam financiamento do Programa Universidade para Todos (ProUni) ou Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Dos estudantes que receberam financiamento do ProUni ou Fies: 62,6% têm renda familiar de até três salários mínimos; 61,5% são os primeiros da família com acesso à educação superior e 29,6% ingressaram por meio de políticas afirmativas.

O resultado completo do Enade 2016 está disponível na página eletrônica do Inep.

FONTE: Ministério da Educação
http://portal.mec.gov.br/component/content/index.php?option=com_content&view=article&id=54031:inep-antecipa-resultado-do-enade-e-desempenho-das-instituicoes-federais-supera-o-das-particulares&catid=212&Itemid=86

Anúncios

Prêmio Professores do Brasil tem inscrições até esta segunda

As inscrições para o Prêmio Professores do Brasil 2017 terminam nesta segunda-feira, 4 de setembro. Esta é a 10ª edição do prêmio, que tem como proposta reconhecer e divulgar práticas que contribuam com a melhoria do ensino público, valorizando o papel do professor enquanto sujeito ativo na formação de crianças e jovens de todo o país. Serão distribuídos R$ 255 mil em premiações em dinheiro, além de viagens educativas e equipamentos de informática e atletismo a professores do ensino fundamental e médio de escolas públicas que tenham desenvolvido experiências pedagógicas criativas e inovadoras.

Podem participar professores de escolas públicas de todo o país. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, na página do prêmio.

A premiação se divide em seis categorias: educação infantil – creche, educação infantil; pré-escola; ensino fundamental – primeiro ao terceiro ano (ciclo de alfabetização); ensino fundamental – quarto ao quinto ano; ensino fundamental – sexto ao nono ano, e ensino médio. A premiação é feita em quatro etapas: estadual (162 vencedores), regional (30 vencedores), nacional (6 vencedores) e temática especial (até 14 vencedores).

A cerimônia de premiação será no dia 6 de dezembro, na Praça das Artes, na cidade de São Paulo. Na mesma data serão conhecidos os vencedores nacionais desta edição.

FONTE: Portal Mec
http://premioprofessoresdobrasil.mec.gov.br/ 

 

Aumenta número de brasileiros das classes C e D concluintes de curso superior

O Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp) lançou hoje (28), em São Paulo, estudo que mostra um quadro detalhado da educação superior no país. Segundo o Mapa do Ensino Superior no Brasil 2017, aumentou a proporção de alunos concluintes no ensino superior privado nas faixas de renda inferiores a três salários mínimos e de jovens pertencentes as classes C e D na comparação com o estudo anterior.

O aumento do número de formandos chegou a 4,7 pontos percentuais na faixa com renda familiar de até 1,5 salário mínimo, ou seja, 13,5% dos formados, e de 3,4 pontos percentuais na faixa entre 1,5 e 3 salários mínimos, o que representa 26,8%, a maior parcela dos concluintes do ensino superior.

“A ampliação da oferta pela rede privada e os programas sociais, principalmente o Fies [Fundo de Financiamento Estudantil], trouxe realmente uma classe nova, que é a classe C, para dentro do ensino superior, e você já tem os primeiros reflexos, quando os dados de 2013, 2014 e 2015”, destaca o diretor executivo do Semesp, Rodrigo Capelato. Para ele, o crescimento econômico do início da década também foi um fator determinante. “Junto a isso, a economia vinha num crescente, e a classe C, em ascendência, de forma que essas pessoas começaram a ingressar no ensino superior”.

O mapa também mostra que o número total de concluintes de cursos presenciais no Brasil aumentou de 9,3% de 2014 a 2015 (eram 841 mil e passaram a 919 mil em 2015), e o número total de concluintes nos cursos a distância cresceu 23% de 2014 a 2015 (eram 190 mil e passaram a 234 mil).

Desenvolvido desde 2011, o Mapa do Ensino Superior no Brasil 2017 retrata fielmente o panorama do ensino superior brasileiro em 2015 (período mais recente disponível), comparando os dados estatísticos com os da edição anterior.

