A Ensaio no 3º congresso internacional de Editores Redalyc!

http://congreso.redalyc.org/ocs/public/congresoEditores/publicacion-posteres.html#SeleccionAncla

revista Ensaio_Fátima Cunha e Erika Dias_Cesgranrio

A revista Ensaio e o seu compromisso com a difusão do conhecimento

Argumento

A Ensaio contribui para a difusão do conhecimento na área da Educação publicando textos relevantes para os leitores especializados ou não. Os artigos são oriundos de pesquisas qualitativas, quantitativas e/ou quali/quantitativas, bem como, são ensaios, reflexões profundas, embasadas em bibliografia recente e pertinente sobre políticas públicas em Educação ou em avaliação educacional.

 

Todos os anos recebemos mais de uma centena de artigos, dezenas deles pesquisas acadêmicas, financiadas por agências de fomento dos países das quais são originárias, elaboradas por pesquisadores reconhecidos, pesquisadores iniciantes e professores/pesquisadores.

Estes artigos são checados em virtude do plágio que, infelizmente, existe no meio acadêmico, e, sendo aceito para avaliação, são analisados por especialistas no sistema duplo-cego e ao serem aceitos para publicação passam por um processo de editoração final, marcação xml, inserção do DOI a fim de que a pesquisa seja disponibilizada o mais rápido possível nos indexadores que a Esnaio está inserida (Scielo, Educ@, Redalyc, Doaj, Latindex, Scopus, entre outros). Objetivando dar acesso ao público, formado por profissionais da área ou não, a textos que tratam sobre o estado da Educação no Brasil e no mundo, comparando e aprendendo com outras realidades que não a nossa, a fim de melhorarmos internamente o nosso sistema educativo. Entendemos que sem a circulação da informação de forma aberta este objetivo não seria cumprido.

 

Ideias que sustentam o argumento

Para se ter uma ideia, a Ensaio recebeu em 2015 cento e dez artigos; em 2016 recebemos 155 artigos; em 2017 recebemos 172 artigos; em 2018 já estamos com mais de 80 artigos. Anualmente publicamos 40 artigos em 4 revistas, em cada uma destas revistas procuramos sempre publicar ao menos um artigo que seja em espanhol, que discuta uma realidade diferente da nossa. Publicamos, usualmente, para cada bloco de dez artigos, um artigo de autores portugueses, um ou dois artigos em espanhol – em sua maioria de pesquisadores da América Latina -, mais precisamente do Chile, Equador, Peru e da Colômbia.

Como sabemos, a América Latina segue sendo um continente que espera que a educação seja um agente de mudança, de resolução dos grandes desafios que historicamente nos têm mantido, ainda hoje, como um dos territórios de maior desigualdade social. Embora tenhamos isso em comum, há diferenças nas realidades de cada país, e são estas diferenças e também as semelhanças que estão sendo investigadas nos artigos que publicamos, a fim de nos beneficiarmos dos avanços na Educação dos outros países. (Donoso-Díaz, 2016).

 

É interessante para a realidade da Educação brasileira entender como no Chile, por exemplo, a Educação básica melhorou. Como melhorou e porque melhorou. (BELLEI, C. et al, p. 13).

Como os princípios do brasileiro Paulo Freire podem afetar o ensino e a aprendizagem em tantos níveis e como sua obra é tão presente em dezenas de países, incluindo os da América Latina. Entendemos como Paulo Freire é relevante e atual pois seus ensinamentos sempre viram a necessidade de construir coletivamente processos de empoderamento de cidadãos – ação social coletiva de participar de debates que visam potencializar a conscientização civil sobre os direitos sociais e civis -, tomando como horizonte o respeito às diferenças e considerando os múltiplos contextos e histórias de vida dos sujeitos (FREIRE, 2011).

Por isso, para o pesquisador brasileiro, argentino ou mexicano, é tão relevante compreender de que forma a Educação básica e a Educação Superior no Chile melhorou, como se deu este melhoramento e de que forma isso pode ser aplicado aqui no Brasil. O Chile é apenas um exemplo. O interessante de publicarmos artigos que exploram um contexto diferente do que vivemos, para além da difusão do conhecimento em muitos níveis, é o de percebermos a necessidade de construir coletivamente processos de empoderamento – enquanto ação social coletiva de participar de debates que visam potencializar a conscientização civil sobre os direitos sociais e civis dos cidadãos -, tomando como horizonte o respeito às diferenças, considerando os múltiplos contextos e histórias de vida dos sujeitos, como nos ensinou o educador brasileiro Paulo Freire. (FREIRE, 2011).

