VIII Reunião Geral da ABAVE: “Avaliação de Larga Escala no Brasil: ensinamentos, aprendizagens e tendências”

O que: VIII Reunião Geral da ABAVE: “Avaliação de Larga Escala no Brasil: ensinamentos, aprendizagens e tendências”

Onde: Florianópolis – SC


Quando: 19 a 21 de agosto de 2015


Mais informações: http://www.abave.org.br/index.php

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SIMPÓSIO AVALIAÇÃO DE INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR – AVALIES – 2015


O que: SIMPÓSIO AVALIAÇÃO DE INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR – AVALIES – 2015


O Simpósio AVALIES tem como objetivos estimular a geração do conhecimento em Avaliação Institucional, debater o seu estado da arte e provocar a interação entre pesquisadores da área, buscando qualificar as instituições de educação superior.


O AVALIES terá apresentação oral de artigos, conferências internacionais, painéis e exibição de posters.


Quando: Dias 17 e 18 de Setembro de 2015


Onde: Porto Alegre, Rio Grande do Sul


Mais informações: http://grupomontevideo.org/sitio/noticias/simposio-sobre-avaliacao-de-instituicoes-de-educacao-superior-ufrgs/

XV Encontro Nacional de Editores (XV ENEC) – ABEC

O que: XV Encontro Nacional de Editores (XV ENEC)


Evento comemorativo dos 30 anos da ABEC.

A ABEC estabeleceu um acordo com o Costão do Santinho e a hospedagem durante o evento poderá ser parcelada em 10 vezes sem juros. Maiores informações: 0880 48 1000


Quando: 22 a 25 de Novembro 2015


Onde: Costão do Santinho em Florianópolis/SC


Mais informações: http://www.abecbrasil.org.br/index.asp

Enem: Teoria e Prática

Por Fátima Cunha e Marilia Nogueira dos Santos

O ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio foi criado em 1998 com o objetivo de avaliar o desempenho do estudante ao final da educação básica, buscando contribuir para a melhoria da qualidade desse nível de escolaridade.  Em seu primeiro ano, teve aproximadamente 195.000 inscritos. No ano de 2014, rompeu a marca de 8.700.000 inscritos.

Alguns números de inscritos de 2014 são apresentados na Tabela abaixo:

PAGAMENTO PARTICIPANTES PERCENTUAL
Pagantes 2310322 26,49%
Isentos de Pagamento 6411771 73,51%
Total 8722093 100,00%
SEXO PARTICIPANTES PERCENTUAL
Masculino 3.652.830 41,88%
Feminino 5.069.263 58,12%
Total 8.722.093  100,00%
SITUAÇÃO PARTICIPANTES PERCENTUAL
Concluiu o Ensino Médio 4.990.109 57,21%
Concluirá em 2014 1.748.607 20,05%
Concluirá após 2014 1.446.066 16,58%
Não Concluiu e não está cursando o Ensino Médio 537.311 6,16%
Total 8.722.093  100,00%

Outros números do ENEM 2014 que merecem destaque são:

  • MUNICÍPIOS DE PROVA – 1.721
  • LOCAIS DE PROVA – 17.500
  • MALOTES DE PROVA – 76.000
  • SALAS DE PROVA – 246.000
  • EQUIPE DE APLICAÇÃO – 785.000
  • CORRETORES DE REDAÇÃO – 8.400
  • FUNCIONÁRIOS DOS CORREIOS – 14.100
  • SSP – AGENTES (escoltas) – 26.000

Para viabilizar a aplicação do ENEM são envolvidos, entre outros, os seguintes atores:

  • MEC/INEP
  • INSTITUIÇÕES APLICADORAS (CESGRANRIO/CESPE-UnB)
  • GRÁFICA DE ALTA SEGURANÇA
  • CORREIOS
  • FORÇAS ARMADAS
  • POLÍCIA FEDERAL
  • POLÍCIA RODOVIÁRIA
  • SECRETARIAS DE SEGURANÇA PÚBLICA
  • INMETRO
  • INMET
  • CENAD
  • CEAD

Certamente para controlar uma logística deste porte vários cuidados são necessários. Um dos controles existentes hoje é um Sistema de Monitoramento que possui mais de 2.600 pontos de check-list. Também são realizadas Reuniões de Alinhamento de três em três semanas com representantes dos diversos atores listados acima. Estas reuniões se iniciam em abril e se estendem até a véspera da aplicação do Exame.

