Colóquios em Ensaio – VIII Edição

A revista Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação tem o prazer de convidar para a 8ª edição da série “Colóquios em Ensaio”, que acontecerá no dia 17 de abril, terça-feira, das 14h às 16h, no TEATRO BETH SERPA, da Fundação Cesgranrio, campus Rio Comprido. Na ocasião a Professora Thereza Penna Firme, mediada pela Professora Fátima Cunha, conversará com o público sobre avaliação. Pedimos que a sua presença seja confirmada até o dia 13/04/18 através do e-mail ensaioeventos@cesgranrio.org.br, contendo nome, instituição, e-mail.

Fotos: Cláudio Pompeu
Fundação Cesgranrio

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Ensaio convida: VIIIª Edição – Série Colóquios em Ensaio

 

convite e-mail

Thereza Penna Firme

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Foto: Cláudio Pompeu – Fundação Cesgranrio

 

Professora Fátima Cunha

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Foto: Cláudio Pompeu – Fundação Cesgranrio

Paixão de Cristo será encenada no Teatro Cesgranrio e na Lapa

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A mais linda história da humanidade será contada no Teatro Cesgranrio, de 27 a 29 de março, no espetáculo “A Paixão de Cristo”. Com um elenco de 36 atores/cantores, a peça vai mesclar músicas de cunho religioso e outras conhecidas de musicais famosos da Broadway, como “Godspell” e “Jesus Cristo Superstar”.

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Jesus Cristo será interpretado por Nelson Gaia, que atuou nas peças “Sim, mas não prometo” e tocou percussão na peça “Omi – do leito ao mar”. Já quem assume o papel do diabo é o ator Jack Berraquero, que atua na novela “Deus Salve o Rei” e também participou da série “Verdades Secretas”. Tatty Caldeira, atriz e cantora, que atua no musical “O Homem no Espelho”, empresta pelo quarto ano seguido sua imagem e voz a Maria Madalena.

Com produção geral de Carlos Alberto Serpa e figurinos de Beth Serpa, a encenação é dirigida por Márcio Fonseca. A versão brasileira é assinada por Alexandre Amorim.

 

Serviço:

A Paixão de Cristo
Datas: de 27 a 29 de março
Horário: de terça a quinta, às 20h
Local: Teatro Cesgranrio – rua Santa Alexandrina, 1011, Rio Comprido
Tel.: (21) 2103-9682
Ingressos: R$40,00 / R$20,00
Classificação etária: livre
Duração: 70 minutos
Clique aqui para comprar seu ingresso online

 

Encenação na Lapa, na Sexta-feira Santa

Encenado tradicionalmente na Lapa, o “Auto da Paixão de Cristo” já é um evento muito esperado pelos cariocas. Nesse ano, a montagem será realizada no dia 30 de março, com início previsto para 18h30, após a procissão do Senhor Morto.

O espetáculo, gratuito, é promovido pela Associação Cultural da Arquidiocese do Rio de Janeiro, com patrocínio e produção da Fundação Cesgranrio.

“A iniciativa tem o objetivo de oferecer aos cariocas um momento de devoção e aproximação da fé cristã. Com este auto, convidamos os moradores do Rio de Janeiro a recordar e viver o real significado da vida de Cristo”, diz Carlos Alberto Serpa, presidente da Fundação Cesgranrio.

Serviço:

Endereço: Arcos da Lapa
Data e horário: 30 de março, às 18h30
Ingresso: Entrada gratuita

FONTE: http://cultural.cesgranrio.org.br/paixao-de-cristo-sera-encenada-no-teatro-cesgranrio-e-na-lapa/ 

 

Cesgranrio traz o doce sabor da Páscoa para o Rio Comprido – 2018

EXPOSIÇÃO DE 24/03 A 15/04/18

DE QUINTA A DOMINGO, DAS 10h ÀS 17h

O evento não abrirá na sexta-feira santa, dia 30/03/2018

 

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Exposição: “Cadê o Chocolate?” / foto: Luíza Teixeira

O clima de Páscoa vai tomar conta do Espaço Cultural Cesgranrio. O prédio anexo da instituição recebe a exposição “Cadê o Chocolate?” Num evento gratuito, o público vai desfrutar de uma grande brincadeira, que ficará em cartaz até o dia 15 de abril.