O estudo revela ainda que os cursos mais procurados pelos estudantes, por faixa etária, nas instituições de ensino superior privado no Brasil em 2015 foram os presenciais de direito (765 mil matrículas), administração (506 mil) e engenharia civil (300 mil). No mesmo período, se for considerada a faixa etária até 24 anos, os mais procurados foram direito, administração e engenharia civil. Já na faixa etária de 25 a 44 anos, os cursos presenciais mais buscados foram direito, administração e enfermagem e, na faixa etária acima de 45 anos, os preferidos foram direito, pedagogia e psicologia.

Nos cursos presenciais, a maioria dos alunos matriculados (52,3%) está na faixa etária de 19 a 24 anos – na rede pública, o percentual é de 57,8% e, na rede privada, de 50,1%. A faixa de 25 a 29 anos também contempla um número considerável de alunos, chegando a 20%.

A evolução das matrículas nos cursos de nível superior a distância registrou, de 2009 a 2015, crescimento de 66%, com aumento de 90% na rede privada e uma queda de 26% na rede pública. No período de 2014 a 2015, o crescimento na rede privada chegou a 5,2% (1,20 milhão de matrículas para 1,26 milhão). Já na rede pública ocorreu uma queda de 7,9% nas matrículas (eram 139 mil em 2014 e reduziram para 128 mil em 2015).

O diretor executivo do Semesp considera restritivo o acesso o acesso à universidade pública gratuita. “Além das pouquíssimas vagas, só conseguem concorrer aqueles que estudaram nas melhores escolas no ensino básico, ou seja, no ensino particular. Isso é contraditório, quer dizer que aqueles que estudaram em escola particular no ensino básico conseguem acessar a universidade pública gratuita e aqueles que estudaram no ensino público acabam tendo que frequentar a faculdade paga”, lamenta Capelato.

Empregabilidade

Segundo o estudo, a empregabilidade está aumentando entre os que têm ensino superior completo. De 2014 a 2015, os postos de trabalho para quem tem curso superior cresceram 1,5%, chegando a 9,7 milhões de empregos em 2015. No ensino médio, o crescimento chegou a apenas 1% e, no ensino fundamental, houve uma queda de 3% na empregabilidade.

Para Capelato, quem tem um diploma de ensino superior nas mãos tem mais chances no mercado de trabalho. “No momento de boom econômico, quem tem escolaridade superior é o que mais consegue emprego e aumento no salário. E, em momento de crise, é o que menos sofre com desemprego.”

De acordo com dados da Associação Brasileira de Estágios (Abres), em 2015, o número de estagiários no Brasil chegou a 1 milhão, sendo 260 mil com ensino médio completo ou ensino técnico completo e 740 mil, do nível superior. Segundo a associação, esse dado mostra que apenas 2,7% dos alunos matriculados no ensino médio e técnico fazem estágio. No ensino superior, o percentual chega a 9,2%. Conforme o levantamento, o maior número de vagas oferecidas é para estudantes de administração (16,8%), direito (7,3%), comunicação social (6,2%), informática (5,2%), engenharias (5,1%) e pedagogia (4,2%).

Em 2016, a média geral da remuneração paga a um estagiário brasileiro ficou em R$ 965. Para quem está no ensino médio, R$ 606; no médio técnico, R$ 762; no superior, R$ 1,1 mil; e no superior tecnológico, R$ 998. Já a remuneração média total do trabalhador brasileiro em 2015 ficou em R$ 2,6 mil. A média de remuneração de quem tem ensino superior completo foi R$ 5,7 mil. Para quem tem ensino médio completo, a renda média chegou a R$ 1,9 mil e, para os que têm ensino fundamental completo, a R$ 1,6 mil.

Custo do diploma

Um dado mais recente do estudo mostrou que, no primeiro semestre deste ano, a média geral do valor das mensalidades ficou em R$ 898. No curso de medicina, a mensalidade média foi R$ 6,2 mil; no de odontologia, R$2,1; no de arquitetura e urbanismo, R$ 1,2 mil; e no de engenharia, R$ 1,1 mil. Entre os cursos mais procurados, o que teve a menor média de mensalidade foi pedagogia: R$ 621.
O Mapa do Ensino Superior, elaborado anualmente pela assessoria econômica do Semesp, apresenta um panorama da educação superior no país ao longo dos últimos 15 anos. O estudo abrange todos os estados brasileiros e é detalhado por mesorregião.

FONTE: Agência Brasil
http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2017-08/aumenta-numero-de-brasileiros-das-classes-c-e-d-concluintes-de-curso

Em que idade as crianças devem ser alfabetizadas?

