Palestra ABEC: A Construção de Periódicos Autossuficientes

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Essa semana (6 a 9 de novembro de 2017),  aconteceu, no Paraná, a reunião da Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC). Assista abaixo a palestra, que foi transmitida ao vivo, do professor  Charles Pessanha sobre a construção de periódicos autossuficientes:

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Formação docente e ensino de “Política Educacional” em instituições de educação superior do Rio de Janeiro

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Foto: Cláudio Pompeu (Gabinete de Imprensa da Fundação Cesgranrio)

Sala cheia para mais um evento promovido pela Fundação Cesgranrio. A revista Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação realizou a IX edição do evento “Conversa com o autor“, no dia 25 de outubro, na Sala do Conselho da Fundação Cesgranrio, campus Rio Comprido.

Na ocasião, a Professora Laélia Portela Moreira (UNESA) conversou com o público presente  composto em sua maioria por mestrandos, doutorandos, professores universitários e funcionários da Fundação Cesgranrio – , sobre o seu artigo publicado recentemente na Ensaio nº 97.

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Professora  Laélia Portela Moreira (UNESA), autora do artigo. Foto: Cláudio Pompeu (Gabinete de imprensa da Fundação Cesgranrio) / Foto: Cláudio Pompeu (Gabinete de Imprensa da Fundação Cesgranrio)

No evento também foi feito o lançamento do nº 97 da revista Ensaio, publicada no Scielo e em outros indexadores nacionais e estrangeiros: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=0104-403620170004&lng=pt&nrm=iso 

O debate contou com a mediação da Professora Maria Celi Chaves Vasconcelos (UERJ), do Conselho de Educação do Estado do Rio de Janeiro e membro do Conselho Editorial da revista Ensaio.

 

 

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Professora Maria Celi Chaves Vasconcelos (UERJ) / Foto: Cláudio Pompeu (Gabinete de Imprensa da Fundação Cesgranrio)

Da Fundação Cesgranrio, completou a mesa, a Professora Érika Dias,  representando a Professora Fátima Cunha, Editora da revista Ensaio.

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Professora Laélia Portela Moreira (UNESA), Professora e Editora Adjunta da revista Ensaio Érika Dias e Professora Maria Celi Chaves Vasconcelos (UERJ). Foto: Cláudio Pompeu (Gabinete de Imprensa da Fundação Cesgranrio).   

O artigo em questão teve por objetivo analisar o ensino de “política educacional” a futuros educadores. Na sua apresentação, a autora analisou o conteúdo das ementas e a bibliografias desta disciplina, lecionada em seis universidades da região metropolitana do Rio de Janeiro, a fim de compreender o que as universidades entendem por política educacional e de que forma isto é ensinado aos futuros professores. Para a autora, o papel da disciplina, ao que parece, pelas ementas e bibliografia, é mais informativo que formativo. Trata-se de indicações do estado ou situação dos efeitos provocados pela existência de uma determinada política pública da educação, como se a prática docente nada tivesse com seu aprimoramento ou alteração. A Professora Laélia também inferiu com a sua pesquisa que o conteúdo da disciplina por vezes é muito otimista em relação ao que o aluno de Pedagogia vai de fato aprender e levar para a sala de aula. No momento do debate, as Professoras Fátima Cunha e Maria Celi chamaram a atenção para o fato de o ensino de “Política Educacional” ter relação direta com a formação de professores, tema que também foi debatido pela mesa e pelo público presente.

Para ler o artigo “Formação docente e ensino de política educacional em instituições de educação superior do Rio de Janeiro” acesse:

http://dx.doi.org/10.1590/s0104-40362017002500857 

 

 

Representação social da Educação a Distância é tema da VIII Conversa com autor

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Os professores Gustavo Guimarães Marchisotti (Universidade Federal Fluminense – UFF) e Fátima Bayma de Oliveira (Fundação Getulio Vargas – FGV), autores do artigo “A representação social da Educação a Distância sob o olhar dos brasileiros”, publicado na Ensaio 96, foram os convidados para a VIII Conversa com o autor, realizada em 15 de agosto na sede da Fundação Cesgranrio. O debate foi mediado por Ana Ivenicki, docente titular da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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À esquerda Profª Drª Fátima Bayma, ao centro Profª Drª Fátima Cunha e Prof. Gustavo Marchisotti

Os articulistas explicaram que seu texto tem o objetivo de apresentar os resultados obtidos por meio de uma pesquisa aplicada a 100 respondentes sobre sua percepção acerca da Educação a Distância no Brasil. Segundo eles, a intenção é compreender como esse modelo de ensino é compreendido pela população e se a EaD pode ser considerada um instrumento a favor da ampliação do acesso ao ensino superior no país.