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Exposição: “Cadê o Chocolate?” / foto: Luíza Teixeira
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Exposição: “Cadê o Chocolate?” / foto: Luíza Teixeira
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Exposição: “Cadê o Chocolate?” / foto: Luíza Teixeira
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Exposição: “Cadê o Chocolate?” / foto: Luíza Teixeira

As atrações reúnem vários cenários idílicos, como a Casa do Chocolate; Escolinha da Páscoa; a Casa da Alice, com direito a chá com a própria Alice e com o Chapeleiro Maluco; e a toca do Pernalonga. Cada um destes locais foi planejado para criar uma experiência única e envolvente. Além disso, crianças, jovens e adultos vão aproveitar uma série de brincadeiras preparadas especialmente para a data. O evento é recomendado para pessoas de todas as idades.

Teatro

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A programação se completa com a peça de teatro “Cadê o Chocolate?”. A fábula mostra a importância do amor, da fé e da esperança nesta época do ano ao narrar a história dos coelhos Zeca e Tina, que precisam salvar a Páscoa, já que o pai deles, o Coelho da Páscoa, resolve tirar féria e surfar no Havaí. Além de terem que preparar os ovos, eles ainda precisam enfrentar a Bruxa Margot e seu fiel Corvo, que querem ficar com todo o chocolate para eles. No final, tudo deu certo porque eles receberam a ajuda da Fada Florentina. As vagas para o teatro são limitadas, por isso as senhas são entregues na fila, por ordem de chegada.

Segundo o professor Carlos Alberto Serpa, presidente da Cesgranrio, a peça vai recordar os valores da Páscoa cristã:

– Essa fábula vai mostrar de forma divertida e lúdica que é preciso haver diálogo, entendimento e, principalmente, perdão entre as pessoas. Vamos lembrar que a morte e ressurreição de Jesus Cristo, assim como seus ensinamentos, devem sempre nos orientar, para experimentarmos a renovação de nossas próprias vidas.

 

informações

Endereço: Rua Santa Alexandrina, 1122 B – Rio Comprido – Rio de Janeiro / Fundação Cesgranrio, prédio anexo ao campus (antigo Le Buffet)

Data: 24 de março a 15 de abril de 2018

Exposição
Quinta a domingo, das 10h às 17h

Teatro
Teatro Beth Serpa
Peça: “Cadê o Chocolate?”
Quinta a domingo, às 11h, 14h e 16h – (entrada mediante retirada de senha)
capacidade: 80 lugares

A entrada no teatro não está condicionada à entrada na exposição. Haverá distribuição de senhas no local para a entrada no teatro. Teatro sujeito a lotação.

Entrada franca (doação opcional de 1 kg de alimento não perecível)
Fraldário no local

Obs.: O evento não abrirá na sexta-feira santa, dia 30/03/2018

Informações: 2103-9600

Como chegar:

Vindo da Zona Norte: Seguir pela Av. Paulo de Frontin, sentido Túnel Rebouças. Após o Hospital dos Bombeiros, manter a direita. Seguindo a placa para o Le Buffet, passar por cima do túnel para acessar a Rua Santa Alexandrina.

Vindo da Zona Sul: Ao sair do Túnel Rebouças, acessar a Av. Paulo de Frontin, à direita. Fazer o primeiro retorno, em frente ao Hospital dos Bombeiros e manter a direita. Seguindo a placa para o Le Buffet, passar por cima do túnel para acessar a Rua Santa Alexandrina.