Há pelo menos duas maneiras de responder a essa pergunta: observando as melhores práticas em outros países e ouvindo os cientistas que estudam o assunto.

A maioria dos leitores certamente espera que seus filhos sejam alfabetizados logo que entrarem para a escola, ou seja, no primeiro ano do Ensino Fundamental. Crianças que vivem em ambientes que estimulam a leitura e curtem uma boa conversa frequentemente se alfabetizam com pouca ajuda externa – muitas vezes antes de entrar para a escola. Mas a maioria das crianças precisa ser alfabetizada, isto é, aprender a ler e escrever. E, se fizer isso no momento certo, terá melhores condições de aproveitar o que os professores ensinam na escola.

alx_imagens-do-dia-20150119-20_original
Ex-presidente Obama participa de um projeto de alfabetização – idade de alfabetizar muda de país para país, mas deve começar no primeiro ano escolar. (Saul Loeb/AFP)

Há pelo menos duas maneiras de responder a essa pergunta. Uma delas é observar as melhores práticas. Em todos os países desenvolvidos, a alfabetização começa no primeiro ano escolar – mas a idade das crianças entrarem na escola varia dos 5 anos, em países como a Inglaterra e os EUA, a 7 anos, em países como a Finlândia. A duração do processo de alfabetização depende de características da língua e das dificuldades que isso cria para o processo de alfabetizar, e varia de alguns meses, como na Itália e Finlândia, a dois ou mais anos, como na França ou países de língua inglesa. O que é comum entre eles? Alfabetizar é a missão mais importante do início da escolarização.

Outra maneira de responder a essa pergunta é perguntando aos cientistas – psicólogos, linguistas, psicolinguistas e, mais recentemente, os neurocientistas que estudam esses processos. Sabemos hoje que diferentes áreas do cérebro se desenvolvem em diferentes etapas da vida, e que há momentos mais favoráveis para aprender e desenvolver determinadas habilidades. A área do cérebro responsável pela linguagem e pelo processamento da forma visual das palavras se desenvolve de maneira especialmente acentuada entre os 3 e 6 anos de idade. Depois dessa idade, a aprendizagem é sempre possível, mas há um preço a pagar. Esse preço é especialmente alto para as crianças que apresentam dificuldades para aprender a ler – e, de modo muito especial, para as crianças portadoras de dislexia.

As autoridades responsáveis pela elaboração dos currículos no Brasil não levam em conta nem as evidências científicas nem as melhores práticas. Os maiores perdedores são as crianças que frequentam as escolas públicas – quem matricula os filhos na escola particular espera que isso ocorra na idade certa. Esta é uma das receitas mais eficazes para aumentar ainda mais as desigualdades sociais no País.

FONTE: Veja
Em que idade as crianças devem ser alfabetizadas?

Representação social da Educação a Distância é tema da VIII Conversa com autor

IMG_1117

Os professores Gustavo Guimarães Marchisotti (Universidade Federal Fluminense – UFF) e Fátima Bayma de Oliveira (Fundação Getulio Vargas – FGV), autores do artigo “A representação social da Educação a Distância sob o olhar dos brasileiros”, publicado na Ensaio 96, foram os convidados para a VIII Conversa com o autor, realizada em 15 de agosto na sede da Fundação Cesgranrio. O debate foi mediado por Ana Ivenicki, docente titular da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

IMG_8526
À esquerda Profª Drª Fátima Bayma, ao centro Profª Drª Fátima Cunha e Prof. Gustavo Marchisotti

Os articulistas explicaram que seu texto tem o objetivo de apresentar os resultados obtidos por meio de uma pesquisa aplicada a 100 respondentes sobre sua percepção acerca da Educação a Distância no Brasil. Segundo eles, a intenção é compreender como esse modelo de ensino é compreendido pela população e se a EaD pode ser considerada um instrumento a favor da ampliação do acesso ao ensino superior no país.