A prova é impressa em uma gráfica de altíssima segurança, e não há “contato físico” com o papel. As provas já chegam envoltas em plástico, grupadas em quatro ou 28 exemplares. Portanto, uma sala que comporte 40 participantes receberá três pacotes de quatro exemplares e um pacote de 28 exemplares. Estes quatro pacotes são colocados em envelopes plásticos de alta resistência que por sua vez, são lacrados com selos holográficos numerados. Conjuntos desses envelopes plásticos são acondicionados em malotes e recebem lacres metálicos numerados. Ainda se lacra o malote com um “cadeado eletrônico” que registra o dia e a hora em que cada malote foi fechado e aberto. As provas, após serem armazenadas em malotes, são guardadas em unidades do exército, onde permanecem até próximo à data do Exame, quando então, são entregues diretamente pelos Correios no dia do Exame nos locais de prova. Todo e qualquer transporte envolvendo provas é acompanhado por escolta militar ou policial e, também, monitorado por um sistema chamado ROTAS.

Todos os 785.000 colaboradores envolvidos na aplicação da prova recebem capacitação presencial e, aproximadamente, dois terços destes, também realizam um evento de alinhamento à distância. Nos dias do Exame, logo após o seu término, os malotes contendo o material a ser apurado são recolhidos pelos Correios e entregues nas sedes das Instituições Aplicadoras. Nestes locais mais de 800 pessoas trabalham na apuração dos resultados.

Para correção da redação são utilizados 8.400 corretores.

Link relacionado:

Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação – <http://www.scielo.br/ensaio>

Como citar este post [ISO 690/2010]:

Enem: Teoria e Prática. SciELO em Perspectiva: Humanas. [viewed 05 March 2015]. Available from: http://humanas.blog.scielo.org/blog/2014/11/12/enem-teoria-e-pratica/

Enem: o maior “vestibular” da História do Brasil

Por Aparecida da Silva Xavier Barros, mestre em Ciências da Educação, pesquisadora e professora da rede estadual de Pernambuco. Bezerros, PE, Brasil.

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) se tornou o maior “vestibular” da História do Brasil. E isso aconteceu mediante vários acertos, erros e confusões. No artigo “Vestibular e Enem: um debate contemporâneo”, Aparecida da Silva Xavier Barros, mestra em Ciências da Educação, pesquisadora e professora da rede estadual de Pernambuco, discute as principais implicações dessa prova nacional para a educação brasileira.

Se para aqueles que defendem o exame, ele é um instrumento de acesso democratizado pelo mérito do estudante, na opinião dos críticos, o Enem se tornou classificatório como qualquer outro exame de seleção e também revela as intoleráveis disparidades de qualidade entre escolas privadas e públicas. Além disso, ao transformar a prova em um gigantesco vestibular, o país perde um instrumento importante de avaliação do ensino médio. Em um exame de seleção como este se avalia bem os melhores alunos, mas não os demais.

Neste cenário, o artigo sugere que o Enem ainda requer muitos ajustes. Os resultados deste estudo reforçam que os nossos instrumentos de acesso à universidade, guiados por uma lógica individualista e competitiva, colocam o êxito quase exclusivamente como uma responsabilidade individual e dissimulam todo um conjunto de fatores que são determinantes para a aprovação dos estudantes.

Para ler o artigo, acesse:

BARROS, A.S.X. Vestibular e Enem: um debate contemporâneo. Ensaio: aval. pol. públ. Educ.[online]. 2014, vol. 22, n. 85, pp. 1057-1090. [viewed 2014-11-28]. ISSN 0104-4036. DOI: 10.1590/S0104-40362014000400009. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-40362014000400009&lng=en&nrm=iso.

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Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação – http://www.scielo.br/ensaio/

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Enem: o maior “vestibular” da História do Brasil. SciELO em Perspectiva: Humanas. [viewed 05 March 2015]. Available from: http://humanas.blog.scielo.org/blog/2014/11/28/enem-o-maior-vestibular-da-historia-do-brasil/

O matemático como ponto fora da curva

Por Kaizô Iwakami Beltrão, professor da EBAPE/FGV e consultor estatístico da Fundação Cesgrario, Rio de Janeiro, RJ, Brasil e Mônica Cerbella Freire Mandarino, Fundação Cesgrario, Rio de Janeiro, RJ, Brasil

A época atual, com a Matemática no Brasil vivendo um momento de euforia com o recebimento da medalha Fields por Artur Ávila Cordeiro de Melo, é bem apropriada para uma reflexão sobre o campo da Matemática e das políticas públicas referentes a essa área. Esse é o objeto do artigo “Evidências do Enade – Mudanças no perfil do matemático graduado”, escrito por Kaizô Iwakami Beltrão e Mônica Cerbella Freire Mandarino e publicado no número 84 da Revista Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação. Os resultados desse estudo indicam que formamos menos professores de Matemática do que a oferta de vagas possibilitaria e que os concluintes desses cursos possuem, em média, baixa afluência socioeconômica. A melhoria desse quadro é fundamental para superar a baixa proficiência em Matemática da maioria dos estudantes brasileiros, muito distante do nível de excelência de Artur Ávila.

No artigo, os pesquisadores apresentam um diagnóstico da evolução da oferta de vagas, do perfil dos concluintes e sua colocação no mercado de trabalho. O estudo revela que o aumento da oferta de vagas não foi acompanhado por uma maior procura de formação na área. Além disso, o desalento durante o curso é grande e, historicamente, a razão entre o número de matrículas e de concluintes é baixa.