Fátima Bayma foi a primeira a falar, ressaltando que os preconceitos em relação à EaD vêm sendo superados entre os especialistas em educação. Entretanto, ela assinalou que esse formato demanda constante debate para aprimoramento:

– Há uma série de controvérsias e divergências quanto ao uso da EaD. Uma delas eu comento aqui, para nós pensarmos juntos. Fala-se muito sobre a formação do cidadão, o currículo, a aprendizagem e os valores do ser humano. Eu vejo que, nesse mundo da virtualidade, é preciso reforçar a discussão e a exigência de qualidade desses cursos. Hoje, está se permitindo, no Brasil, a flexibilização da Educação a Distância e esse é um mundo que, de fato, está se descortinando para a nova geração. Nesse sentido, eu proponho irmos além do que está no artigo e considerarmos o futuro desse modelo de ensino – declarou.

Gustavo Marchisotti, por sua vez, detalhou os dados obtidos em sua pesquisa:

– Há uma percepção muito positiva sobre a EaD no Brasil, mas há ressalvas nesse pensamento. Para os respondentes, há pontos que não podem ser ignorados, entre os quais destaco: necessidade de mesclar EaD com encontros presenciais (e por isso vemos como o modelo híbrido está bem em voga aqui no país, pois aponta-se a importância de troca, de interação direta); necessidade de professores capacitados para oferecer cursos a distância, ou seja, que tenham feito corretamente a “transição” do modelo presencial ao online; e material adequado para essa modalidade, pois a dinâmica em relação ao modelo presencial é radicalmente diferente e isso interfere diretamente no envolvimento do aluno com a disciplina e o curso – falou.

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Profª Drª Fátima Bayma, ao centro Profª Drª Ana Ivenicki e Prof. Gustavo Marchisotti

Fátima possui doutorado em Educação pela UFRJ, mestrado em Administração Pública pela University of Connecticut (EUA) e graduação em Administração Pública pela Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape), da FGV. É professora titular dos cursos de mestrado e doutorado em Administração da Ebape. Desenvolveu diversos cursos de pós-graduação na FGV, bem como o Programa de MBA de Gestão de Negócios e Tecnologia da Informação da instituição. Foi Secretária-Executiva do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) e Diretora de Emprego e Salário do Ministério do Trabalho e Emprego. É também autora de livros e artigos nas áreas de Educação e Gestão de Saúde.

Graduado em Engenharia Industrial Elétrica pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG), Gustavo é especializado em Redes de Computadores pelo Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (DCC-UFMG) e mestre em Administração de Empresas pela Ebape/FGV. Atualmente, cursa doutorado em Sistemas de Gestão Sustentável na UFF. É pesquisador do Laboratório de Governo e Negócios Eletrônicos da Ebape (e:lab), além de atuar como Gestor na Dataprev e como professor  de cursos de graduação e pós-graduação, tutor de cursos online e orientador nas áreas da TI, Gerência de Projetos e Administração.

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Clarissa Macedo
Gabinete de Imprensa Fundação Cesgranrio

I CONGRESSO NACIONAL DE PRÁTICAS EDUCATIVAS

shs2-5-2-lqO “CONGRESSO NACIONAL DE PRÁTICAS EDUCATIVAS” tem como objetivo congregar pesquisadores e estudantes nas áreas de Ciências Humanas, Ciências da Saúde e Ciências da Natureza para, juntos, pensarem as diversas práticas educativas que estão sendo desenvolvidas no Brasil e na América Latina, tais como: processos educativos em saúde popular, ensino de ciências nas escolas, ensino de ciências humanas e sociais e seus diálogos, movimentos sociais no campo ou na cidade, gênero e constituição de sujeitos, história e suas interfaces com a pesquisa e o ensino, linguagens e códigos, tecnologias da informação e sua contribuição para a educação, história cultural e narrativas, literatura e formação de leitores, ciências da natureza e suas interfaces com a educação, dentre outros temas que fazem parte dos diversos grupos de diálogos. Esta primeira edição do evento: “O VER, O FAZER, O DIZER” é um momento para dialogarmos com as questões voltadas para as práticas de ver e de dizer o outro, com as práticas de fazer nas áreas do ensino, da pesquisa e da extensão.