FONTE: http://cultural.cesgranrio.org.br/cesgranrio-traz-o-doce-sabor-da-pascoa-para-o-rio-comprido-2018/ 

 

PRESS RELEASE | Bases normativas e condições político-institucionais da gestão democrática em sistemas municipais de ensino do estado do Piauí

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Raimunda Maria da Cunha Ribeiro
Doutora em Educação e professora da
Universidade Estadual do Piauí,
Corrente, PI, Brasil

Elton Luiz Nardi
Doutor em Educação e professor do
Programa de Pós-Graduação em Educação
da Universidade do Oeste de Santa Catarina,
Joaçaba, SC. Brasil

 

Pesquisadores da Rede Mapa, da Universidade Estadual do Piauí e Universidade do Oeste de Santa Catarina, evidenciam que a maior parte dos municípios piauienses não conta com sistema de ensino e que, entre os que o institucionalizaram, o quadro geral de princípios e espaços e mecanismos de participação é díspar. Segundo artigo “Bases normativas e condições político-institucionais da gestão democrática em sistemas municipais de ensino do estado do Piauí” publicado no periódico Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação (v. 26, n. 98), há diferenças acentuadas entre as mesorregiões geográficas do estado. Para os pesquisadores, o que está em causa é a disposição para fazer avançar as condições de reforço à participação direta e ativa do cidadão na política e gestão da educação pública (RIBEIRO; NARDI, 2018).

Pesquisadores
Reunião de trabalho de pesquisadores da Rede Mapa do Piauí e de Santa Catarina

Consoante o Parecer CEE/PI nº 54, de 03 de dezembro de 2004, o Conselho Estadual dá indicativos acerca do processo de implementação dos sistemas municipais e respectivos conselhos de educação. De acordo com o levantamento de elementos gerais que caracterizam a institucionalização dos sistemas municipais de ensino no Piauí, dos atuais 224 municípios, somente 38,84% contam com sistemas considerados autônomos pelo CEE/PI.

Os pesquisadores constataram que a presença dos temas da participação e da autonomia, no conjunto das bases normativas dos recentes sistemas municipais de ensino piauienses, indicia esforços por configurações convergentes com o princípio constitucional da gestão democrática do ensino público. Todavia, conforme evidenciam os dados, quando examinados os subconjuntos municipais representados por cada uma das quatro mesorregiões, esses mesmos temas são marcados por contrastes, seja em termos de fixação de princípios que os mobilizam e de garantia de espaços ou mecanismos institucionalizados para promovê-los, seja em termos de alinhamento entre princípios firmados e condições de materialização (ARROYO, 2008; GRACINDO, 2007).

De acordo com os pesquisadores, o cotidiano da prática educativa constitui forte aliado do aperfeiçoamento das diretrizes e das condições afeitas à perspectiva da gestão democrática no âmbito dos sistemas de ensino (RIBEIRO; NARDI, 2018; SOUZA; FARIA, 2004).

Referência

ARROYO, M. G. Gestão democrática: recuperar sua radicalidade política. In: CORREA, B. C.; GARCIA, T. O. (Org.). Políticas educacionais e organização do trabalho na escola. São Paulo: Xamã, 2008. p. 39-56.

GRACINDO, R. V. Gestão democrática nos sistemas e na escola. Brasília, DF: UnB, 2007.

Para ler os artigos, acesse

RIBEIRO, R. M. C. and NARDI, E. L. Bases normativas e condições político-institucionais da gestão democrática em sistemas municipais de ensino do estado do Piauí. Ensaio: aval.pol.públ.Educ. [online]. 2018, vol.26, n.98, pp.7-31. ISSN 0104-4036. [viewed 6 March 2018]. DOI: 10.1590/s0104-40362018002601149. Available from: http://ref.scielo.org/6fxx4w

SOUZA, D. B. and FARIA, L. C. M. Reforma do estado, descentralização e municipalização do ensino no Brasil: a gestão política dos sistemas públicos de ensino pós-LDB 9.394/96. Ensaio: aval.pol.públ.Educ. [online]. 2004, vol.12, n.45, pp.925-944. ISSN 0104-4036. [viewed 6 March 2018]. DOI: 10.1590/S0104-40362004000400002. Available from: http://ref.scielo.org/qzqk8h.