Para posicionar os matemáticos num contexto maior, foi realizada uma descrição do perfil socioeconômico de todos os concluintes das áreas que realizaram o Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes do Ensino Superior) de 2004 a 2012. A análise revela que os concluintes de Matemática estão entre os que possuem, em média, menor afluência socioeconômica dentre as áreas de conhecimento avaliadas pelo Enade. Existe também uma diferença entre os graduados em bacharelado (que, em princípio, não pretendem exercer a docência no Ensino Básico) e em licenciatura, estes últimos ainda menos afluentes. Por fim, o Censo 2010 permitiu detectar que o magistério é a carreira da maioria dos matemáticos, principalmente os do sexo feminino, mas também mostra que muitos atuam em atividades de nível médio ou não afins com a área.

Para chegar a tais resultados, os pesquisadores utilizaram os dados do Enade disponibilizados pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) e do Censo Demográfico 2010, coletados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Para ler o artigo, acesse:

BELTRAO, K.I and MANDARINO, M.C.F. Evidências do ENADE – mudanças no perfil do matemático graduado. Ensaio: aval.pol.públ.Educ. [online]. 2014, vol. 22, nº 84, pp. 733-753. [viewed December 18th 2014]. ISSN 0104-4036. DOI: 10.1590/S0104-40362014000300007. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-40362014000300007&lng=pt&nrm=iso

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O matemático como ponto fora da curva. SciELO em Perspectiva: Humanas. [viewed 05 March 2015]. Available from: http://humanas.blog.scielo.org/blog/2014/12/29/o-matematico-como-ponto-fora-da-curva/

Políticas públicas de ações afirmativas para a educação superior colocam em disputa a noção de justiça social na sociedade brasileira

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Por Neusa Chaves Batista, professora adjunta da Faculdade de Educação da UFRGS, Porto Alegre, RS, Brasil 

O periódico Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação em seu primeiro número de 2015 apresenta o artigo “Políticas públicas de ações afirmativas para a Educação Superior: o Conselho Universitário como arena de disputas” de Neusa Chaves Batista. Para a autora, a implantação de políticas públicas de ações afirmativas para a educação superior se constitui em momento privilegiado para flagrar os efeitos da inércia política e do preconceito da sociedade brasileira, mas oferece, igualmente, uma oportunidade de escolha fundamental: ou reforça-se o ciclo do patrimonialismo político e do preconceito social que se arrastam desde o início de uma sociedade ainda sob o signo da escravidão ou procura-se rompê-lo.

A autora realizou pesquisa sobre o Programa de Ação de Afirmativa implantado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), analisando as disputas e confrontos de segmentos no Conselho Universitário, órgão máximo de decisão no âmbito da universidade e com representação da comunidade acadêmica e local. O estudo aponta que o Conselho, ao discutir questões relacionadas à normatização das ações afirmativas, torna-se arena de disputa por uma noção de justiça social.

“O cerne da discussão entre os segmentos girou em torno da questão relativa à reserva de vagas para candidatos autodeclarados negros (cotas raciais versus cotas sociais). Ao final, a análise demonstra os conflitos e contradições entre segmentos do Conselho, a fim de decidir o que é ‘justo’ para a definição das normas de acesso (e permanência) à universidade por meio das ações afirmativas”, indica a professora Neusa Chaves Batista.

Na pesquisa, a autora afirma que “a naturalização da desigualdade educacional gerou uma estratificação social, que pode ser percebida pela ascensão de classes e/ou grupos sociais privilegiados que, por gerações, têm ocupado os postos de maior reconhecimento social e econômico na organização do trabalho na sociedade capitalista brasileira”. Nesse sentido, ela inova ao trazer, para o debate público sobre as políticas de ações afirmativas para a educação superior, discussões sobre o que é “justo” para a sociedade num contexto de desigualdade educacional.

Para ler o artigo, acesse:

BATISTA, N.C. Políticas públicas de ações afirmativas para a Educação Superior: o Conselho Universitário como arena de disputas. Ensaio: aval.pol.públ.Educ. [online]. 2015, vol. 23, n° 86, pp. 95-128. Epub Mar-2015. [viewed February 26th 2015]. ISSN: 0104-4036. DOI: 10.1590/S0104-40362015000100004. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-40362015000100095&lng=pt&nrm=iso

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Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação – http://www.scielo.br/ensaio/

Como citar este post [ISO 690/2010]:

Políticas públicas de ações afirmativas para a educação superior colocam em disputa a noção de justiça social na sociedade brasileira. SciELO em Perspectiva: Humanas. [viewed 05 March 2015]. Available from: http://humanas.blog.scielo.org/blog/2015/03/02/politicas-publicas-de-acoes-afirmativas-para-a-educacao-superior-colocam-em-disputa-a-nocao-de-justica-social-na-sociedade-brasileira/