XII Conversa com o autor

Ontem, dia 13 de setembro, a revista Ensaio, depois de três anos de pandemia, realizou mais um evento: a Conversa com o Autor. Desta feita, contamos com as professoras Menga Lüdke da PUC-RJ e Ana Ivenicki da UFRJ para dialogar com o público sobre o artigo publicado na Ensaio 116, Teoria e prática na formação de professores: Brasil, Escócia e Inglaterra, disponível no Scielo:

https://www.scielo.br/j/ensaio/a/kzRxZ6gdTBGSbrxJbZn8vrs/?lang=pt

O diálogo da professoras eméritas com o público foi muito proveitoso, temas como currículo de pedagogia, formação de professores no Brasil, Escócia, Inglaterra, pesquisa e formação profissional foram discutidos com professores, alunos e pesquisadores da área da Educação na sala anexa ao Teatro Cesgranrio no campus da Fundação no Rio Comprido.

O evento foi realizado pela revista Ensaio, com o patrocínio da Fundação Cesgranrio e com o apoio da FAPERJ.

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Ensaio cumpre metas

A equipe da revista Ensaio agradece a todos os leitores, autores, avaliadores, pesquisadores e alunos que leem suas revistas impressas e/ou acedem ao seu conteúdo online. Nosso sentimento é o de dever cumprido. Mais um ano e a Ensaio continua contribuindo para o avanço da área da Educação, publicando pesquisas inéditas e ensaios no âmbito da avaliação e das políticas públicas em Educação. Tê-los como colaboradoes, leitores e autores é muito importante para nós. Continuemos juntos em 2022! www.scielo.br/ensaiohttps://revistas.cesgranrio.org.br/index.php/index/user

Ensaio 111

Ensaio 111 no Scielo

Ainda tempos estranhos

Sonia Nogueira

Na esquina do tempo que dobramos em janeiro, não encontramos respostas às perguntas que, cansados, fizemos em dezembro. O que fomos, o que somos e o que seremos têm novos contornos nestes tempos de pandemia, que não acreditávamos que poderia ser tão longo, a nos desafiar desenhando um “novo normal”.Arendt (1998, p. 46), explorando o sentido da política, expõe que: “Tarefa e objetivo da política é a garantia da vida no sentido mais amplo. Ela possibilita ao indivíduo buscar seus objetivos, em paz e tranquilidade, ou seja, sem ser molestado pela política”.

Mas, nas últimas décadas do século XX, a globalização desafiou, e ainda desafia neste século XXI, os quadros de referência da política.Ianni assinala o desenvolvimento da globalização, identifica um mundo sistêmico e explicita: “A partir dos interesses que predominam na economia política mundial, mas influenciando a política e a cultura, desenvolve-se uma crescente e abrangente articulação sistêmica do mundo” (1997, p. 26). Perguntamos, então: como essa articulação influencia a política no mundo?Esse cenário de articulação sistêmica ainda é o igual hoje, apresentando desafios a pesquisadores, professores, decisores e gestores no campo da Educação, promovendo e nutrindo o exercício do diálogo no meio acadêmico, nas associações científicas, no âmbito do sistema de ensino, no interior das escolas, cobrando compromisso e ação do poder público.

Hoje, em tempos de pandemia, em novos contornos, a sociedade e a economia enfrentam uma crise geral, que se manifesta na esfera da vida de cada pessoa, um problema político. Não é um problema local de saúde pública. É um problema de primeira grandeza que aparece em toda a mídia e inquieta, amedronta, estarrece com seus dados estatísticos de letalidade e de incapacidade dos sistemas públicos de saúde de responderem com eficiência à demanda de atendimento aos infectados. E põe em xeque a capacidade dos governantes de promoverem as ações necessárias e urgentes na área de saúde pública.

A saúde é um direito social de todos, garantido pelo artigo 6º da Constituição Federal (BRASIL, 1988), em seu Capítulo II DOS DIREITOS SOCIAIS, Título II, que trata dos direitos e das garantias fundamentais. Mas, também a Educação é um direito social e não pode ser pensada desvinculada da cultura, do meio ambiente, da saúde, do combate à fome, do bem-estar social, da segurança e de outros elementos da complexa estrutura de um Estado. Pensar Educação exige atentar para sua complexidade e, no Brasil, a gestão pública carece de projeto articulados que “se somem, se alimentem, de modo a construir uma engrenagem autossustentável”, como argumenta Mosé (2013, p. 14).

Nos dias atuais, temos os direitos sociais conquistados na Constituição de 1988 sob ameaça. A desigualdade econômica e a desigualdade social, pensando-se nos direitos civis estabelecidos, permitem identificar parcelas da população como: privilegiados; cidadãos “de segunda classe”, que são denominados “cidadãos simples” por Carvalho (2007) e a grande população marginal das grandes cidades, que não se sentem protegidos pela lei e pela sociedade. O que o autor descreveu há duas décadas é a realidade dos milhões de pobres, de desempregados, de analfabetos e de semianalfabetos, de jovens nem-nem (nem escola, nem trabalho), problemas de pobreza e de desigualdade que a democracia política precisa enfrentar.

