Aluna de 19 anos passa em 1º lugar em medicina na USP entre cotistas de escola pública

Aos 19 anos e recém-formada no ensino médio, Clara Menegucci Lougon foi aprovada em 1º lugar em medicina na Universidade de São Paulo (USP), entre os cotistas de escola pública. Eram 25 vagas reservadas para essa ação afirmativa, mas somente oito inscritos tinham as notas mínimas exigidas no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para entrar no processo seletivo.

Só poderia concorrer às vagas quem tivesse tirado, no mínimo, 700 pontos em cada uma das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017. Clara conseguiu cumprir o requisito – suas notas foram 920 na redação, 890 em matemática, 740 em linguagens, 720 em ciências da natureza e 715 em ciências humanas.

Na sexta-feira (26), quando foram divulgadas as últimas notas de corte parciais no site do Sisu, a jovem viu que estava em 1º lugar das 25 vagas reservadas a pessoas que tenham feito o ensino médio inteiro em escola pública.

“Não tinha nota de corte, então fiquei com medo de ter acontecido algum erro. Como não teria gente interessada em fazer medicina na USP?” – Clara Menegucci

“Mas depois descobri que é porque não houve número suficiente de candidatos com a nota mínima exigida. Aí fiquei mais tranquila e tentei segurar a ansiedade até a divulgação das listas”, completa.

Ainda durante o período do Sisu, levantamento do G1 mostrava que, em outros cursos, a exigência de até 800 pontos de nota mínima deixava cotistas de fora da USP.

‘Cotas são mais do que justas’

O clima na casa de Clara é de comemoração e de uma pontinha de ansiedade: ela ainda aguarda o resultado do vestibular da Unicamp para decidir se estudará na capital paulista ou em Campinas, no interior. De qualquer forma, vai precisar sair de Vitória, onde mora, e se mudar para o estado de São Paulo.

“Vou tentar ficar em alguma república ou dividir apartamento com uma amiga. Várias meninas que estudavam comigo passaram na USP, só que em outros cursos. Isso já ajuda bastante”, conta Clara.

A jovem estudou em escola privada durante o ensino fundamental e fez o ensino médio no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes). Nesta etapa conciliou o instituto federal com as aulas de um cursinho privado, onde conseguiu uma bolsa de estudos integral por seu desempenho.

“O Ifes é uma das melhores escolas públicas do país e eu sempre tive ótimas notas. Mesmo assim, minha nota final na USP ficou uns 20 pontos abaixo da nota de corte da ampla concorrência. Ou seja: a cota é necessária e mais do que justa.”

O sucesso nos estudos também é atribuído ao apoio que Clara recebeu da família. Durante sua vida escolar, a menina se viu dividida entre engenharia (profissão da mãe) e medicina (carreira do pai).

“Sempre fui muito incentivada a desenvolver o raciocínio matemático e isso me ajudou muito. Fiz o curso de edificações e não gostei, então escolhi a medicina no último ano”, afirma. “Acho que passei na USP logo após terminar a escola porque meu conhecimento foi construído aos poucos, não foi nada de última hora”, diz.

As expectativas de Clara começaram a aumentar quando sua avó espalhou para os amigos que a neta estava em primeiro lugar na classificação parcial. Agora, com a confirmação, ela já começou a receber mensagens de veteranos de medicina da USP.

“Sempre estudei tranquila, então agora tento controlar a ansiedade. É tentar esquecer e aproveitar o restinho das férias”, brinca.

https://g1.globo.com/educacao/noticia/aluna-de-19-anos-passa-em-1-lugar-em-medicina-na-usp-entre-cotistas-de-escola-publica.ghtml

Por Luiza Tenente, G1

 cotista

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Autor: Revista Ensaio

A Revista "Ensaio", de nível internacional, constitui fonte de estudo e de pesquisa para todos os que se interessam pela área de avaliação e políticas públicas em educação. Publicação trimestral internacional, da FUNDAÇÃO CESGRANRIO, com tiragem de 1.500 exemplares, de distribuição gratuita, Ensaio congrega, em seus Conselhos Editorial e Consultivo, educadores internacionais de notório saber, mestres e doutores nas áreas por ela abordadas, para melhor atender à sua especificidade. Avaliada no qualis CAPES como sendo A1 na área de Educação, a Ensaio é uma revista que discute a realidade da educação brasileira, além disso, prima pela amplicação do debate pois abre espaço para que pesquisadores estrangeiros publiquem estudos sobre a realidade educacional de seus países. Trata-se de um veículo de divulgação de pesquisas, levantamentos, estudos, discussões e outros trabalhos críticos no campo da educação, concentrando-se nas questões da avaliação educacional e das políticas públicas em Educação, enfatizando as experiências e perspectivas brasileiras. Ensaio é pluralista do ponto de vista das ideias e das escolas de pensamento, interdisciplinar do ponto de vista das preocupações e metodologias empregadas por seus colaboradores. A revista promove intercâmbio com países da América Latina, México, Espanha, Portugal e a Comunidade de Língua Portuguesa, mantendo também a publicação de artigos em Espanhol e em Inglês. Ensaio tem sido contemplada com o apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da CAPES/MEC, cumprindo os requisitos necessários para o recebimento de auxílio editoração. Recebeu conceito internacional "A1" na avaliação dos Periódicos Científicos em Educação realizada, em 2013, pelo Quallis/CNPq e é indexada no SciELO - Scientific Eletronic Library Online e na CLASE - Citas Latinoamericanas em Ciencias Sociales y Humanidades (México, UNAM), BBE, DOAJ, Educ@, OEI, EDUBASE, LATINDEX, REDALYC, SIBE, SCOPUS. Buscando se modernizar e atender aos novos padrões das revistas acadêmicas de excelência, a partir de 2015 a revista Ensaio adotou o sistema de submissão de artigos totalmente online. Para acessar o sistema, os autores deverão se cadastrar no site da revista e escolher um login e senha. Com estes dados em mãos, poderão não só submeter os seus artigos, mas também acompanhar todo o processo de avaliação: http://revistas.cesgranrio.org.br/ A Ensaio também adotou o ahead of print. Esta modalidade agiliza a divulgação das pesquisas, aumentando o tempo de exposição dos artigos, beneficiando diretamente nossos leitores e autores. Os artigos publicados em AOP contam com DOI e ficam disponíveis tanto no nosso site, quanto no site do Scielo até serem destinados a um número específico. Informamos também que a Ensaio continua existindo nos dois formatos, o impresso e o online, e com a mesma periodicidade. A qualidade continua sendo importante para a Ensaio e as melhorias feitas visam contribuir para o objetivo maior do periódico: a ampliação do debate sobre a Educação em tempos difíceis.

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