Colóquio I da Série Colóquios em Ensaio: Reflexões sobre o Futuro da Avaliação e Ética no Contexto da Educação: Contribuição da Revista Ensaio

O Colóquio, que tratou de questões relevantes e temas que ainda vêm sendo objeto de discussão, ocorreu no dia 28 de maio de 2014, na Sala do Conselho da Fundação Cesgranrio. As palestras foram proferidas pela Professora Thereza Penna Firme e pelo Professor Carlos Alberto Oliveira.

Profª Thereza Penna Firme, Profª Ana Carolina Letichevsky, Profª Fátima Cunha durante palestra do I Colóquio.
Profª Thereza Penna Firme, Profª Ana Carolina Letichevsky, Profª Fátima Cunha durante palestra do I Colóquio.
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SÉRIE COLÓQUIOS EM ENSAIO – IV COLÓQUIO POLÍTICA E EDUCAÇÃO: O CASO DO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

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O Pisa nos periódicos acadêmicos: o caso da Revista Ensaio

Abave 2011

Fátima Cunha e Marilia Nogueira dos Santos

O presente artigo tem por objetivo perceber como os resultados do Pisa têm sido analisados pelos profissionais da área de educação e de que forma aparecem nos periódicos acadêmicos da mesma área. A pesquisa dos periódicos se deu na plataforma do Educ@, biblioteca virtual que utiliza a metodologia do SciElo e que indexa os mais qualificados periódicos de

educação do Brasil. Depois de mapear os principais periódicos o artigo conclui que apesar do número reduzido, os artigos que privilegiam o Pisa demonstram toda a potencialidade da avaliação, haja vista a diversificação de enfoque

Palavras-chave: PISA, Avaliação, Periódicos Acadêmicos

Para ler todo o artigo, clique aqui.

A evolução dos estudos sobre Avaliação Educacional na Revista Ensaio: 1993-2013

Abave 2011

Alberto Mello e Souza, Fátima Cunha Ferreira Pinto, Sara Rozinda Martins Moura Sá dos Passos

Última alteração: 24-06-2013
RESUMO

As pessoas que formulam e implementam as políticas públicas de educação no Brasil vêm dando ênfase à questão avaliativa. Essa centralidade transparece no avanço do sistema de avaliação educacional, em todos os níveis e modalidades de ensino, consolidando uma política de estado refletida na continuidade das ações. O objetivo deste trabalho é o de refletir sobre a produção acadêmica que contempla estudos sobre as políticas de avaliação educacional, apontando a evolução da temática, a relevância da avaliação em larga escala e as lacunas existentes. Nesse contexto, destaca-se a produção acadêmica da revista Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação, cuja missão é ser um veículo de divulgação de pesquisas, levantamentos, estudos, discussões e outros trabalhos críticos. Sua tiragem de 3000 exemplares é distribuída para as universidades públicas e privadas, secretarias de educação, conselhos de educação e pesquisadores da área. Em 2013, a Revista Ensaio completa 20 anos de publicação ininterrupta.

Palavras-chave: Avaliação. Avaliação em larga escala. Accountability. TRI.
PALAVRAS-CHAVE

Avaliação; Avaliação em larga escala; Accountability; TRI.

http://abave.com.br/ocs/index.php/vii_reuniao/vii_reuniao/paper/view/34

Entrevista com a Professora Rosa Torte

Entrevista com a Professora Rosa Torte, Assessora da Coordenadoria de Projetos Especiais do Projeto “Apostando no Futuro”, fala sobre sua tese de doutorado intitulada “Alfabetização de jovens e adultos no Estado do Rio de Janeiro, Brasil: o significado de um desafio para inclusão social”, que será defendida na Universidade do Minho, Portugal.

Entrevista com a Professora Thereza Penna Firme

Entrevista com a Professora Thereza Penna Firme from Revista Ensaio on Vimeo.

Entrevista sobre Avalição com a Professora Thereza Penna Firme para o blog da revista Ensaio, da Fundação Cesgranrio.

Educadora e Psicóloga Clinica, com especial formação acadêmica no campo da Avaliação.