acesse a Ensaio no Scielo:

Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação – ENSAIO: www.scielo.br/ensaio

 

Fonte:

RIBEIRO, R. M .C. and NARDI, E. L. Quais as bases normativas e as condições político-institucionais da gestão democrática em sistemas municipais de ensino? [online]. SciELO em Perspectiva: Humanas, 2018 [viewed 15 March 2018]. Available from:
http://humanas.blog.scielo.org/blog/2018/03/14/quais-as-bases-normativas-e-as-condicoes-politico-institucionais-da-gestao-democratica-em-sistemas-municipais-de-ensino/

PRESS RELEASE | Contradições da valorização da “realidade” das escolas

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Rodrigo Rosistolato
Professor da Faculdade de Educação da UFRJ
Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Ana Pires do Prado
Professora da Faculdade de Educação da UFRJ,
Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Leane Martins
Mestre em Educação e
Professora da Educação Básica,
Rio de Janeiro, RJ, Brasil

 

O periódico Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação, da Fundação Cesgranrio, publicou estudo sobre a recepção de políticas públicas nacionais em contextos locais, realizado por pesquisadores da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ROSISTOLATO; PRADO; MARTINS, 2018). O artigo dialoga diretamente com o debate contemporâneo sobre avaliações em larga escala (BAUER; ALAVARSE; OLIVEIRA, 2015; GRAMANI, 2017).

Rodrigo Rosistolato e Ana Pires do Prado são antropólogos e integram a equipe do LaPOpE – Laboratório de Pesquisa em Oportunidades Educacionais. Leane Martins escolheu o mesmo Laboratório para a realização de sua pesquisa de mestrado e foi orientada pelos dois antropólogos. A investigação foi financiada pela CAPES, pelo programa de pesquisa Observatório da Educação e tem relação com pesquisas anteriores realizadas pelos autores em parceria com Silvina Fernández (ROSISTOLATO; PRADO; FERNÁNDEZ, 2015).

O artigo “A “realidade” de cada escola e a recepção de políticas educacionais” analisa os processos de recepção da Prova Brasil e dos dados oriundos do Sistema de Avaliação da Educação Básica – SAEB em um município da região metropolitana do Rio de Janeiro. Os pesquisadores descobriram que as representações e as opiniões sobre as políticas públicas – apresentadas por gestores e sindicalistas – não são necessariamente sustentadas por conhecimento técnico com relação à própria política. Os entrevistados, no decorrer da investigação, apresentaram posicionamentos contrários às avaliações em larga escala – como a Prova Brasil – e defenderam seus argumentos afirmando que esse tipo de avaliação não considera a “realidade” de cada escola avaliada. A valorização da “realidade das escolas”, segundo os entrevistados, transformaria as avaliações externas, tornando-as menos injustas. Os autores do estudo, no entanto, argumentam que essa valorização, embora tenha uma conotação positiva relacionada ao reconhecimento das diferenças e da estratificação inerente aos sistemas educacionais, acaba por criar um cenário contraditório, em que parte dos estudantes matriculados em uma rede pública municipal de educação podem vir a ser sentenciados a uma educação reduzida porque seria mais “adequada” à sua “realidade”.

Os resultados apontam um conjunto de desafios para as políticas educacionais. O principal é a formação de gestores públicos para o entendimento e o uso efetivo dos dados produzidos por avaliações em larga escala. Considerando que as percepções e opiniões sobre qualquer política pública são independentes de conhecimento técnico relacionado à mesma, o primeiro passo desse processo de formação de gestores parece ser a relativização de visões e preconceitos sobre as ações do Estado para a organização dos sistemas educacionais brasileiros.