Fátima Bayma foi a primeira a falar, ressaltando que os preconceitos em relação à EaD vêm sendo superados entre os especialistas em educação. Entretanto, ela assinalou que esse formato demanda constante debate para aprimoramento:

– Há uma série de controvérsias e divergências quanto ao uso da EaD. Uma delas eu comento aqui, para nós pensarmos juntos. Fala-se muito sobre a formação do cidadão, o currículo, a aprendizagem e os valores do ser humano. Eu vejo que, nesse mundo da virtualidade, é preciso reforçar a discussão e a exigência de qualidade desses cursos. Hoje, está se permitindo, no Brasil, a flexibilização da Educação a Distância e esse é um mundo que, de fato, está se descortinando para a nova geração. Nesse sentido, eu proponho irmos além do que está no artigo e considerarmos o futuro desse modelo de ensino – declarou.

Gustavo Marchisotti, por sua vez, detalhou os dados obtidos em sua pesquisa:

– Há uma percepção muito positiva sobre a EaD no Brasil, mas há ressalvas nesse pensamento. Para os respondentes, há pontos que não podem ser ignorados, entre os quais destaco: necessidade de mesclar EaD com encontros presenciais (e por isso vemos como o modelo híbrido está bem em voga aqui no país, pois aponta-se a importância de troca, de interação direta); necessidade de professores capacitados para oferecer cursos a distância, ou seja, que tenham feito corretamente a “transição” do modelo presencial ao online; e material adequado para essa modalidade, pois a dinâmica em relação ao modelo presencial é radicalmente diferente e isso interfere diretamente no envolvimento do aluno com a disciplina e o curso – falou.

IMG_1053 - Copia
Profª Drª Fátima Bayma, ao centro Profª Drª Ana Ivenicki e Prof. Gustavo Marchisotti

Fátima possui doutorado em Educação pela UFRJ, mestrado em Administração Pública pela University of Connecticut (EUA) e graduação em Administração Pública pela Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape), da FGV. É professora titular dos cursos de mestrado e doutorado em Administração da Ebape. Desenvolveu diversos cursos de pós-graduação na FGV, bem como o Programa de MBA de Gestão de Negócios e Tecnologia da Informação da instituição. Foi Secretária-Executiva do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) e Diretora de Emprego e Salário do Ministério do Trabalho e Emprego. É também autora de livros e artigos nas áreas de Educação e Gestão de Saúde.

Graduado em Engenharia Industrial Elétrica pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG), Gustavo é especializado em Redes de Computadores pelo Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (DCC-UFMG) e mestre em Administração de Empresas pela Ebape/FGV. Atualmente, cursa doutorado em Sistemas de Gestão Sustentável na UFF. É pesquisador do Laboratório de Governo e Negócios Eletrônicos da Ebape (e:lab), além de atuar como Gestor na Dataprev e como professor  de cursos de graduação e pós-graduação, tutor de cursos online e orientador nas áreas da TI, Gerência de Projetos e Administração.

IMG_1116

Clarissa Macedo
Gabinete de Imprensa Fundação Cesgranrio

Somos todos índios

Orquestra Sinfônica Cesgranrio faz concerto em homenagem ao Dia Internacional dos Povos Indígenas

CESGRANRIO

A Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, invoca as bênçãos dos pajés para o concerto que apresenta no domingo, dia 20 de agosto, às 11 horas, dentro da série Sala Orquestras Jovens. No palco, a Orquestra Sinfônica Cesgranrio, com regência de Eder Paolozzi e participação de Sofia Ceccato (flauta) e do índio Anuiá Amaru(flauta indígena), interpreta um repertório especial com obras de caráter indígena de Villa-Lobos e Beatriz Lockhart, além de Pássaro de Fogo, de Stravinsky.

Orquestra e maestro tocam, pela primeira vez no Brasil, a obra Masiá Mujú, da compositora uruguaia Beatriz Lockhart (1944-2015). Trata-se de um concerto para flauta e orquestra inspirado nas melodias da cultura indígena venezuelana estreado em 1987. A solista é a flautista Sofia Ceccato. O repertório também inclui a obra Uirapuru(1917), de Heitor Villa-Lobos, que retrata o ambiente da floresta e os seus habitantes: os índios. A terceira obra selecionada pelo maestro Paolozzi é a suíte Pássaro de Fogo, de Igor Stravinsky, em sua versão de 1919.

O concerto conta ainda com a participação do índio Anuiá Amaru, que executa obras de sua autoria em uma flauta construída por ele mesmo e conversa com o público acerca da música indígena.