Mestre em Psicologia Educacional pela Universidade de Wisconsin, USA. Mestre em Educação pela Universidade de Stanford, Califórnia, USA. Doutora (Ph.D) em Educação e Psicologia da criança e do adolescente pela Universidade de Stanford, Califórnia. Exerceu o magistério no Ensino Fundamental, Médio e Superior (Graduação e Pós-Graduação), bem como funções de Direção e Coordenação na PUC/RIO, UFRGS e UFRJ, atuando como Professora, Pesquisadora e Orientadora de Dissertações e Teses. É Consultora, Avaliadora e Conferencista nacional e internacional. É Coordenadora do Centro de Avaliação na Fundação CESGRANRIO e Membro da American Evaluation Association.

CULTURA É MÃE DA EDUCAÇÃO

Arnaldo-Niskier1

Por Arnaldo Niskier
Doutor em Educação

Quando se discute o que vem primeiro, se cultura ou educação, logo é preciso esclarecer que vivemos um processo cultural, de que a educação faz parte.  Portanto, a tão decantada diversidade cultural do Brasil levou grandes escritores, como Gilberto Freyre, a proclamar a existência de vários brasis em regiões diferentes.  Não procede a tentativa de implantar um currículo único, na educação brasileira, pois seria perigosa centralização.  Mesmo que se deixasse o percentual de 30% para ser determinado pelos conselhos estaduais de educação (e até os municipais) ainda assim seria uma solução muito pouco democrática.

Não se pode ter saudade do livro único, característica da ditadura Vargas.  Não havia liberdade para os nossos autores, cabendo o indesejável controle ao então Ministério da Educação e Saúde.  Desagradar aos poderosos poderia até dar cadeia.

Hoje em dia, vive-se, nesse  processo, uma espécie de método de redução ao absurdo.  Em virtude da crise econômica, há um nítido movimento, na cultura brasileira, de desnacionalização das nossas editoras, o que coloca o seu comando em mãos predominantemente estrangeiras.  Somos tão ciosos na defesa  dos interesses nacionais, como se vê por exemplo na questão do petróleo, mas no que se  refere a esse problema há um silêncio suspeito.

São esses comandantes que irão proclamar a forma de ministrar ensinamentos aos nossos alunos?  Partindo do princípio de que o livro é um instrumento insubstituível de cultura, especialmente os didáticos, como aceitar passivamente esse modo de alienação?  Seria lamentável que os nossos intelectuais fossem buscar no exterior as  luzes necessárias para elaborar os manuais de língua portuguesa, história e até mesmo matemática, essenciais  à educação da juventude brasileira.

Pode-se afirmar que cultura é a alma do povo.  Os que fazem cultura, como os gregos, estão vivos no tempo e no espaço.  Neste tempo de  predomínio dos videogames, a cultura pode parecer enganosamente supérflua ou até  desnecessária, no planeta cronicamente consumido pela violência e pela fome.  Pode-se afirmar que a cultura é o melhor caminho para combater a violência.  Só ela é capaz de conciliar os espíritos através de um trabalho de aplainamento das divergências sociais, políticas, étnicas e religiosas.  É possível até afirmar que por sua índole essencialmente tolerante – por ajudar o ser humano a conhecer melhor o outro e a respeitá-lo – a  cultura é o melhor instrumento que temos  à mão para o desarmamento de corpos e espíritos, para se viver em ambiente saudável de paz.

A cultura, primeiro estágio da educação, ensina brincando.  Na frase sutil de Selma Lagerlof, sueca que venceu o  Prêmio Nobel de Literatura, “a cultura é o que subsiste quando esquecemos de tudo o que tínhamos aprendido.”  Ou pode-se referir ao poeta T.S. Eliot:  “A cultura pode ser descrita simplesmente como aquilo que faz valer a pena viver.”  Seu objetivo é mais a bondade do que a  beleza, e aí estaremos dando razão ao romancista Somerset Maugham.

Para compreender adequadamente os laços que ligam cultura e educação podemos tomar emprestadas as palavras do pedagogo britânico  Denys Thompson:

“Se quisermos ter uma cultura  popular genuína com suas raízes na sociedade, os meios de comunicação de massa devem continuar a partir de onde a educação, na melhor das hipóteses, termina.  Nenhum grande melhoramento pode ser esperado até que uma educação mais intensa e de melhor qualidade atinja o seu impacto e os meios de comunicação fiquem ao alcance de um público arguto.”

É justamente aí que entra a cultura, como arma de sobrevivência.