 

Referência

ROSISTOLATO, R.; PRADO, A. P. do and FERNÁNDEZ, S. J. Cobranças, estratégias e “jeitinhos”: avaliações em larga escala no Rio de Janeiro. Est. Aval. Educ., São Paulo, vol. 25, no. 59, p. 78-107, set./dez. 2014. ISSN: 0103-6831 [viewed 23 February 2018}. Available from: http://www.fcc.org.br/pesquisa/publicacoes/eae/arquivos/1940/1940.pdf

Para ler os artigos, acesse

BAUER, A.; ALAVARSE, O. M. and OLIVEIRA, R. P. de. Avaliações em larga escala: uma sistematização do debate. Educ. Pesqui. [online]. 2015, vol.41, no.spe, pp.1367-1384, ISSN 1517-9702 [viewed 26 February 2018]. DOI: 10.1590/S1517-9702201508144607. Available from: http://ref.scielo.org/pwbytx

GRAMANI, M. C. Análise dos determinantes de eficiência educacional do estado do Ceará. Ensaio: aval.pol.públ.Educ. [online]. 2017, vol.25, no.95, pp.507-526, ISSN 0104-4036 [viewed 26 February 2018]. DOI: 10.1590/s0104-40362017002500811. Available from: http://ref.scielo.org/wbvp89

ROSISTOLATO, R.; PRADO, A. P. do and MARTINS, L. R. A “realidade” de cada escola e a recepção de políticas educacionais. Ensaio: aval.pol.públ.Educ., vol. 26, no. 98, p. 112-132, 2018. ISSN: 0104-4036 [viewed 21 February 2018]. DOI: 10.1590/s0104-40362018002601074. Available from: http://ref.scielo.org/3dq7zz

Acesse a Ensaio no Scielo:

www.scielo.br/ensaio

 

FONTE: ROSISTOLATO, R., PRADO, A. P. and MARTINS, L. Contradições da valorização da “realidade” das escolas [online]. SciELO em Perspectiva: Humanas, 2018 [viewed 07 March 2018].
Available from:
http://humanas.blog.scielo.org/blog/2018/03/07/contradicoes-da-valorizacao-da-realidade-das-escolas/

Qual a trajetória do fomento à iniciação científica no país?

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Título

Qual a trajetória do fomento à iniciação científica no país?
Por Adriano de Oliveira, Doutor em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Coordenador Pedagógico na Rede Municipal de Ensino de Florianópolis. Membro e pesquisador do Grupo TRACES/UFSC/CNPq.  Florianópolis, SC, Brasil. E-mail: adriano.deoliveira2@gmail.com

Lucídio Bianchetti, Doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Estágio Pós-doutoral na Universidade do Porto, Portugal. Professor Aposentado/Voluntário na Universidade Federal de Santa Catarina. Programa de Pós-Graduação em Educação da UFSC. Coordenador do Grupo TRACES/UFSC/CNPq. Pesquisador 1B do CNPq.  Florianópolis, SC, Brasil. E-mail: lucidio.bianchetti@pq.cnpq.br

 

Resumo Estudo analisa a trajetória da institucionalização da Iniciação Científica (IC) e da Iniciação Científica Júnior (ICJ) no país em geral e, particularmente, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Nesta instituição (IES) a não utilização de todas as bolsas de ICJ disponibilizadas, na modalidade do Programa de IC – Ensino Médio (PIBIC-EM), aponta a tendência de refluxo do Programa, tornando questionável a materialização da metáfora do “círculo virtuoso”.
Conteúdo O artigo com o título “Iniciação Científica Júnior: desafios à

materialização de um círculo virtuoso” (OLIVEIRA, BIANCHETTI, 2018), publicada na Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação (v. 26, n. 98), foi realizada com o objetivo de analisar a trajetória da institucionalização da IC e da ICJ no país e, particularmente, na UFSC. Além disso, investigou-se a convergência das políticas de fomento à formação de professores/pesquisadores do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), direcionadas à Educação Básica (EB).

O artigo advém da pesquisa de doutorado de Oliveira e contempla um dos focos de pesquisa do Grupo de Estudo Trabalho e Conhecimento na Educação Superior (TRACES) da Universidade Federal de Santa Catarina.

