Formação de professores e currículo: questões em debate

Antonio Flavio Barbosa Moreira

O artigo traz uma análise teórica sobre a formação inicial docente e suas relações com o currículo. Busca-se, a partir dos argumentos levantados, configurar uma concepção de qualidade na escola e na formação docente, analisando a formação inicial de modo abrangente, para que se evitem parcialidades e fracionamentos. Como conclusões, aponta-se que essa formação não pode ser vista apenas como uma atividade prática, baseada na racionalidade instrumental, mas como atividade intelectual, pautada pelo exercício consciente da crítica e por uma postura humanista.

Novo currículo escolar tem problemas em Português, Matemática e História

Fonte: G1

MEC decide alterar texto sobre língua portuguesa após receber 9,8 milhões de sugestões

Brasília — As críticas ao conteúdo dos novos currículos para escolas brasileiras, a chamada Base Nacional Comum Curricular, vão muito além da parte dedicada ao ensino de História. Em Português, o Ministério da Educação já decidiu que o texto final do currículo deverá ter mais conteúdos de gramática. Isso porque, no documento atual, que foi submetido à consulta pública e já recebeu mais de 9,8 milhões de sugestões, as regras gramaticais só são ensinadas de forma clara até o 3º ano do ensino fundamental.

Também no currículo de Matemática problemas têm sido apontados por especialistas. O conceito de fração, por exemplo, é ensinado só no 4º ano no texto em debate, mas estudos mostram que o tema deve ser abordado ainda na pré-escola.

— Já se sabe que, no ensino da Matemática, o estudo da ideia da parte pelo todo (fração) é fundamental e deve ser introduzido cedo. Entrar neste conteúdo tardiamente cria uma dificuldade imensa para o aluno — explicou Paula Louzano, pós-doutoranda da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), que estuda currículos nacionais do mundo.

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‘Currículo’ da educação infantil deve ter experiências e não disciplinas

uol-edu

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O que se espera que uma criança de até 5 anos “aprenda”? Essa é a questão que as novas diretrizes nacionais para a educação infantil vão procurar responder.

Para Zilma Ramos de Oliveira, a preocupação deve estar em oferecer à criança “o direito de ampliar sua perspectiva de mundo”. No ambiente da creche e da pré-escola, explica, a criança precisa de um ambiente seguro e estimulante para desenvolver suas habilidades cognitivas e sociais.

Ela aponta que conhecimento e aprendizagem não podem “ser olhados como escolarização”. Explica, então, que as diretrizes não se tratam de estabelecer conteúdos a serem aprendidos, mas, sim, de oportunidades a serem oferecidas aos pequenos.

“Já vimos grades [curriculares] que têm inglês para berçário 1, 2… Assim como religião, matemática, língua portuguesa”, exemplifica Oliveira. “Esse jeito de trabalhar é um equívoco.”
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