O objetivo da apresentação é homenagear o Dia Internacional dos Povos Indígenas, comemorado em 9 de agosto.

Orquestra Sinfônica Cesgranrio

Sofia Ceccato, flauta
Anuiá Amaru, flauta indígena
Eder Paolozzi, regência

20 de agosto, domingo, às 11h

Sala Cecília Meireles (Largo da Lapa, 47, Centro – Rio de Janeiro. Tels.: 21 2332-9223 e 2332-9224)

Ingressos: R$ 20, com meia-entrada para estudantes e pessoas com mais de 60 anos, e R$ 2 para estudantes de música mediante apresentação da carteirinha

FONTE: Movimento.com
http://www.movimento.com/2017/08/somos-todos-indios/

Confira os espetáculos em cartaz no Teatro Cesgranrio em agosto

A programação do Teatro Cesgranrio em agosto está incrível. Ingressos a partir de R$ 15,00. Confira abaixo as peças em cartaz e divirta-se

1

Dias de Chuva

2

No monólogo Dias de chuva, livremente inspirado na obra do jornalista, dramaturgo e escritor brasileiro Caio Fernando de Abreu, o ator Rafael Canedo interpreta um homem isolado do mundo, enclausurado dentro de um quarto com quatro muros brancos, uma única janela e uma máquina de escrever a espera de alguém que nunca mais veio. A direção é assinada por Luis Felipe Perinei. As apresentações acontecem às quintas e sextas, às 20h30, até o dia 25 de agosto.

A Vida Passou por Aqui

3

A vida passou por aqui aborda a longeva amizade entre uma mulher e um homem de mundos sociais diferentes – Silvia, professora e artista plástica, que viveu grande parte da vida às voltas com as crises em seu casamento e um enorme sentimento de solidão, e Floriano, boy e faxineiro, de hábitos simples e inteligente por natureza, que sempre levou sua vida com leveza e bom humor. O elenco é formado por Cláudia Mauro e Édio Nunes, com direção de Alice Borges. Está em cartaz aos sábados, às 20h30, e domingos, às 19h, até 27 de agosto.

Orquestra Sinfônica Cesgranrio apresenta concerto em homenagem à cultura indígena

4

Orquestra Sinfônica Cesgranrio e o maestro Eder Paolozzi apresentam na Sala Cecília Meireles – pela primeira vez no Brasil – a obra Masiá Mujú, da compositora uruguaia Beatriz Lockhart. Trata-se de um concerto para flauta e orquestra inspirado nas melodias da cultura indígena venezuelana. A solista será a flautista Sofia Ceccato, que recentemente estreou a obra em Montevidéu. O repertório também inclui a obra “Uirapuru” (1917) de Heitor Villa-Lobos, que retrata o ambiente da floresta e os seus habitantes: os índios. A terceira obra selecionada pelo maestro Eder Paolozzi para este programa é a suíte do “Pássaro de Fogo”, de Igor Stravinsky, em sua versão de 1919.

O concerto contará ainda com a participação do índio Anuiá Amaru, que executará obras de sua autoria em uma flauta construída por ele mesmo e trará algumas explicações ao público acerca da música indígena.

Cesgranrio apresenta Mostras Competitivas em comemoração aos 100 anos do CEFET/RJ

5

A Fundação Cesgranrio, através de seu Centro Cultural, tem o prazer de tomar parte nas comemorações do centenário do CEFET/RJ e apresenta para os alunos e ex-alunos da instituição dois editais de intervenções artísticas.

As inscrições estão abertas de 26 de julho a 15 de setembro de 2017.

Feira literária da Serra Imperial – FLISI 2017

6

De 30 de agosto a 02 de setembro, o Museu Imperial recebe a 2° Edição da Festa Literária da Serra Imperial, a FLISI, idealizada pelo Instituto Oldemburg de Desenvolvimento, em parceria com a Fundação Cesgranrio.

Este ano a Festa percorrerá diversos espaços culturais da cidade como o Centro Cultural Raul de Leone, a Casa da Educação Visconde de Mauá e a Casa Stefan Zweig.

ESTES SÃO APENAS ALGUNS DOS PROJETOS DESENVOLVIDOS PELO CENTRO CULTURAL CESGRANRIO. CONHEÇA TODOS ELES CLICANDO ABAIXO:

http://cultural.cesgranrio.org.br/