 

Conclusão

Nossa tarefa é, portanto, expandir e fazer circular a informação científica no campo da Educação, pois acreditamos que a Educação e o conhecimento precisam ser para todos. Desta forma, pesquisadores, professores e estudantes de todas as partes poderão se beneficiar das experiências e vivências de sistemas educativos distintos, a fim de transformarem suas próprias realidades. Afinal, conforme Gramsci (1979), a Educação precisa ser um agente transformador da realidade, isto é, deve propiciar subsídio intelectual para construção de processos contra hegemônicos que superem as contradições presentes nas nossas sociedades.

 

 

Bibliografia

 

BELLEI, C. et al. Escuelas efectivas en sectores de pobreza: ¿Quién dijo que no se puede?. Chile: Unicef, 2003.

 

DONOSO-DÍAZ, Sebastián. (2016). EDITORIAL. Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação24(92), 494-497. https://dx.doi.org/10.1590/S0104-403620160003000011

 

FREIRE, Paulo.  Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Editora Paz e Terra; 2011.

 

GRAMSCI, A. Os Intelectuais e a organização da cultura. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1979.

 

 

 

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Autor: Revista Ensaio

A Revista "Ensaio", de nível internacional, constitui fonte de estudo e de pesquisa para todos os que se interessam pela área de avaliação e políticas públicas em educação. Publicação trimestral internacional, da FUNDAÇÃO CESGRANRIO, com tiragem de 1.500 exemplares, de distribuição gratuita, Ensaio congrega, em seus Conselhos Editorial e Consultivo, educadores internacionais de notório saber, mestres e doutores nas áreas por ela abordadas, para melhor atender à sua especificidade. Avaliada no qualis CAPES como sendo A1 na área de Educação, a Ensaio é uma revista que discute a realidade da educação brasileira, além disso, prima pela amplicação do debate pois abre espaço para que pesquisadores estrangeiros publiquem estudos sobre a realidade educacional de seus países. Trata-se de um veículo de divulgação de pesquisas, levantamentos, estudos, discussões e outros trabalhos críticos no campo da educação, concentrando-se nas questões da avaliação educacional e das políticas públicas em Educação, enfatizando as experiências e perspectivas brasileiras. Ensaio é pluralista do ponto de vista das ideias e das escolas de pensamento, interdisciplinar do ponto de vista das preocupações e metodologias empregadas por seus colaboradores. A revista promove intercâmbio com países da América Latina, México, Espanha, Portugal e a Comunidade de Língua Portuguesa, mantendo também a publicação de artigos em Espanhol e em Inglês. Ensaio tem sido contemplada com o apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da CAPES/MEC, cumprindo os requisitos necessários para o recebimento de auxílio editoração. Recebeu conceito internacional "A1" na avaliação dos Periódicos Científicos em Educação realizada, em 2013, pelo Quallis/CNPq e é indexada no SciELO - Scientific Eletronic Library Online e na CLASE - Citas Latinoamericanas em Ciencias Sociales y Humanidades (México, UNAM), BBE, DOAJ, Educ@, OEI, EDUBASE, LATINDEX, REDALYC, SIBE, SCOPUS. Buscando se modernizar e atender aos novos padrões das revistas acadêmicas de excelência, a partir de 2015 a revista Ensaio adotou o sistema de submissão de artigos totalmente online. Para acessar o sistema, os autores deverão se cadastrar no site da revista e escolher um login e senha. Com estes dados em mãos, poderão não só submeter os seus artigos, mas também acompanhar todo o processo de avaliação: http://revistas.cesgranrio.org.br/ A Ensaio também adotou o ahead of print. Esta modalidade agiliza a divulgação das pesquisas, aumentando o tempo de exposição dos artigos, beneficiando diretamente nossos leitores e autores. Os artigos publicados em AOP contam com DOI e ficam disponíveis tanto no nosso site, quanto no site do Scielo até serem destinados a um número específico. Informamos também que a Ensaio continua existindo nos dois formatos, o impresso e o online, e com a mesma periodicidade. A qualidade continua sendo importante para a Ensaio e as melhorias feitas visam contribuir para o objetivo maior do periódico: a ampliação do debate sobre a Educação em tempos difíceis.

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