Participe do I CONGRESSO NACIONAL DE PRÁTICAS EDUCATIVAS.
ACESSE: http://www.coprecis.com.br/index.php

 

 

Precisamos falar sobre Ensino a Distância

No dia 15 de agosto a revista Ensaio discutirá com os seus leitores, no campus da Fundação Cesgranrio, o artigo que sairá na edição 96 da revista, com o título “A representação social da Educação a distância sob o olhar dos brasileiros”.

Para acessar o artigo sobre Educação a Distância publicado pela Ensaio clique aqui:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-40362017005004103&lng=pt&nrm=iso&tlng=en 

O texto dos professores Gustavo Marchisotti e Fátima Bayma de Oliveira será debatido com o público. A Educação a Distância é um tema relevante que está na pauta do MEC. Conforme a matéria do Estado de São Paulo, o MEC tem procurado expandir o número de matrículas no Ensino Superior nesta modalidade. Confira a matéria do Estado de São Paulo abaixo:

Ensino superior a distância avança e valores caem

Portaria do MEC que facilita criação de polos já mobiliza mercado, que espera ampliação; mudanças serão mais sentidas nas cidades pequenas

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Oportunidade: ‘Sou o vovô da sala’, diz Antunes – Foto: Rafael Arbex / Estadão

Flávia Minard estava procurando emprego, ajudava a cuidar do pai com mal de Alzheimer, e ainda tinha as responsabilidades de ser mãe de uma criança pequena quando começou sua graduação em Gestão de Recursos Humanos, em 2014. Conciliar tudo isso é foi possível porque optou pelo ensino a distância, em um polo da Unopar perto de onde mora, em Sete Lagoas, cidade de 230 mil habitantes na região metropolitana de Belo Horizonte, Minas.

“Já fazia 13 anos que eu não estudava. A volta foi bem complicada, mas meu tutor ajudou muito”, conta Flávia, hoje com 34 anos. A dificuldade logo passou a ser encarada como oportunidade. “O EAD me fez ver que minha educação depende de mim, me fez explorar minhas capacidades”, explica. Com o diploma na mão, Flávia conseguiu um bom emprego e decidiu seguir na vida acadêmica. Hoje é aluna de um MBA, também na modalidade EAD na Unopar. “Nos horários vagos estou sempre estudando. Às vezes, sei que vou para algum lugar sem internet, então imprimo as atividades para levar comigo.”

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fonte: SENAC – SP

Segundo o Censo da Educação Superior, do Ministério da Educação, havia 189 graduações a distância em 2005. Dez anos depois, mostra o censo mais recente, esse total saltou para 1473 – alta de quase 680%.

 

A possibilidade de cursar uma graduação perto de casa deve chegar a mais pessoas como Flávia já neste ano, graças a uma portaria do MEC que permitirá às instituições de ensino privado com notas satisfatórias nas avaliações do governo abrirem mais polos de ensino a distância por ano sem necessidade de autorização prévia.

A abertura vai depender do Conceito Institucional, uma medida de qualidade do ministério que varia de 1 a 5, sendo as notas superiores a 3 consideradas satisfatórias. Para grupos com nota 3, a portaria permite abertura de até 50 polos por ano. No caso das notas 4, esse limite sobe para 150. Quem tem nota 5 pode abrir até 250 polos em um ano. A portaria também permite que as bibliotecas e laboratórios sejam apenas virtuais – anteriormente, cada polo precisava ter essa infraestrutura física.

A portaria foi publicada no fim do mês passado e já causou impactos. “Em 48 horas tivemos queda nas mensalidade, porque já vivíamos em um cenário de superoferta e a medida vai aumentar ainda mais. É uma regra básica de economia. Mas caiu também porque as instituições antigas no mercado já amortizaram seus investimentos e conseguem reduzir preços”, diz João Vianney, consultor em EAD da Hoper Educacional, que pesquisa a área.

“O MEC desburocratizou o processo de abertura de polos, privilegiando quem já demonstrou qualidade. A instituição vai levantar a demanda – e o tempo será apenas o necessário para montar a estrutura e abrir o polo”, afirma Sólon Caldas, diretor executivo da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), para quem a medida é extremamente positiva para o País, pois ajudará a aumentar o número de matrículas no ensino superior.