O artigo estabeleceu interlocução com os estudos sobre ICJ (FERREIRA et al., 2010). Esta temática tem relação com pesquisa anterior realizada com a finalidade de analisar a política de fomento à pesquisa e formação de pesquisador do Governo FHC (OLIVEIRA, 2003).

Realizou-se a análise documental de leis, pareceres, decretos, indicadores de fomento e relatórios do CNPq e da IES onde foi realizada a pesquisa.

No estudo dos investimentos na formação inicial de pesquisadores foram identificados avanços e recuos dependendo das prioridades dos Governos, do contexto econômico, político e social do país e do crescimento do Sistema Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (SNDTC). Um dos destaques ocorreu nos Governos Collor-Itamar (1990 – 1994) que elevou a IC à condição de um programa, com a criação do PIBIC. No Governo Fernando Henrique Cardoso (1995 – 2002) são estabelecidas políticas de caráter sistêmico, as quais são aprofundadas nos Governos Lula da Silva e Dilma Rousseff (2003 – 2016).

Em relação às razões para a criação da ICJ, em um ambiente de produtivismo acadêmico hegemônico, nas universidades e nos institutos de pesquisa, destaca-se a preocupação em descobrir talentos potenciais e incentivar os jovens a seguir a carreira acadêmico-científica a partir da Educação Básica (EB), aligeirando o ingresso dos estudantes na graduação e pós-graduação.

Para a aproximação entre a Educação Superior (ES) e a EB, foram relevantes a criação da Nova Capes, em 2007, com as bolsas (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), Programa Jovens Talentos para a Ciência (PJT-IC) e, por parte do CNPq, com as bolsas de ICJ, em 2003. Nesse sentido, há uma convergência das diretrizes do CNPq e da Capes, voltadas para essa articulação entre as escolas e as universidades.

A pesquisa empírica foi realizada em quatro dos cinco campi da UFSC, na cidade de Florianópolis (campus central), Araranguá, Curitibanos e Joinville. No período de 2010 a 2015 foram concedidas 262 bolsas do Pibic-EM, para 15 escolas públicas.

Por fim, com o excerto abaixo pensamos poder resumir o conteúdo do artigo:

“Em relação à ICJ, podemos dizer que há uma preparação do jovem para o mundo científico, apresentando elementos e potencial de um círculo virtuoso entre a universidade e as escolas. Porém, o PIBIC-EM na UFSC, ao contrário do PIBIC da graduação, corre o risco de extinção, haja vista a trajetória de diminuição constante das bolsas e da não utilização de todas as disponibilizadas” (OLIVEIRA; BIANCHETTI, 2018, p. 154).

E, aquilo que ocorre na particularidade da UFSC, pode ser observado também em relação à situação do financiamento destes programas em nível de país.

 

 

 

Referência(s) FERREIRA, Cristina. A. et al. (Org.). Juventude e iniciação científica: políticas públicas para o ensino médio. Rio de Janeiro: EPSJV, UFRJ, 2010.

 

OLIVEIRA, Adriano de. Política científica no Brasil: análise da política de fomento a pesquisa do CNPq. 2003. 137 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Centro de Ciências da Educação, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2003.

 

OLIVEIRA, Adriano de; BIANCHETTI, Lucídio. Iniciação Científica Júnior: desafios à materialização de um círculo virtuoso. Ensaio: aval. pol. públ. Educ., v. 26, n. 98, p. 133-162, 2018. ISSN: 0104-4036 [acessado 22 fevereiro 2018]. DOI: 10.1590/s0104-40362018002600952. Disponível em:  http://www.scielo.br/readcube/epdf.php?doi=10.1590/s010440362018002600952&pid=S0104-40362018000100133&pdf_path=ensaio/v26n98/1809-4465-ensaio-26-98-0133.pdf&lang=pt

Links TRACES – Grupo de Estudos: Trabalho e Conhecimento na Educação Superior: http://traces.ufsc.br/

Ensaio – Avaliação e Políticas Públicas em Educação – ENSAIO: www.scielo.br/ensaio

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