Esse cenário assinala a dificuldade de nosso sistema político de produzir resultados que promovam a redução da desigualdade e o fim da divisão dos brasileiros em segmentos separados pela Educação, pela renda, pela cor da pele.A Educação ocorre num contexto cultural e social, e não num vazio social abstrato. É preciso atentar para as variáveis que intervêm nesse processo. O que é preciso fazer, então, quando há a constatação das desigualdades no sistema de ensino e é preciso superá-las? Quando a necessidade do isolamento social imposta pela situação de uma pandemia fechou escolas e gerou questões, entre outras, que não se levantavam em relação ao cumprimento do ano letivo com todos os elementos que o compõem, quer no sistema público de ensino, quer no sistema das escolas particulares?Pensando apenas nos alunos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, constatamos que o período de fechamento das escolas, e consequente adoção do ensino remoto, desvelou a questão da diferença profunda de acesso dos alunos a recursos tecnológicos e educacionais, refletindo as desigualdades socioeconômicas que apontamos. Perguntamos, então: como ficam as questões da aprendizagem? Mas, há ainda as questões da segurança alimentar e o convívio social que as escolas oferecem.

Há um impacto socioemocional que atinge crianças e adolescentes.Voltar às aulas é uma questão urgente que se apresenta nos diferentes planos dos entes federativos como decisão a ser tomada e a reabertura das escolas precisa ser em conjunto com os gestores da saúde pública, mas não apenas com eles, não se podendo ignorar a possibilidade de sucessivos fechamentos. Mas é também preciso deter o olhar no Ensino Superior. Atentar para a amplitude do desafio que se põe.E nesse longo período em que nossas escolas sofreram o abalo do fechamento, poderíamos perguntar: em que passo andaram o pensamento e a razão, que perspectivas se desenharam? O que a herança deixada pelos educadores do século XX poderia nos ter oferecido para pensarmos uma realidade tão diversa? O que a efervescência das ciências sociais e humanas, nestas duas primeiras décadas do século XXI, fez brotar na leitura do mundo?Continue a ler em :

https://www.scielo.br/j/ensaio/a/m6wmfrmj3QvcT8mYmXwzHjP/?lang=pt

Relato de Pesquisa: Professora Rosa Torte fala sobre o Projeto “Apostando no Futuro”: Estudo Avaliativo/2015

Em entrevista à revista Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação, Professora Rosa Torte, Doutora em Educação pela Universidade do Minho, fala sobre o Estudo Avaliativo do Projeto Apostando no Futuro.

Revista Ensaio recebe a Revista da Escola de Guerra Naval

Na manhã de hoje, a revista Ensaio recebeu a visita de Elaine Pires e Angélica Ceron, membros da equipe editorial da Revista da Escola de Guerra Naval, para o início de um estágio. A equipe da revista Ensaio dá as boas-vindas e espera que a experiência seja válida para que a REGN aprimore cada vez mais as suas atividades e se consolide como periódico de referência em sua área de conhecimento.

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Base Nacional Comum Curricular na Ensaio

Em outubro de 2015 o MEC tornou público a primeira versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Desde então o documento vem gerando debates acalorados envolvendo professores, entidades de classe e ONG’s que se dedicam à educação. No entanto, a preocupação com o Currículo Escolar nada tem de nova. Há tempos os principais educadores do país já demonstram essa preocupação e produzem importantes reflexões sobre o tema. Um belo exemplo é o artigo do Professor Doutor Antônio Flávio Barbosa, que a Ensaio teve o prazer de publicar. Em “Currículo e Gestão: propondo uma parceria”, Antônio Flávio analise a forma como as escolas têm lidado com as incertezas do futuro e sugere o a experiência finlandesa como um bom modelo a ser seguido. Neste sentido, destaca a importância da parceria entre os principais personagens da engrenagem educacional e o papel central que o Currículo tem nesse processo.

Para ler o artigo acesse: Ensaio 80

A Revista Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação acaba de publicar seu último número

A revista Revista Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação acaba de publicar seu último número, disponível no site da revista Ensaio eletrônica. Navegue pelo sumário da revista para acessar os artigos e outros itens de seu interesse.

Boa leitura!

Revista Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação v. 23, n. 89 (2015): Revista Ensaio – Out./Dez.