“O País precisa expandir. Temos a meta do Plano Nacional de Educação (PNE) para cumprir e só 18% de matrícula”, diz. O PNE é uma lei que estabelece 20 metas para a educação até 2024. A meta 12, especificamente, prevê que 33% dos jovens de 18 a 24 anos estejam matriculados no ensino superior; em 2015, a taxa era de 18,1%.

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fonte: UOL EDUCAÇÃO


Neste semestre

A expansão da oferta em EAD deve começar a ser sentida neste semestre. “Este ano, vamos abrir cerca de 100 polos. São locais para os quais já tínhamos processos encaminhados – estavam parados desde 2013. Devemos abrir mais 200 polos em 2018, sobretudo em Estados onde ainda não estamos, no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, em cidades de 100 mil habitantes”, diz Carlos Fernando de Araujo Júnior, pró-reitor de EAD do grupo Cruzeiro do Sul. Além de crescer em total de polos, passará a ofertar cursos que ainda não tinha em seu cardápio EAD, como Nutrição, Arquitetura e Licenciatura em Educação Inclusiva.


Jovem e no interior

O perfil do aluno do EAD tem se aproximado cada vez mais com o perfil do presencial, e o contexto atual pode atrair ainda mais alunos jovens. “A redução na oferta de programas públicos de financiamento estudantil está trazendo uma demanda crescente pelos cursos EAD, já que são mais acessíveis”, afirma o vice-presidente acadêmico do grupo Kroton, Mário Ghio.

Ao facilitar a abertura de polos, a portaria do MEC traz um impacto sobretudo para cidades pequenas. A Kroton, por exemplo, diz ter um “plano robusto de expansão”, com novas praças já mapeadas. “O Brasil tem ainda muitas cidades de tamanho médio e pequeno, longe dos grandes centros urbanos, sem nenhuma oferta de ensino superior. Nestas cidades podemos iniciar com o portfólio clássico e complementar com os cursos de saúde e engenharias ao longo prazo”, diz Ghio.

Ainda assim, o EAD encontra demanda também entre o público mais velho, e nas grandes cidades. “Sou o vovô da sala”, diverte-se Joary Carlos Antunes, de 58 anos, que cursa Análise de Sistemas em EAD na Cruzeiro do Sul. Antunes trabalha no setor de vendas e já tinha começado duas faculdades, sem conseguir levar adiante. “Se estava em um cliente no fim da tarde do outro lado da cidade, perdia as aulas. O formato EAD veio para solucionar o problema.”


Autonomia

“Libertador” é o termo ainda que Flávio Murilo de Gouvêa, diretor acadêmico de EAD do grupo Estácio usa para se referir à metodologia, que tem base na internet. “O modelo promove emancipação. O aluno adquire autonomia para aprender coisas novas. Isso é importante porque ao fim do ciclo universitário ele terá a necessidade de continuar aprendendo”, afirma.

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fonte: PORTAL DO BIBLIOTECÁRIO


Engenharias e Saúde online vão ganhar estímulo

Ao permitir que as bibliotecas e laboratórios sejam virtuais, as áreas de Saúde e Engenharia também devem ter mais oferta em EAD. “Há simuladores muito bons, que permitem fazer experiências químicas ou físicas, por exemplo”, diz Gouvêa. Ele lembra que até na prática profissional as tecnologia virtuais já estão se sobressaindo, portanto não haveria motivo para exigir certas estruturas físicas. “Se for hoje a um hospital, o exame entra direto no sistema, não tem mais o papel, o físico.”

Mas cursos com perfil prático exigem cuidados especiais ao serem oferecidos a distância, como no caso da Educação Física. “Temos uma grande quantidade de aulas práticas, que acontecem nos laboratórios, ginásios e academias dos polos”, explica coordenador do curso da Unip, Bergson Peres. “Temos de acompanhar o mercado, responder à demanda que existe, mas da melhor forma possível.” Cursos na área de saúde em EAD ainda são muito recentes, mas o exemplo da Unip mostra que não faltam interessados. “Não esperava tanta procura. Em três semanas, as matrículas pularam de 300 para 3.500”, diz sobre o curso, lançado este ano.

FONTE: http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,ensino-superior-a-distancia-avanca-e-valores-caem,70001884866