Entrevista com a Professora Rosa Torte

Entrevista com a Professora Rosa Torte, Assessora da Coordenadoria de Projetos Especiais do Projeto “Apostando no Futuro”, fala sobre sua tese de doutorado intitulada “Alfabetização de jovens e adultos no Estado do Rio de Janeiro, Brasil: o significado de um desafio para inclusão social”, que será defendida na Universidade do Minho, Portugal.

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Entrevista com a Professora Thereza Penna Firme

Entrevista com a Professora Thereza Penna Firme from Revista Ensaio on Vimeo.

Entrevista sobre Avalição com a Professora Thereza Penna Firme para o blog da revista Ensaio, da Fundação Cesgranrio.

Educadora e Psicóloga Clinica, com especial formação acadêmica no campo da Avaliação.

Mestre em Psicologia Educacional pela Universidade de Wisconsin, USA. Mestre em Educação pela Universidade de Stanford, Califórnia, USA. Doutora (Ph.D) em Educação e Psicologia da criança e do adolescente pela Universidade de Stanford, Califórnia. Exerceu o magistério no Ensino Fundamental, Médio e Superior (Graduação e Pós-Graduação), bem como funções de Direção e Coordenação na PUC/RIO, UFRGS e UFRJ, atuando como Professora, Pesquisadora e Orientadora de Dissertações e Teses. É Consultora, Avaliadora e Conferencista nacional e internacional. É Coordenadora do Centro de Avaliação na Fundação CESGRANRIO e Membro da American Evaluation Association.

CULTURA É MÃE DA EDUCAÇÃO

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Por Arnaldo Niskier
Doutor em Educação

Quando se discute o que vem primeiro, se cultura ou educação, logo é preciso esclarecer que vivemos um processo cultural, de que a educação faz parte.  Portanto, a tão decantada diversidade cultural do Brasil levou grandes escritores, como Gilberto Freyre, a proclamar a existência de vários brasis em regiões diferentes.  Não procede a tentativa de implantar um currículo único, na educação brasileira, pois seria perigosa centralização.  Mesmo que se deixasse o percentual de 30% para ser determinado pelos conselhos estaduais de educação (e até os municipais) ainda assim seria uma solução muito pouco democrática.

Não se pode ter saudade do livro único, característica da ditadura Vargas.  Não havia liberdade para os nossos autores, cabendo o indesejável controle ao então Ministério da Educação e Saúde.  Desagradar aos poderosos poderia até dar cadeia.

Hoje em dia, vive-se, nesse  processo, uma espécie de método de redução ao absurdo.  Em virtude da crise econômica, há um nítido movimento, na cultura brasileira, de desnacionalização das nossas editoras, o que coloca o seu comando em mãos predominantemente estrangeiras.  Somos tão ciosos na defesa  dos interesses nacionais, como se vê por exemplo na questão do petróleo, mas no que se  refere a esse problema há um silêncio suspeito.

São esses comandantes que irão proclamar a forma de ministrar ensinamentos aos nossos alunos?  Partindo do princípio de que o livro é um instrumento insubstituível de cultura, especialmente os didáticos, como aceitar passivamente esse modo de alienação?  Seria lamentável que os nossos intelectuais fossem buscar no exterior as  luzes necessárias para elaborar os manuais de língua portuguesa, história e até mesmo matemática, essenciais  à educação da juventude brasileira.

Pode-se afirmar que cultura é a alma do povo.  Os que fazem cultura, como os gregos, estão vivos no tempo e no espaço.  Neste tempo de  predomínio dos videogames, a cultura pode parecer enganosamente supérflua ou até  desnecessária, no planeta cronicamente consumido pela violência e pela fome.  Pode-se afirmar que a cultura é o melhor caminho para combater a violência.  Só ela é capaz de conciliar os espíritos através de um trabalho de aplainamento das divergências sociais, políticas, étnicas e religiosas.  É possível até afirmar que por sua índole essencialmente tolerante – por ajudar o ser humano a conhecer melhor o outro e a respeitá-lo – a  cultura é o melhor instrumento que temos  à mão para o desarmamento de corpos e espíritos, para se viver em ambiente saudável de paz.

A cultura, primeiro estágio da educação, ensina brincando.  Na frase sutil de Selma Lagerlof, sueca que venceu o  Prêmio Nobel de Literatura, “a cultura é o que subsiste quando esquecemos de tudo o que tínhamos aprendido.”  Ou pode-se referir ao poeta T.S. Eliot:  “A cultura pode ser descrita simplesmente como aquilo que faz valer a pena viver.”  Seu objetivo é mais a bondade do que a  beleza, e aí estaremos dando razão ao romancista Somerset Maugham.

Para compreender adequadamente os laços que ligam cultura e educação podemos tomar emprestadas as palavras do pedagogo britânico  Denys Thompson:

“Se quisermos ter uma cultura  popular genuína com suas raízes na sociedade, os meios de comunicação de massa devem continuar a partir de onde a educação, na melhor das hipóteses, termina.  Nenhum grande melhoramento pode ser esperado até que uma educação mais intensa e de melhor qualidade atinja o seu impacto e os meios de comunicação fiquem ao alcance de um público arguto.”

É justamente aí que entra a cultura, como arma de sobrevivência.

IV Conferencia ReLAC: El Futuro de la Evaluación en América Latina y el Caribe: Desarrollo, Cultura y Equidad

O que: IV Conferencia ReLAC: El Futuro de la Evaluación en América Latina y el Caribe: Desarrollo, Cultura y Equidad

“La conferencia se propone posicionar la función estratégica del seguimiento, la evaluación y la sistematización para la toma de decisiones, el aprendizaje y la rendición de cuentas de las políticas, programas y proyectos para la Agenda del Desarrollo de América Latina y el Caribe post 2015, en consonancia con los Objetivos de Desarrollo Sostenible (ODS).”

Quando: 11 a 13 de março de 2015

Onde: Lima, Peru

Mais informações: https://conferenciarelac.wordpress.com/

XXVII Simpósio Brasileiro de Política e Administração da Educação – Anpae

O que: XXVII Simpósio Brasileiro de Política e Administração da Educação – Anpae


O Simpósio tem por objetivo reunir professores, pesquisadores e dirigentes educacionais para um exercício de socialização e análise de estudos e experiências em matéria de políticas e práticas de administração e avaliação da educação nos diferentes níveis e modalidades de ensino. Concebido como espaço público de convivência de educadores, pesquisadores e gestores interessados na construção e avaliação do conhecimento no campo da educação, o Simpósio tem como tema central: Política, Avaliação e Gestão da Educação: novos governos, novas agendas? Mesas redondas simultâneas e sessões especiais concorrentes pautarão os debates do evento, desenvolvidos em várias comunicações orais agrupadas em oito eixos temáticos.


Quando: 08 a 10 de abril de 2015


Onde: Centro de Convenções – Olinda, Avenida Governador Agamenon Magalhães – Salgadinho,Olinda,Pernambuco CEP: 53110-710


Mais informações: http://www.anpae.org.br/simposio2015/#/

XXIII Curso de Editoração Científica (XXIII CEC) – ABEC

O que: XXIII Curso de Editoração Científica (XXIII CEC)


Luz sobre os paradigmas da publicação científica

Evento Comemorativo dos 10 anos da Revista de Biologia Neotropical


Quando: 25 a 27 de junho 2015


Onde: Goiânia/GO

Mais informações: http://www.abecbrasil.org.br/index.asp