Sumário

Artigos

Os pais também contam. Validação do questionário “Conhecendo o seu filho, sua filha”: identificação de crianças de 9-10 anos, com altas capacidades / Silvia Libertad Vaca Gallegos,  Beatriz Álvarez-González,Maria Belén Paladines Costa

Cenários do Ensino Médio no Brasil / Silvana Soares de Araujo Mesquita, Isabel Alice Oswaldo Monteiro Lelis

Escola organizada em ciclos: as representações sociais de professores considerados bem-sucedidos / Laêda Bezerra Machado, Jaqueline Andréa Lira Cordeiro Santos

Políticas de ampliação da jornada escolar para o Ensino Médio no Rio Grande do Sul: um estudo sobre o conhecimento escolar / Roberto Rafael Dias da Silva

Elaboração e aprovação de planos de educação no Brasil: do nacional ao local / Donaldo Bello de Souza, Janaína Specht da Silva Menezes

Trajetórias Escolares de Adolescentes em Conflito com a Lei: Subsídios para Repensar Políticas Educacionais / Patricia Leme de Oliveira Borba, Roseli Esquerdo Lopes, Ana Paula Serrata Malfitano

Trabalho e autonomia do coordenador pedagógico no contexto das políticas públicas educacionais implementadas no Estado de Goiás / Luís Luís Gustavo Alexandre da Silva, César Luis

Políticas públicas para acesso de pessoas com deficiência ao ensino superior brasileiro: uma análise de indicadores educacionais / Diléia Aparecida Martins, Lúcia Pereira Leite, Cristina Broglia

Fatores relevantes no processo de permanência prolongada de discentes nos cursos de graduação presencial: um estudo na Universidade Federal do Espírito Santo / Alexandre Severino Pereira, Teresa Cristina Janes Carneiro, Gutemberg Hespanha Brasil, Maria Auxiliadora de Carvalho Corassa

Página Aberta

Federalismo educacional esfacelado? Um estudo de caso sobre o piso salarial / Gustavo Joaquim Lisboa

O sentido social do ProUni – Programa Universidade Para Todos

Por Alípio Márcio Dias Casali; Maria José Viana Marinho de Mattos.

(CASALI, Alípio M. D.;  MATTOS, Maria José V. M. de)

Texto para chamada Análise das produções acadêmicas e científicas sobre o ProUni, no período de 2006-2011, traz importantes contribuições para o debate sobre as políticas públicas educacionais no Brasil.
Conteúdo • Quem (está envolvido/realizou a pesquisa)?

A pesquisa foi realizada com a participação de alunos, professores, assistentes sociais e gestores da comunidade acadêmica da PUC Minas. Foi financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG).

• O que (há de novo)?

Constatou-se que o maior número de publicações sobre o ProUni encontra-se em 2009, período em que os órgãos oficiais do governo federal, em especial o Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), colocaram pela primeira vez um rico banco de dados com informações e estatísticas consistentes sobre o Programa à disposição do meio acadêmico.

Foram analisados quatro subtemas: política de acesso e formação na Educação Superior; política de inclusão social; renúncia fiscal; percepção e impactos do Programa, segundo os beneficiários.

Conclui-se que o ProUni é reconhecidamente uma política pública de ação afirmativa de relevante sentido social e amplo alcance histórico e cultural, porém é atravessada por conflitos e contradições, sendo a renúncia fiscal e a falta de atenção aos beneficiários os mais polêmicos.

• Onde (foi feita a pesquisa / foi publicado)?

O estudo foi feito junto às bases do Scientific Electronic Library Online – SciELO e do Portal Domínio Público da CAPES.

• Quando (ocorreu a descoberta / foi publicado o resultado)?

A pesquisa desenvolveu-se em 2011-2012 e seu relatório foi apresentado em 2013.

• Por que (o resultado é inovador)?

O ProUni tem sido, desde seu lançamento em 2004, objeto de intensa polêmica política no país, dividindo opiniões. Uma sistematização e análise sobre os estudos de natureza estritamente acadêmica realizados sobre ele poderia trazer a público informações e dados mais objetivos e assim contribuir para uma compreensão mais crítica acerca do tema. Foi isso que essa pesquisa se propôs e alcançou: detectou e agora traz a público, com objetividade, o reconhecimento do valor social que o Programa tem tido por parte de todos os que o estudaram criteriosamente (27 teses, dissertações e artigos científicos, no período delimitado, de 2006-2011), ao mesmo tempo que registrou os conflitos e contradições que atravessam o mesmo Programa, superando, assim, criticamente, a polêmica opinativa e de senso comum que tem atravessado o tema.

Tags ProUni. Educação Superior. Ações Afirmativas.
Mini currículo de autores  

Alípio Casali. Filósofo e Educador. Doutor em Educação pela PUC-SP. Pós-Doutor pela Universidade de Paris. Professor Titular do Departamento de Fundamentos da Educação. Docente e Pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo, da PUC-SP. Acesso a currículo na Plataforma Lattes: http://lattes.cnpq.br/7969272872511400

Contato: a.casali@uol.com.br

Maria José Viana Marinho de Mattos

Professora e pesquisadora da PUC Minas. Participa da Equipe de Assessoria de Projetos Pedagógicos  PROGRAD – PUC Minas. Doutora em Educação pela UNICAMP. Pós-Doutora em Educação: Currículo, pela PUC-SP. Acesso a currículo na Plataforma Lattes: http://lattes.cnpq.br/8127335327817744

Contato: mjoseviana@uol.com.br

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Alípio Casali

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Maria José Viana Marinho de Mattos

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